ADICÇÂO

Falo deste tema nesta época do ano, já que ela suscita sentimentos de caos, passagem, cobranças, excessos, desapego, mudanças… sensibilizando os mais frágeis.

A etimologia de Adicção refere-se a um estado de escravidão. Embora o adicto possa sentir-se escravizado ao fumo, ao álcool, à comida, aos narcóticos, a droga psiquiátrica ou a outras pessoas, isso está longe de ser a finalidade da busca adicta. Ao contrário é vivenciado como essencialmente “bom”. Mesmo tendo como base dissipar sentimentos de angústias, raiva, depressão ou qualquer outro estado afetivo que dê origem a uma tensão psíquica insuportável.

A solução adictiva é uma tentativa de cura de si mesmo diante de estados psíquicos ameaçadores. Estes estados psíquicos para alguns autores caem em três categorias que determinam a quantidade de “trabalho” que a solução adictiva tem de realizar e proporcionar sua tendencia:

  1. Uma tentativa lidar com angústias neuróticas(conflito acerca dos direitos dos adulto às relações amorosas e sexuais e ao prazer narcísico no trabalho e nas relações sociais)
  2. Uma tentativa de combater estados de Angústia GRAVE(acompanhada de sentimento de morte interior)
  3. Uma fuga de angústia psicóticas(tais como o medo de fragmentação corporal ou psíquica; um terror global de encarar um vazio, no qual o próprio sentimento de identidade subjetiva é sentido como estando em perigo).

Para a psicanálise o início de tudo está lá na relação mãe-bebe, a qualidade do relacionamento e a mãe “suficientemente boa” no sentido winnicottiano(1951) gera um sentimento de fusão como seu bebe nas primeiras semanas, se essa atitude persistir além do período de interação pode se tornar persecutória e patológica para o bebe. Assim como a transição e falta também poderá ter consequências danosas para o infante.

A escolha do objeto adictivo não é uma questão e oportunidade, porque está relacionado aos períodos especiais do desenvolvimento nos quais houve o fracasso na integração dos objetos internos que ajudam e cuidam. A adicção serve para tranquilizar acriança interior, dar conta do desespero e das descargas de pressões afetivas insuportáveis.

Então alguns se viciam em: medicamentos para dormir, drogas ilícitas e lícitas(hipocondria); trabalho, álcool, cocaína, heroína, cocaína, açúcar, jogos, vídeos games, alimentos, cigarro, sexo…

Os adictos sexuais os heteros ou homossexuais para eles a relação sexual funciona como droga, já que o parceiro representa apenas um papel secundário para a necessidade de um desejo. Muitos homossexuais tem uma relação adictiva compulsiva com muitos parceiros. Constroem Neossexualidades.

O ponto fundamental? É a criancinha eu não consegue estabelecer uma representação interna de uma figura materna(mais tarde paterna) e que cumpra funções que incluem a capacidade para conter e lidar com a dor psicológica ou com estados de superexcitação e estresse.

Conclusão é para evitar o surto, o desespero, o vazio, a tristeza, a insegurança e o desamparo.

Foto por MART PRODUCTION em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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