Medicina do Estilo de Vida

Ninguém pode contestar que temos o desejo de vive muito com saúde e independência. E partindo de estudo de longevos funcionais e ativos das zonas azuis perceberam que pouco utilizavam de medicina convencional(alopático ou farmacológica) e possuem uma rotina ativa, amigos, alimentação natural e saudável e são mais tranquilos e com propósito de vida, aí em Harvard 2004 surgiu a Medicina do Estilo e Vida(MEV)

Ela é mais Soft e Holística, vê o ser humano como um todo e de modo sistêmico.

A revista Scientific American 1989 disse: “Espantosos 30% dos cânceres fatais podem ser atribuídos primariamente ao fumo, e uma igual porcentagem ao estilo de vida, em especial hábitos alimentares e falta de exercício.”

Hoje a OMS publica que 70% das doenças podem ser evitadas com a melhora no estilo de vida.

O que é estilo de vida? É um conjunto de comportamentos individuais capazes de prejudicar ou favorecer a saúde.

Esses médicos acreditam que apenas com as mudanças de estilo de vida é que se pode prevenir e tratar as doenças e problemas de saúde das pessoas. Apenas  comprimidos trazem  pouco resultado.

A Medicina de Estilo de Vida tem alguns Pilares:

Alimentação Saudável

Atividade Física Regular

Gerenciamento de Stress

Qualidade do Sono

Controle de Substâncias e Relacionamentos Tóxicos

O que é a Psiquiatria do Estilo e Vida?

São Psiquiatras sistêmicos, acolhedores e humanistas que são pontes para a mudança dos   pacientes. Assim além de exames, medicações ele ajudará a pautar e acompanhar os que o buscam a ter: foco, motivação, planejamento, ação orquestrada e resultados na substituição de hábitos e comportamentos prejudiciais a saúde física e emocional.

Em comparação com a população em geral, os indivíduos com vários distúrbios psiquiátricos têm maior probabilidade de seguir estilos de vida pouco saudáveis, tais como dietas de má qualidade, baixos níveis de atividade física, padrões de sono mais deficientes e taxas mais elevadas de tabagismo e abuso de álcool/substâncias.( Lancet Psychiatry. 2019).

Parte-se do pressuposto que  todos esses comportamentos são modificáveis segundo pesquisas(Sarris J, O’Neil A, Coulson CE, Schweitzer I, Berk M.2014).

Evidências crescentes sustentam que o estilo de vida desempenha um papel no tratamento e até mesmo na prevenção de alguns transtornos psiquiátricos(Firth J, Solmi M, Wootton RE, Vancampfort D, Schuch FB, Hoare E, et al. 2020).

Mudanças nos comportamentos de estilo de vida destinadas a controlar transtornos mentais são os alicerces do campo emergente da Psiquiatria do Estilo de Vida.

Um exemplo é o papel dos exercícios e da dieta alimentar na depressão. A eficácia antidepressiva do exercício é agora reconhecida. As diretrizes da Associação Europeia de Psiquiatria recomendam a sua utilização como tratamento adjuvante em casos de depressão ligeira e moderada(Stubbs B, Vancampfort D, Hallgren M, Firth J, Veronese N, Solmi M, et al. EPA. 2018).

Na verdade, a eficácia do exercício aeróbio demonstrou ser comparável à do tratamento padrão com antidepressivos e psicoterapia. Da mesma forma, as intervenções dietéticas são uma estratégia adjuvante, mas não um substituto, do tratamento convencional da depressão. É sabido que padrões alimentares de alta qualidade, como a dieta mediterrânica, fornecem os nutrientes essenciais para o funcionamento ideal do cérebro.

Além disso, existem evidências promissoras de que a otimização da qualidade da dieta é eficaz na diminuição dos sintomas depressivos em adultos com depressão clínica.( Jacka FN, O’Neil A, Opie R, Itsiopoulos C, Cotton S, Mohebbi M, et al.2017)

Diretrizes clínicas recentes estão começando a enfatizar os estilos de vida nos cuidados de saúde mental. O guia australiano estabelece uma abordagem passo a passo da depressão a partir dos cuidados de saúde primários, em que estilos de vida saudáveis representam um primeiro passo de intervenções menos intensivas antes de passar para tratamentos convencionais.

Sim nosso mundo acelerado, de Ifood, de pessoas cansadas, preocupadas, ambiciosas, insones, obesas, presas na tecnologia e com poucos relacionamentos profundos e satisfatórios está trazendo malefícios inenarráveis para o corpo e para a mente.

Viver  no piloto automático com uma vida sem graça, sem sentido e com a preocupação em manter  status entorpeceu, desequilibrou e adoeceu o homem.

Os Psiquiatras que trabalham de modo sistêmico sentem-se frustrados, uma vez que as pessoas querem soluções rápidas ou mágicas, apenas com medicamentos.

Eu como psicóloga afirmo que o crescimento e desenvolvimento emocional leva a maior valorização da vida, dos laços, autoestima, coerência…  consequentemente as pessoas passam a mudar seus hábitos.

Referência Bibliográfica:

Firth J, Siddiqi N, Koyanagi A, Siskind D, Rosenbaum S, Galletly C, et al. The Lancet Psychiatry Commission: a blueprint for protecting physical health in people with mental illness. Lancet Psychiatry. 2019;6:675‑ ‑712. doi:10.1016/S2215 ‑0366(19)30132 ‑4

Firth J, Solmi M, Wootton RE, Vancampfort D, Schuch FB, Hoare E, et al. A meta‑ review of “lifestyle psychiatry”: the role of exercise, smoking, diet and sleep in the prevention and treatment of mental disorders. World Psychiatry. 2020;19:360–80. doi:10.1002/wps.20773.

Jacka FN, O’Neil A, Opie R, Itsiopoulos C, Cotton S, Mohebbi M, et al. A randomised controlled trial of dietary improvement for adults with major depression (the ‘SMILES’ trial). BMC Med. 2017;15:23. doi: 10.1186/s12916 ‑017 ‑0791 ‑y.

Sarris J, O’Neil A, Coulson CE, Schweitzer I, Berk M. Lifestyle Medicine for Depression. BMC Psychiatry. 2014;14:107. doi:10.1186/1471 ‑244X ‑14 ‑107.

Stubbs B, Vancampfort D, Hallgren M, Firth J, Veronese N, Solmi M, et al. EPA guidance on physical activity as a treatment for severe mental illness: a meta‑review of the evidence and Position Statement from the European Psychiatric Association (EPA), supported by the International Organization of Physical Therapists in Mental Health (IOPTMH). Eur Psychiatry. 2018;54:124 ‑44. doi: 10.1016/j.eurpsy.2018.07.004.

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Foto por David Bartus em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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