Esse foi um tema que muitos solicitaram, atendendo a pedidos alguns desejam saber a causa da diluição da masculinidade e da feminilidade.
Não desconsiderando a contribuição de Foucalt, Deleze e Guattari para a Saúde Mental e consideração ao psicótico no contexto psicossocial autores atacam a psicanálise no seu fundamento; a resolução edípica é que estrutura o sujeito(não tem como escapar deste conceito).
Hoje a figura paterna enquanto autoridade está enfraquecida, quer pela modificação da representação do pai como autoridade na dinâmica das famílias, quer seja pela ausência do pai, ou pelas separações que são tão comuns. Isso para as crianças de ambos os sexos. Em função disso a criança fica, desde cedo com dificuldade de resolução do próprio Édipo e com uma estruturação não muito bem definida. E aí ocorrem tanto dificuldades de constituição da identidade de base, masculina ou feminina, quanto de constituição da identidade propriamente dita.
O que predomina é o aspecto narcísico com pouca diferenciação egóica. Isso fica na base do que percebemos hoje como novas patologias, tentativas desesperadas de busca de identificação. A contemporaneidade está com um enfraquecimento dos estereótipos de identificação masculina interna e a busca vai para fora, melhor dizendo, os pré-adolescentes e adolescentes buscam fora os modelos, no externo = sociedade.
Lacan na releitura freudiana deixa claro que a identificação simbólica de Édipo, acontece pela circulação do falo entre as funções materna e paterna, que dará lugar à constituição do sujeito de desejo.
O que significa isso? Estamos falando de no mínimo uns 50 anos em que a mulher assumiu o lugar do homem em muitos aspectos: organização do lar, financeiro, cultural, profissional… o que equivale a operação da função fálica presente no complexo de Édipo. Como simbolicamente o bebe/criança interioriza à diferença anatômica entre os sexos de modo invertido, Lacan chama de construção simbólica do sujeito(identidade corporal).
No final do texto de Freud sobre “A organização genital infantil”, de 1923, sob o primado do falo, essa constituição se orienta em função de uma polaridade entre masculino e feminino, de modo que do lado masculino se encontram as dimensões do sujeito, da atividade e da possessão do pênis, enquanto do lado feminino se identificam a figura de um objeto, o modo de operação da passividade e, finalmente, a definição de um órgão negativo, a vagina, cuja função não seria outra senão alojar o pênis (Freud, 1923/2002b, p. 116).
Hoje as Mulheres são; fálicas, guerreiras e ativas e os homens estão frágeis, sensíveis ou ausentes é mais ou menos isso que o temos como cenário nas últimas décadas que origina as dificuldades e variedades de gêneros.


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