Sempre falo sobre esse tema, ele nunca fica em desuso. O ser humano por sobrevivência procura referencias, tradições, hábitos e costumes para manter um padrão, já que isso visa o equilíbrio. E poupa energia, conflito e incômodos.
Vou por um caminho diferente nessa abordagem, vou falar de como o cérebro é diferente em cada pessoa, há uma teoria chamada de teoria de um cérebro integral, ela indica que as pessoas têm a capacidade cerebral de pensar e agir com seu lado esquerdo racional ou com o emocional e define quatro tipos de dominância cerebral: as que pensam mais com o lado racional as (Organizadoras), as que pensam com o lado emocional (Idealizadoras); e, as que agem mais com o lado esquerdo (Ativadoras) e as que agem mais com o lado direito (Comunicadoras). Em alguns casos raros existem pessoas com essas funções bilaterais quase equilibradas.
Voltando para a Zona de Conforto, se a pessoa tiver bloqueios para ter consciência do que é novo e diferente, resistência, ela pouco transcenderá, mudará e inovará. Ficando aquém, ou indo a fórceps para as mudanças sociais, ideológicas, culturais, tecnológicas, cientificas, integrativas…
Já conheceu pessoas que são ritualísticas? Seguem um costume e padrões, sem investigação daquele hábito ou comportamento? Medo? Pouca auto estima? Não querer ser diferente? Sinto informar que o efeito “manada” só funciona na ciência da epidemiologia.
O conhecimento traz luz e a consciência, Platão fez alusão a pessoas que moravam nas cavernas e que não queriam ir para fora dela, mas quando conheceram a luz não voltaram para as sombras. É isso precisamos abrir as janelas de nossas mentes para o novo, e mantê-las abertas é crescer e fechar é patológico.
Sei que para alguns funcionamentos mentais e estruturas internas é mais difícil para que eles vencerem os medos, ansiedade, transtornos, falta de motivação, sentimento de culpa, influência dos fatores externos, a procrastinação, perfeccionismo e pensamentos auto limitantes. Tem coisas que defendo, Medicina Integrativa, por exemplo que por pessoas consideradas cientistas, é desprezada, já que predomina o pensamento convencional.
Vou dar um exemplo, alguns resistem a tecnologia a décadas, professores, médicos, cartórios, advogados, juízes, praticamente todos os setores vieram se arrastando para a tecnologia no Brasil, mas a Pandemia rompeu esse receio, porque a força desse instrumento criticado foi a sobrevivência da sociedade.
Muitos caiam no discurso do determinismo de concepções que, ao atribuir peso desmesurado ao impacto das novas tecnologias, apregoando a radicalização da vida democrática ou, ao revés, prenunciam uma distopia de esmagamento do indivíduo pelo poder invasivo das redes digitais. Conheço profissionais que nunca tiveram redes sociais, nem as profissionais com medo paranoico de serem vistos, expostos ou invadidos.
Toda pessoa racional sabe que a tecnologia não determina a sociedade. A sociedade é que dá forma à tecnologia, de acordo com as necessidades, valores e interesses das pessoas que utilizam as tecnologias. Consegui assistir preciosas reuniões, durante o isolamento social, pratiquei atividade física com aulas, on line, aprendi a cozinhar, on line… e fazer muitos cursos com esse recurso e hoje trabalho 99% on line.
Na verdade, sair da Zona de Conforto, é sair do modelo consagrado, seguro e tradicional para o desconfortável e inseguro, no início(e por vezes criticado). Ficar fora do ninho por assim dizer, é se irritar, se achar burro, incompetente, ignorante é colocar em prática a humildade.
Significa mexer na parte criativa do cérebro, para pensar em alternativas de solução para os problemas para agir. Use a da Ciência (base para agir), a Filosofia (base para pensar), HISTÓRIA(fatos) e a Espiritualidade (base para guiar e sentir), como instrumentos para decisões e opiniões, deixe um pouco de lado o ‘coração’. Vejo na clínica as pessoas sendo engolfadas por sentimentos distorcidos, doentes e depressivos, então não deixe seu coração te guiar(pode levar ao suicídio).
É muito ruim ficar desconfortável ou fazer algumas coisas no “piloto automático”, ou pior ainda para ser aceito por um grupo. Pense, analise e evolua.
Viver é pensar, sentir, abrir, apreender, mudar, reinventar, continuar e sempre se inovar. Sem transformações não há adaptação e nem crescimento.


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