Poucos sabem dela, contudo homens e mulheres perto dos 40 anos, passam crise existencial onde se questiona o percurso de vida: identidade, retrospectivas, cobranças e uma propensão a se chatearem ou se deprimirem com mais frequência que em outras idades.
Entra a exigência com o corpo, já que a beleza física passa a ser uma batalha para autodefesa contra a marcha inexorável de outros, mais jovens. Obstinação com a carreira e status, crise espiritual, cobrança em relação a ideais não conquistados, inclusive em âmbito romântico ou até conjugal muitas dúvidas da escolha feita, quem não encontrou cobra-se também. E os questionamentos são abrangentes e em várias direções.
Essa fase é um momento de transição dolorosa, onde novos paradigmas surgiriam e questões como o fim da existência começariam a preocupar.
Dante o poeta da Divina Comédia, estava nesta crise e na introdução de seu livro célebre escreveu “encontra-se perdido em uma selva escura…” e o eufemismo poético meio trágico e persecutório serviu como base para o conceito do Inferno, sendo assim uma crise existencial, ideológica e romântica que retratava a punição por ser de uma classe social diferente da amada.
Às frustrações nessa idade doe um pouco mais profundamente. Segundo um estudo realizado nos EUA pela Universidade Dartmouth no ano de 2020, existe um período em que o ser humano atinge o que os especialistas chamam de “idade da tristeza“.
O trabalho foi conduzido pelo professor David Blachflower e moradores de 134 países ao redor do mundo foram entrevistados para que tal conclusão fosse encontrada.
Assim, com todos os dados reunidos e quantificados, foi possível até mesmo encontrar uma “curva da felicidade”.
Segundo uma obra literária chamada “A Curva da Felicidade: Por Que a Vida Fica Melhor Depois da Meia-Idade”, por conta de modificações no nosso cérebro, conforme vamos envelhecendo, outras prioridades de vida aparecem e, consequentemente, deixamos as conexões pessoais em segundo plano.
Essa prática causaria uma grande mudança e alteraria a forma como o nosso humor é classificado. Logo, a “curva da felicidade” também seria a responsável pela conhecida “crise dos 40 anos”.
Dessa forma, de acordo com a pesquisa feita pelos acadêmicos de Dartmouth, o período mais triste na vida de uma pessoa acontece aos 40 anos, sendo em pessoas mais sensíveis o início aos 38 anos.
Depois que tal idade passa, geralmente começamos a valorizar mais as coisas e enxergar o mundo com outros olhos.
O melhor está depois dessa tempestade existencial, visto que aos 50 anos é considerado a a fase da felicidade. Aquele dito popular é certo: “ Depois da tempestade vem a bonança”, sim a calmaria chega, assim como a sabedoria, a destituição de valores egóicos e aumento da autoestima.


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