Algumas teorias nos dizem que, quando nascemos, enfrentamos uma mudança tão brusca de ambiente que isso nos marca para toda a vida, fazendo com que encaremos a mudança como algo sempre negativo.
Poucos estão dispostos a enfrentarem o ônus cobrado pela mudança, a fase de transição nos fará pensar em novos caminhos, criar novas estratégias, métodos de adaptação, enfim, nos fará crescer como seres humanos.
Mas o medo paralisa. Nietzsche dizia em Assim falou Zaratustra: O que não me mata me torna mais forte. Alguns esperam o último tempo, deixam a situação crítica para achar novas saída ou terem coragem para uma mudança.
Sim a grande maioria só sai da Zona de conforto, com o caos, no desespero e na dor.
Muitos indivíduos tornaram-se escravos de seus medos e angústias. O medo da mudança é inerente ao ser humano. Partir de uma situação já conhecida, mesmo que ruim, para algo desconhecido, sempre representa um gasto psíquico muito extenuante.
Algumas teorias da psicanálise nos dizem que, depois de estabelecido um equilíbrio entre as relações num grupo de pessoas, há uma imensa força que se opõe a todos aqueles que procurem perturbar o equilíbrio alcançado entre todas as partes, muitas vezes a duras penas.
As pessoas vão levando a vida com um probleminha aqui, outro probleminha ali, sem rever ou mudar o sentido do comportamento que causa problema: alimentação, hábitos, mentalidade de um grupo, família, classe de trabalho, amigos…e paralisam as escolhas e levam a vida como se eles não existissem e sem questionamentos, por osmose.
A forma como cada pessoa tentará resolver os seus conflitos ou até mesmo livrar-se deles, varia de acordo com o grau de gravidade do seu distúrbio e de acordo com a própria vontade e disponibilidade interna que cada pessoa tem para estar lidando com aquilo que lhe causa problema.
Vai depender também da força do Ego de cada um. O EGO é o mediador entre o desejo e a realidade e integrador das exigências do Id, do Superego e da realidade externa, é ele que vai garantir, de uma forma mais estruturada ou não como maior ou menor competência e vitalidade, a segurança e a sanidade de sua própria personalidade.
A estruturação do EGO é o que poderá ajudar alguém a se disponibilizar para novos saberes, caminhos e saídas.
O Ego perde muito de sua energia mobilizando defesas, ele vai enfraquecendo e sua força adaptativa, por sua vez fica prejudicada a vida inteira. O adulto emocionalmente imaturo não tem condições de atingir a satisfação de suas necessidades na realidade e se enche de frustrações por dificuldade de se abrir e se lançar para o novo. Sempre tentara se defender e colocar obstáculos, terá ansiedade e até se sentirá ameaçado e invadido diante do que é recente e hodierno. Andará no pré-estabelecido, mesmo que falido.
As pessoas precisam de segurança psíquica em suas relações, e quanto mais imaturo é o grupo, maior a rigidez. Maior a resistência para a mudança e a abertura para novos olhares.


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