Superdotação e Altas Habilidades

A dificuldade dessa personalidade começa pela definição nominal, porque há muitos questionamentos teóricos sobre a nomenclatura.

Pessoas assim têm um cérebro com mais capacidade de assimilação, maior velocidade mental de percepções, pensamentos e associações; intensidade emocional; visão de mundo abrangente, rápida leitura das pessoas; noção da realidade de modo holístico… não se acha especial e muito menos privilegiada, ao invés, como possuindo uma quase uma maldição.

No censo de 2022 apontou que há 26.815 alunos identificados com altas habilidades/superdotação no Brasil. No universo dos adultos representa 2% e estar fora da curva tem um preço bem alto e de exclusão.

Geralmente pessoas que não se acham na vida, usam drogas…condição de família, genética e hereditária. Bem diferente do esteriótipos que acham que a criança ou adolescente com superdotação sabe todas as capitais, todas as bandeiras, que faz cálculos absurdos, que lê com um ano, fala idiomas…

O que ocorre que trás um potencial grande, só que as características com modificação cerebral são sistêmica e trazem alterações no corpo inteiro, quanto mais inteligente mais dificuldade a pessoa tem: relacionamentos, paciência com as pessoas, entendimento próprio, sentimento de inadequação, fora do padrão e desajuste, o que gera problemas na escola.

As escolas são quadradas, engessadas e na caixinha e quem não se molda nesse modelo, tem muita dificuldade. A escola já traz problemas, porque quem tem superdotação esta a frente e não se encaixa com nos grupos, mesmo tendo a mesma idade, isso chama-se  problemática de ajuste.

Quando se nasce já tem 3 anos a mais em termos de idade mental e essa ‘vantagem’ cronológica torna-se desvantagem, porque vai crescendo o distanciamento com as pessoas da mesma idade, problemas adaptativos serão em todos os ambientes resultando em distanciamento social e muita energia para lidar com os grupos. Apesar que com o tempo pode vir a ser divertido. Os problemas físicos comuns: sono, doenças autoimunes, alergias e em alguns casos digestivos.

Desde 1980 até hoje a definição congelada e atrasada da educação é superdotação/altas habilidades quando o aluno tem   habilidade ou facilidade  em 2 ou mais aspectos: Intelectual, Acadêmico, Criativo, Social, Talento Especial e Psicomotor.

As crianças nascem com outras características eu é comum a todas: intensidade e super excitabilidade. Tudo é demais; dor sentimentos, percepções, pensamento…cria uma lacuna entre o emocional e cognitivo. Isso deixa uma pessoa com várias idades, ora muito adulto, ora com traços infantis e imaturos. Adulto com comportamento de 12 anos e ora de um velho. Alterações que são assincronias da superdotação é que trazem problemas emocionais, assim como o sentimento de desajuste.

A potencia é superdotação, que mostra o estimulo do ambiente externo é muito agressivo e intensa e essa sensibilidade causa alguns problemas como no sono, escuta muitos ruídos e sons as vezes imperceptíveis para alguns. Cheiro, cinestesia(água ao cair no corpo ou rosto no banho pode doer ou incomodar), olfato, visual…são aspectos mais desenvolvidos que os fazem crescer em intensidade. O conceito da educação não  contempla esses detalhes.

Desmotivação educacional, desinteresse, apatia com o curriculum escolar é bem comum ou unânime. Acha tudo repetitivo, devagar, além de maçante. Aprende melhor sozinho ou em curso on line.

Característica da personalidade dessas pessoas com superdotação/altas habilidades é que o cérebro é diferente, pois possuem mais massa cinzenta e branca é responsável conexão, emocional e cognitiva.

Uma grande contradição é que o córtex pré frontal mais ativo, não consegue inibir os impulsos, pessoas mais inteligentes é mais impulsiva um verdadeiro antagonismo, já que o córtex pré frontal não age para inibir os impulsos. Alexandre o Grande o estrategista brilhante assim como   conquistador do mundo antigo, matou seu melhor amigo em um acesso de ira, Albert Einstein tinha constantes conflitos com professores autoritários, além de aos 5 anos ter jogado uma cadeira em um de seus professores.

Infelizmente as pessoas altamente inteligentes tem problemas com organização e foco. Fator de personalidade chamado de consenciosidade. A consenciosidade mede a diligencia, a capacidade de seguir um planejamento, falar que vai fazer alguma coisa e depois realizar, dificuldade de concluir o que começa é imensa, executar planos não é o forte, essa dificuldade é fator de muita dor emocional.

Não conseguir seguir projetos, esboço ou planejamento, a incompetência de ser regular, previsível e constante é um grande tormento.

Qualidades: a empatia e a profundidade emocional intensa, isso é responsável pela aprendizagem e relacionamentos sinceros e vigorosos. Além de ajudar na aprendizagem na profundidade do que tem interesse.

O excesso de sensibilidade é uma tortura. A Leitura das pessoas ocorre naturalmente e com muita eficiência. Lida bem com abstrações e questões complexas. Outro traço é  a sensibilidade muito grande a rejeição, sente as coisas de modo muito intenso. Propenso a depressão em ambiente hostis, assédio moral e bullying.  Outra característica um senso de hiper responsabilidade muito precoce, muito preocupada com tudo, amigos, parentes a situação mundial, a saúde emocional das pessoas que conhece…

Estudos científicos relatam que existe uma relação Alto Qi e menor consenciosidade, ou seja, quanto mais inteligente menos na execução(organização) e foco(persistência em um alvo).

Não é um problema moral e nem de caráter, é a funcionalidade das emoções e do cérebro. Enquanto que alguém com menos inteligência é mais constante, cumpre o que se propõe, é ordinário, rotineiro e submisso a um padrão estabelecido. Quanto maior inteligência menor essa capacidade de ser constante e rotineiro, isso causa muito sofrimento interno.

O problema porque o cortex pré frontal é muito ativo e não inibe impulsos e estímulos,  falta a capacidade de controle gerenciamento das prioridades. Os sentimentos prevalecentes são: baixa autoestima, estranheza e sentimento de incapacidade, visto que não atribuem a eles mesmos habilidades e muito menos sentimento de grandeza.

Dupla Excepcionalidade

Quando as altas habilidade e superdotação vem acompanhados de outros problemas: TDAH, Autismo, Dislexia, Transtorno de neurodesenvolvimento…

Aí complica, trata-se de um diagnóstico frustrante para quem é portador e a família. A incompreensão social e estigmas poderão derrubar a autoestima, fazendo que com o indivíduo torne-se marginalizado, adicto, deslocado socialmente, perdido profissionalmente e a margem da sociedade.

Muito comum declinarem desafios e oportunidades financeiras, negócios, empreendimentos ,empregos e até compromissos afetivos: casamento, ser pai ou mãe.

Isso pelo medo de não conseguir dar continuidade e manter o interesse e dedicação no compromisso. O romantismo que alguns lançam para essas pessoas não é real.

O que ajuda? Família ou pais acolhedores, amigos e espiritualidade.

Foto por cottonbro studio em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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