A palavra da semana, já que em todos os principais meios de notícias, ganhou a atenção, talvez não daqueles que sofram do mal, porque ler Forbes, Revista Exame.. UOL….enviei um conteúdo de TV para alguns conhecidos. Aqui uma coletânea desta preocupação dos pensantes, que foi veiculada.
Conheço pessoas que falam de Influencer como se fossem amigos pessoais, seguem a vida de gente que mora fora do país, fazendo as coisas mais triviais do planeta, desperdiçam horas preciosas acompanhando pessoas que pouco tem a oferecer, sem contar com vídeos curtos idiotas, piadas sem graça e óbvias, imagens vazias… Sim tem pessoas que gostam de falar e quase que exclusivamente de referências da internet, eles podem estar sofrendo de uma condição conhecida como Brainrot.
Pega desde crianças a aposentados trata-se de um estado de fixação ou obsessão extrema com algo. Nos termos da discussão de alguns assuntos da internet, seria mais como “podridão cerebral” mesmo O termo refere-se principalmente ao conteúdo, digamos, de baixo valor na internet e aos efeitos causados por gastar muito tempo consumindo esse tipo de assunto.
O pediatra Michael Rich, responsável pelo Laboratório do Bem-Estar Digital no Hospital, conta que o termo “descreve o que acontece quando você passa tanto tempo online, transferindo sua consciência para esse ambiente, e não mais para a vida real”, causando uma obsessão pelo que foi postado ou pelo que pode ser postado…
O que você procura os algoritmos trazem esse conteúdo e as redes sociais interferem diretamente na memória, concentração e capacidade de absorção de informação; definição do termo eleito pelo Oxford. No caso do Oxford, um dos mais renomados, a escolhida foi brain rot, que em tradução literal remete a cérebro apodrecido.
Segundo o New York Times, a discussão online sobre brainrot tornou-se tão difundida recentemente que alguns usuários de redes sociais começaram a criar paródias de pessoas que parecem ter a doença; Zumbis e coisas do gênero.
Andrea Janer, fundadora e CEO da Oxygen e especialista em tendências comportamentais, destaca que, além de ser um alerta, o termo tem visibilidade em um ano que a discussão sobre tempo de tela por parte de jovens e adolescentes também ganhou projeção no mundo.
“Em julho deste ano, o livro Geração Ansiosa, do Jonathan Haidt, serviu como um divisor de águas para essa discussão. Vivemos em um momento de inflexão no consumo de conteúdo em redes sociais. Um desafio de pais e educadores em lidar com um consumo excessivo e desenfreado por crianças e adolescentes de conteúdo.”
De acordo com Andrea, o termo brain rot é um alerta para que as pessoas olhem para si mesmas e entendam os danos para a saúde mental. “Os sintomas estão aí, as dificuldades em nos engajarmos em uma leitura, em um filme, ou até mesmo em buscar fontes de análise de uma notícia. O conteúdo superficial fácil nos colocou em uma armadilha que começa a causar efeitos.”
Rafaela Oliveira, especialista em neurociência e consumo, também concorda que o termo é um grande alerta. “Sobre a deterioração cerebral, com o consumo exagerado de informações, conteúdos extremamente rápidos e rasos, nós estamos perdendo funções cognitivas como memória, atenção, funções executivas como a linguagem. Isso é resultado de como consumimos as informações, é a falta de informações de qualidade e do controle daquilo que consumimos.”
Vários vídeos da usuária do TikTok, Heidi Becker, mostram-na de frente para a câmera enquanto junta uma referência da internet após a outra de maneira rápida
Acusar alguém de ter problemas mentais não é um elogio. Mas algumas pessoas demonstram uma pitada de orgulho em admitir a condição. Um questionário recente do BuzzFeed desafiando os leitores sobre curiosidades obscuras da internet tinha como título: “Se você passar neste teste de brainrot, seu cérebro estará 1000% cozido”.
Algumas contas de mídia social são dedicadas à criação de um subgênero de entretenimento. O usuário do TikTok “Fort History” pega clipes de filmes e programas de TV e os dubla com o jargão mais recente da internet, por exemplo
Mesmo sendo um termo antigo no século 18 quando estavam preocupados com a batatas da Inglaterra, já foi referencias de uma cultura inútil e informação de pouco valor. Hoje as pessoas entram na vida de pessoas absurda e para saber coisas ridículas e estão sem referencias, antes fosse a preocupação com a base da alimentação de um país.
Quando o termo surgiu e preocupações
O termo “brainrot”, que apareceu depois 2007, e nessas últimas semanas estourou. Mas o seu aumento em popularidade está relacionado com o crescente reconhecimento de uma doença que os investigadores do Hospital Infantil de Boston chamaram de Uso Problemático de Mídia Interativa.
Algumas instituições já estão trabalhando nessa questão. O Digital Wellness Lab procura compreender a utilização das redes sociais e criar padrões saudáveis para a mesma. Já o Newport Institute, um centro de tratamento para jovens adultos com problemas de saúde mental, começou a recrutar pessoas que sofrem de “podridão cerebral”. Em seu site, o instituto incentiva pais cujos filhos sofrem de “dependência” e “vício digital” a considerarem planos de tratamento.


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