Na infância, adolescência e nos idosos, para quem perde: emprego, relacionamento, casamento, dinheiro, saúde…ligada a lutos. Para quem se decepciona, falha(culpa), ou está sem perspectiva…
A complexidade desta doença é mais extremada em quem tem Transtornos e amplificada em quem nasceu em ambientes pauperizados, estrutura familiares, sociais e econômicas enfraquecidas e carentes.
A expansão das psicopatologias dispõe de uma visão e compreensão, de que, a adaptação dos transtornos para a sobrevivência, sempre revelará dificuldades e o sentimento de desamparo aparecerá constantemente.
A história psíquica da vida do paciente pode evoluir, transformar-se e até desaparecer para dar lugar a novas formulações, mas diante de obstáculos, fortes decisões ou problemas sérios o declive aparece.
Falar do fenômeno de ser deprimido, é colocar-se na maior proximidade das expressões que fazem parte, na recepção do encontro, de direções de sentido, ou seja, das estruturas da existência.
Lacan disse sobre o vazio, há referencias figurativas que somos como vaso(vazio) nas escrituras e o que levamos dentro é o que nos proporcionará sermos honrosos ou sem honra, e quem não consegue se ligar em um sentido?
A depressividade é hoje uma condição do ser pensante.
O conhecimento neurobiológico dos sítios corticais que abrem a possibilidade de se nomear as manifestações psicológicas, alvos bioquímicos, a neurofarmacologia molecular, e prescrição para o alívio da compreensão das psicopatologias lamentavelmente não preenchem as complexidades psíquicas.
Os meios farmacológicos permitem fazer desaparecer os sintomas da depressão, quando os sintomas são angústia e inibição, mas a compreensão da vida psíquica do paciente e a complexidade dos processos patológicos evidenciam a incapacidade de muitos de não atingirem a subjetivação, ou melhor, a possibilidade de ter identidade, autoconhecimento e evolução.
Prescrever psicotrópicos, reorientar, acolher, assistir…hoje o profissional de saúde mental está impotente com o abismo e desalento das psicopatologias. Por mais que eles clamem, precisamos treinar nossos ouvidos a essa triste conclusão; não temos a cura.
A prática psicoterapêutica não poderia se satisfazer com a ideia de apagamento ou recuperação do sintoma; o vazio e preenchimento das faltas no cenário atual é utópico. Por isso do valor da transcendência!


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