Luto

Quem está passando por uma perda, quer seja pela morte de um ente querido, em consequência de uma morte ou pelo rompimento de um vínculo (separação, desaparecimento, migração, aposentadoria, perda de uma parte ou função do corpo, perda do emprego)  está sofrendo. Não fomos feitos para perder e isso causa um sentimento de empobrecimento e vazio. Para alguns já escutei algumas expressões: “meu coração sangra”, “ficou um buraco no peito”, “parece que nada está fazendo sentido”…

Quando se perde quem amamos o nível de estrese é o maior em várias escalas de psicometristas, aqueles que fazem testes, é a mais dolorosa experiência que vivenciamos, momento de fragilidade, intensidade, confusão e ressignificados.

Expressar nossos sentimentos e pensamentos ajuda muito.

O luto pode ser definido como sendo  o processo de vivenciar e elaborar uma perda que acontece sempre que nossa vida é afetada pelo término de uma relação, situação, projeto ou sonho.

As reações são amplas e variadas: emocionais, físicas, cognitivas e comportamentais que podem durar alguns dias, ou mesmo, alguns meses e para alguns até mesmo anos.

Alguns Sentimentos comuns: choque, tristeza, culpa, raiva e hostilidade, solidão, agitação, ansiedade, fadiga, anseio: desejo de estar com a pessoa falecida; desamparo e alívio.

As reações psicossomáticas, no corpo: vazio no estômago, aperto no peito, nó na garganta, hipersensibilidade ao barulho, sensação de despersonalização: “Eu caminho na rua e nada me parede real, inclusive eu”; falta de ar, sentir a respiração curta; fraqueza muscular; falta de energia; boca seca; queixas somáticas; suscetibilidade a doenças, principalmente as doenças ligadas à baixa imunidade, estresse ou falta de cuidados com a saúde.

Afeta até mesmo nosso lado cognitivo, trazendo: Descrença; confusão, déficit de memória e concentração; pensamentos obsessivos; sensação da presença; alucinações.

Sobre o comportamento as alterações são diversas: distúrbio de sono; perda/ aumento de apetite; aumento no consumo de psicotrópicos, álcool e fumo; comportamento “aéreo”; isolamento social; evitar coisas que lembrem a pessoa que faleceu; procurar e chamar pela pessoa; sonhos com o falecido; hiperatividade e inquietação.

Outro dia uma pessoa perguntou: “Quando vai passar?” Não tem como estabelecer prazo de término, já que é subjetivo e a elaboração varia de pessoa para pessoa, de estrutura para outra.

É muito importante compreender que o luto é um processo a longo prazo e não acontece de forma linear, sendo comuns e esperados, os episódios de “recaída”, em especial próximo a datas significativas como o aniversário da pessoa que morreu e datas festivas (Natal, Ano Novo, Dia das Mães). Cada processo de luto é individual e, por isso, o ritmo, assim como  o estilo de cada enlutado precisa ser respeitado e compreendido.

É fundamental levar em consideração o processo de luto pode ser complicado por alguns fatores de risco: vulnerabilidade pessoal, relação de dependência ou ambivalente com a pessoa perdida, perda traumática, falta de suporte social. Neste caso, requer acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico.

 Como a psicoterapia  pode ajudar? Alívio ou supressão dos sintomas; redução de sentimento de culpa, Adaptação à nova situação; Recuperação, elevação ou auto-regulação da autoestima; Ressignificação e projetos futuros.

Foto por Pixabay em Pexels.com

Deixe um comentário

Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

Bem vindo (a) ao meu Blog!

Me siga:

Categorias

Descubra mais sobre Psicóloga Sônia

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue lendo