As pessoas pensam que são independentes e autônomas, contudo reproduzem, inconscientemente a influencia de seus pais em suas vidas; quer esses modelos sejam satisfatórios ou insatisfatórios.
Os homens de pai: ausente, rígido, viciado, violento ou negligente. As mulheres de mães: mau resolvidas em sua feminilidade, disfuncionais em suas sexualidades, deprimidas, vitimizadas, abusadas e usadas.
E nessa dinâmica oculta as mulheres repetem, geração após geração, relacionamentos infelizes, distantes, abusivos e insatisfatórios.
As filhas ficam sob o campo sistêmico de influência da mãe e seguem os seus modelos de relação, funcional ou disfuncional. Os filhos da mesma forma, são sistematizados pelo pai, escutei de um amigo recentemente: “Meu pai só trabalhava, me obrigou a trabalhar desde muito cedo e muito, nunca estava satisfeito, só pensava em trabalho e em dinheiro…” a história dele é a reprodução idêntica do pai.
As pessoas olham para como sua mãe e pai olham para o mundo, e também para como eles, enquanto mulher e homem se relacionam, e assim aprenderão a se relacionar.
Vou acrescentar que hoje, digo de uns 30 ou 40 anos para cá temos uma enxurrada de despersonalização cultural e carência de modelos sociais saudáveis para suprir as representação parental. E sem referências; jogadores de futebol, cantores de hip hop, funk, rock ou sertanejo, artistas e uns coaching pedantes, ou Workaholic com Síndrome de Burnout, nem falo da amoral e incoerente classe políticas
Predomina já desde o século passado a família matriarcal onde os homens não têm papel algum a não ser gerar os filhos, são homens sem poder e excluídos pelas mulheres. Os homens “pequenos’’ (imaturos e fracos) precisam se sentir indispensáveis, então tendem a fugir quando a parceira é autônoma e capaz de ser autossuficiente.
Eles não possuem a Força do masculino e não conseguem ensinar aos seus filhos, aos homens como sê-lo e às mulheres como vê-lo em outros homens que serão seus futuros parceiros.
Quando eles então saem das relações deixando com a mulher os filhos, são acusados de abandono, e se transformam nos culpados do insucesso.
Atendo pacientes que não tem a menor noção porque as suas ex-esposas se desfizeram do casamento: 9, 12, 19, 25 anos e após o decreto de divórcio o vácuo na mente deles do comportamento da mulher que se separou, sem eles nem se darem conta de que já estavam separados e elas apenas tiveram a coragem de oficializar.
Os homens vivem na “Terra do Nunca”, eternos Peter Pans alienados em seus umbigos: trabalho, vaidade, vícios, ego… e as mulheres a imagem que os engrandece são as parceiras solitárias na função de cuidar: casa, alimento, filhos, roupa e do corpo que eles procuram principalmente quando muito ansiosos e entediados.
Muitos sem diálogos profundo vão levando a vida como podem, com muito sexo, com pouco e até sem, já que eles preferem a pornografia, prostitutas ou travestis. Não existe mais um sentido comum, um acordar em conjunto, frequentar os mesmos lugares, ter os mesmos amigos, gostar das mesmas coisas…vivem sem conciliação. Apenas debaixo do mesmo teto compartilhando o cotidiano para manteres as aparências e o código civil assinado e sacramentado perante seus deuses, que por vezes são diferentes.
O deus dela pode ser o dinheiro cursos, a vaidade e a imagem(muitas plásticas, roupas, bolsas, sapatos e joias), o deus dele o trabalho, o ventre, o carro, as viagens e o status quo. É um desafio enxergar e aceitar a própria responsabilidade que lhe cabe quando uma relação não dá certo.
Geralmente predomina: as mágoas, ressentimentos, ódio e a culpa que permanecerão envenenando os ex-parceiros e seus filhos, e o sofrimento por todos será inevitável.
A luta para o autoconhecimento, plenitude, realização e independência parece tola dentro de uma visão reacionária, romântica e tradicional a imposição de um “par”.
As pessoas incompletas buscam metade, a falta de um e falta do outro se constitui supostamente um todo. Por isso que se recrimina quem é solteiro e quem evolui sozinho. E já vi alguns noivos que pareciam que estavam subindo um cadafalso e não um palco para o espetáculo mais aguardado da vida: O Casamento.
Não é crime aprender a viver e usufruir da vida, dos relacionamentos, da profissão, da natureza, da cultura…da espiritualidade sem alguém do lado.
E aqueles que acham que estão amalgamados e pactuados tradicionalmente seus parceiros estão realmente ao seu lado? Possuem o mesmo sentido de vida, valores e direção? As idiossincrasias podem serem abafadas, mas até quando e com que preço?
O caminho da vida: aprender, crescer e superar as limitações pessoais é uma delícia, quando a maior parte deste percurso é feita em conjunto pode ser trabalhosa ou nem sempre é possível.
RESPEITO isso é o que se aprende, ou é rejeitado pela falta de amor próprio e reproduzido em geração após gerações familiares.


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