Na concepção psicanalítica o contato inicial mãe-filho é decisivo para estabelecer os fundamentos de determinadas modalidades de funcionamento psíquico da pessoa. Isso nos faz questionar a gravides na adolescência e os frutos da sexualidade casual sem um desejo e estrutura psíquica para a gravidez e nascimentos de uma criança.
A mãe “suficientemente boa” – no sentido winnicottiano(1951) vivencia um sentimento de fusão como seu bebê nas primeiras semanas de vida, mas essa atitude fusional persiste além desse período, a projeção e expectativa que são lançadas na criança serão influencia na estrutura desse bebe/criança.
A interação pode ser patológica, persecurtória, neglicenciada(quando passa para cuidado a terceiros…) e os infantes poderão ter motilidade, vivacidade emocional, inteligência, sensualidade, auto estima, segurança, erogeneidade corporal…se desenvolvendo positivamente na medida em que a própria mãe invista positivamente nesses aspectos.
No entanto temos hoje alguns com mães atípicas e fora do padrão. Alistarei algumas:
MÃE NARCISITA: Muito exigente, padrão de grandiosidade e superioridade para ela e seus filhos, sentem-se superiores e sua prole tem que acompanhar esse esquema, quer atenção, bajulação, admiração. Dita regras próprias usando sua posição de poder ou de grande entendimento no assunto debatido, se acha dona da verdade, luta por reconhecimento, méritos e medalhas, tem emoções superficiais, muito perfeccionista, competitiva e inclusive com os próprios filhos(mais com as filhas- do mesmo sexo), não admite culpa e não se responsabiliza pelas falhas.
MÃE PARANÓICA: Essa desconfia de todos, ninguém presta, lança desconfiança nas relações e pessoas que seus filhos admiram e gostam, sentem-se perseguidas e vítimas dos outros, nãos e enxerga, fechada, dogmática, atribui a todos coisas más e ruins, só vê maldade principalmente em pessoas generosas, é ciumenta, invejosa e rancorosa, muita raiva e doença psicossomática, pois acumula muita tensão e dificuldade social.
MÃE BIPOLAR: Está cada hora está de um jeito, instável, irritada, briguenta, odeia ser contrariada, cheia de manias, obsessões e depois as abandona, muda os móveis, muda de casa, muda de bairro, cidade…sempre quer mudar, além da própria aparência e nunca está satisfeita, deseja muito e exige muito e faz bem menos, quer atenção e respeito, frágil e insegura. Muito imatura.
Os filhos que nascem com essas mães terão sequelas na visão que tem da vida, porém a psicoterapia irá desconstruir a impressão dessas mães comprometidas.


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