Cresce o número de crianças e pré adolescentes com traços de estresses. São várias razões; excesso de tarefas, mas também porque têm muitas funções sob sua responsabilidade. Alguns sente-se responsáveis pelos irmãos, pela mãe e pela casa, ou quando há um parente doente em casa, a criança absorve a situação e perde energia e se torna ansiosa.
Outro fator: quando os pais brigam, isso assusta as crianças, conflitos frequentes e violentos, as deixam angustiadas mesmo que não digam nada.
Tendem também a serem estressadas crianças que não brincam e levam a vida sedentária e isolada, inadequada para a idade, ou cujos pais tem expectativas, no âmbito escolar ou esportivo, que estão além da capacidade delas. Algumas crianças e adolescentes são talentosos em certas atividades, mas pela pressão excessiva dos adultos, a competitividade exagerada e as metas inalcançáveis podem não só estressá-los como leva-los a negar o próprio talento, do qual se sentem expropriados.
A sobrecarga emocional pode ser provocada também por uma perda. O divórcio dos pais, a morte de uma pessoa querida, pais que viajam muito e constantemente geram insegurança emocional nos filhos, a partida da babá, o pai, ou mãe que saem para o trabalho e se ausenta muitas horas todos os dias, são todas situações estressantes.
Alguns sintomas: do choro a enurese(emissão involuntária de urina), dos pesadelos noturnos a irritabilidade, dos distúrbios do estomago à hemicrania(enxaqueca localizada), da recusa em brincar à dificuldade de concentração. O estresse prolongado enfraquece as defesas imunológicas, gera cansaço crônico e facilita infecções respiratórias.
Dados do estudo do antropólogo Mark Finn, da Universidade do Missouri, na coleta de saliva conseguiu mensurar o nível de cortisol alto em crianças e adolescentes que viviam em famílias em que havia forte tensão entre os pais, em meio a pessoas que formavam núcleos domésticos instáveis ou, ainda sofriam a ausência durante longos períodos, de um adulto com o qual tinham vínculos intensos.
Essa pesquisa revelou também que a ausência da mãe, entre os 9 e os 16 anos, eleva mais os níveis de cortisol nas meninas que nos meninos, ao passo que a ausência do pai na infância gera mais estresse nos meninos.
Concluo informando não são apenas grandes traumas que influenciam na saúde mental do individuo adulto, porém situações de tensão, separações, brigas, ausências, exigências… são micro traumas que somados terão lá na frente se transformam em problemas imunológicos, psicológicos e adaptativos.
Pais revejam seu ambiente familiar, sua dinâmica pessoal e como sua carreira profissional afeta a formação psíquica de seus filhos.


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