Em nenhum momento da história da humanidade a busca pela integração corpo e mente se fez tão presente, como atesta, em escala mundial, a avalanche de literatura sobre alternativas terapêuticas, buscando proporcionar melhor qualidade de vida.
O Ministério da Saúde apresentou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, onde sua implementação tem envolvimento com as justificativas de natureza política, técnica, econômica, social e cultural.
Esse tipo de política visa atender à necessidade de se conhecer, apoiar, incorporar e implementar experiências que estão em desenvolvimento na rede pública de muitos municípios e estados, destacando, assim, as das áreas de Medicina Tradicional Chinesa, Acupuntura, da Homeopatia, da Fitoterapia, da Medicina Antroposófica e do Termalismo entre outras.
Essa evolução e preocupação por uma saúde integral e harmônica é definida pela Organização Mundial de Saúde, ou seja, o completo bem-estar; físico, psíquico, energético e social e não simplesmente a ausência de sintomas.
As pessoas podem olhar para elas além de um exame muito sofisticado, a auto consciência, auto cuidado e participação e implicação do sujeito no sentido de viver mais e melhor lançam esperanças para uma medicina integrada e implicada com o desenvolvimento de uma cultura mais natural, respeitando as medicinas ancestrais: chinesa, ayuvedica, antroposófica…com suas dicas simples e comuns.
É evidente que proporcionar saúde física e mental constitui uma tarefa bastante árdua, em virtude das inúmeras variáveis presentes na determinação de melhor condição de vida à população, como o acesso à informação, à educação, às boas condições de moradia e outras que sempre fazem parte das promessas políticas e que infelizmente, em nosso meio, são pouco cumpridas.
A despeito dos inegáveis avanços da ciência em todas as áreas do conhecimento, onde os estudos têm propiciado maior expectativa de vida humana na maior parte das culturas, a falta de saúde tanto física quanto mental é ainda um dos problemas que insistem em desafiar os estudiosos.
Nesse sentido, os conhecimentos oriundos da Psicologia, dentro das mais diversas ramificações teóricas que compõem tal ciência, muito têm contribuído ao demonstrar a íntima relação existente entre mente e corpo e, na sequência, a relação entre algumas perturbações orgânicas e os aspectos de natureza emocional, subjetiva, do indivíduo, nas assim denominadas doenças psicossomáticas, isto é, doenças que, embora apresentem sintomas físicos, têm causa nos comprometimentos mentais.
Acho válido e importante o psicólogo, psiquiatra, neurologista e outros envolvidos em patrocinar o bem estar emocional se abrirem para a integração do ser humano em outras ramificação da ciências antigas e milenares, assim como algumas atuais que são eficiente na homeostase do corpo e da mente nessa sociedade líquida e insegura.


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