Não estamos mais na época da feminilidade passiva, e dos homens ativos. Encontramos a feminilidade em homens que são penetrados pela iniciativa e direção dos outros e de suas parceiras, e mulheres que sentem falta do pênis.
Tem uma rivalidade do homem como o maternal e com o feminino da mãe. Não somente “a inveja do pênis“, existe também “ a inveja da vagina“, “a inveja do útero” e “inveja do seio“.
Quanto a esses homens a defesa quanto a homossexualidade vem apensa no inconsciente, já que se relaciona ao fantasma de sodomia, de ser penetrado. Porém a falta de coragem e serem dominados pelo universo e desejo das mulher, que os consideram: filhos ou marido ideais ou bonzinhos, nas verdade são homossexuais reprimidos.
Em alguns casos a homossexualidade aparece como uma maneira de lidar com a angústia psicótica, uma solução defensiva.
Hoje o número de mulheres frígidas e de homens que tem ejaculação precoce evidenciam que alguns se casam, mas isso não resolve o problema da sexualidade. Casais sofrem, alguns não aguentam a imagem narcísica outros se separam.
Alguns relatos traumáticos de pacientes lésbicas:
– “Meu pai queria menino, ele me tratou como um menino.”
– “Meu pai não ficava em casa, tinha outra família, deve ser porque não tinha filho homem.”
– “Minha mãe é frágil, mulher de verdade, mas sofre tanto e é tão deprimida, muito dependente de homens.”
– “Minha mãe gosta mais de meu irmão, devo ser o tipo errada de menina…”
Essas fantasias e relatos são semelhantes em mulheres homossexuais e heterossexuais, porém elas tiveram resoluções diferentes. Por que?
Algumas buscaram auxílio psicanalítico e orientação, outros abandonaram a triangulação edípica, de que não é mas a voz paterna que delimita a fronteira, mas é a cidade a vida urbana; a Cultura.
O que há nas ruas, no cinema, na vida dos artistas e na cultura. Abandonar a voz do pai humano é destituir o Pai Maior. Querem abolir a psicanálise porque há o esquecimento do pai, além da perda da função materna, responsável pela apropriação do corpo, da segurança, e da força do Self. Existe a manutenção de um sistema eminentemente narcísico excluindo, todo sinal de diferença. é mais fácil se relacionar com o igual = Homo.
Então emerge novas forças sociais e culturais que assolam com uma avalanche de modelos externos.
No caso dos transexuais o que assisto são mãe emocionalmente comprometidas: psicóticas, com transtornos emocionais sérios, crises, adictas, borderlines, despreparadas e desamparadas. A consequência?
A impregnação de incongruência e desarmonia biológica, com impressão de desfiguramento e não a aceitação da própria imagem e corpo. Como faz falta o contato de afeto, braço, contato e acolhimento materno!!! O transexual não sofre um delírio de seu gênero anatômico ele se reconhece como sendo deformado.
Há muito o que escrever sobre Transexualismo feminino e masculino, já que estudos sobre esse assunto cresce, assim como a demanda na clínica.
“…uma das coisas mais integradoras e, portanto, de maior sustentação que temos para oferecer a um paciente é o poder dos símbolos verbais para conter e organizar pensamentos, sentimentos e sensações…Isto é os símbolos ajudam a criar-nos como sujeitos. Thomas Ogden


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