A busca de Dopamina

Acabo de gravar um áudio para um paciente incentivando-o a ficar em casa neste final de semana para entrar em contato com a nova rotina, aceitar poucos uma nova realidade, estimulando ele a ‘mortal’.

A busca incessante de estimulo é busca realmente de Dopamina? Estou lendo o livro Nação Dopamina: Por que o excesso de Prazer Está nos deixando infelizes e o que Podemos Fazer parar Mudar(editora Vestígio, 2022) da Dra. Anna Lembke, que relata muitos casos de pessoas que na vida contemporânea são marcadas por excessos e ela diz que isso contribui para uma constante sensação de insatisfação, em que picos de empolgação ficam cada vez mais raros.

Achei engraçado ela até mesmo falar de si mesma, já que lia muito e incessantemente e sem crivo e censura, também fuga e compulsivamente.

A dopamina é um neurotransmissor do cérebro descoberto em 1957 pelo neurofarmacologista sueco Arvid Carlsson, pesquisa que lhe rendeu um Prêmio Nobel no ano de 2000.

Esse mensageiro químico do cérebro é conhecido erroneamente como “hormônio do prazer”.

Na realidade, suas características estão ligadas à motivação ou estímulo reforçador, com destacada atuação no sistema de recompensa cerebral. A sensação de prazer tem outros componentes químicos envolvidos.

Quando a dopamina é liberada e seus níveis sobem em resposta a algo que ingerimos ou fizemos, o corpo sente prazer, recompensa, euforia. E, então, claro, nós sempre estamos buscando recriar essa sensação“, diz Lembke em entrevista à BBC News Brasil.

A descrição dos casos reais são de: masturbação, pornografia, leitura, sexo, alimento, compras, maconha…

A riqueza, a abundância e a tecnologia da nossa época faz com que quase toda experiência humana tenha o potencial de vício, de uma droga. As mídias sociais são conexão humana em forma de droga. O que torna algo viciante? Algo que dispara dopamina no sistema de recompensa do cérebro de forma rápida“, diz ela.

Tem alguns experimentos e como algumas atividades e substâncias fazem disparar o neurotransmissor acima dos níveis basais:

Chocolate: +55%

Sexo: +100%

Nicotina: +150%

Cocaína: +225%

Anfetaminas: +1.000%.

Se há um elevado nível o corpo, como maravilhosamente feito procura naturalmente restabelecer um equilíbrio interno, chamado de homeostase. Ou seja, se o nível de dopamina foi para as alturas, o corpo tenta compensar o outro lado da balança.

É aquela ‘descida’ após qualquer experiência prazerosa. Às vezes essa descida ocorre de forma óbvia, como a ressaca depois de uma bebedeira. Mas outras vezes é muito mais sutil”, diz a psiquiatra.

“Essencialmente, é a dopamina em queda livre, que não volta apenas a níveis basais, mas cai para abaixo deles. Então, para cada prazer, há um custo. E o custo é uma sensação temporária da abstinência de uma substância. Algo universalmente traduzido em ansiedade, irritabilidade, depressão e fissura pela droga de preferência.”

A compreensão dos vazios, dificuldades, limites, perdas, insatisfações… precisam acontecer. Sim os deuses gregos eram hedonistas, e temos uma sociedade voltada para a indústria do entretenimento, do prazer e diversão. Limites e princípios foram descartados, não há lei e nem freio…

Já pensou em alguns que só quer comer o recheio do bolo e a cereja e não tem na dieta legumes, verduras, raízes, proteína…? o que acontece com ela? Sim anemia e fraqueza. Temos algumas gerações assim fracos, anêmicos, medrosos e co-dependentes. FOGEM DA DOR a qualquer custo e não evoluem e nem crescem. Crescemos no Real!

Foto por Helena Lopes em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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