Amor, então,
também acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
Esse poema de Paulo Leminski conheço a mais de 40 anos, acompanhei a carreira deste escritor, poeta e compositor que faleceu precocemente em 1989. Ele era fantástico, casou com Joyce cantora que na adolescência também gostava.
Desconstruiu a poesia e poemas sendo uma forma livre e associativa brilhante de sentimentos, emoções e pensamentos. A vida pessoal um acidente, alcoolista, depressivo, faixa preta de judô…
Como uma psicanalista não tem como pelos escritos e livros perceber uma dicotomia típica de uma pessoa com Transtorno de Humor Bipolar.
Sensibilidade, aparente abertura para sociabilidade, mas o coração agitado, inconformado e intenso. Escrever foi a técnica expressiva deste homem. Grandes paixões e grandes raivas, revoltas, rupturas e resoluções por envolvimento com conceitos que achava que era certo, mas que o levou a dor e isolamento.
O com sentimentos intempestivos ele também foi professor e lecionou, mas não tinha disciplina acadêmica, como jornalista e crítico literário se identificou. Erra errático, procurava caminhos e eixo desesperadamente, queria pessoas sinceras, puras e profundas, mas tinha dificuldade de vinculação e de novo ficava sozinho e abatido com o sofrimento abismos de alma. Morreu com 44 anos com cirrose e sozinho.
Ele não aguentava ninguém. Afastava quem mais o amou, criticou as mãos que foram estendida para ele, mas na onipotência e triunfo(mecanismos de defesas psicopatológicos)o levou ao ostracismo.
Que uma doença que afeta: cognição, impressões, pensamento, energia e desejo não seja a diretriz de suas vidas.
Verdade absoluta: “ O amor nunca acaba.” 1 Corintios 13: 8ª


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