JANEIRO Branco

Após as festas e depressões do final de ano, a passagem do ano novo e o habito de banho de mar  teve para muitos em nosso pais, um gosto de praga dos deuses, já que a água até então para dar sorte e simbolizar limpeza; trouxe virose.

O deus dos portões Jano(origem Grega da palavra: Janeiro), que tinha dois rostos: um virado para frente e outro virado para trás, por isso que o frenesi de final de ano é angustiante. Um ano acaba e outro começa e nessa dimensão de tempo, no calendário greco-romano tudo vale.

Freud falou de Recordar, Repetir e Elaborar, será que os rituais de final de ano ajudam? Bom já estamos em Janeiro, IPVA,IPTU…cursos, decisões e é chamado de Branco porque? Justamente por isso, está  associado a recomeços, reflexões e novos projetos e, como uma “folha em branco”, leva as pessoas a reescreverem suas histórias e priorizarem a saúde mental.

Como então se dá essas elaborações da realidade? Apenas levando em consideração a história pessoal? Familiar? Da empresa? Da comunidade? A carreira profissional? Ou do Condomínio? |Se olharmos as notícias: Incêndios épicos digno de Holliwood,  atingindo celebridades e a calçada da fama, até o momento mais de 40 mil hectares, isso corresponde a capital de São Paulo até Cubatão. O desequilíbrio ecológico, a instabilidade  financeira, as guerras, o caos urbano, burnout…

Interessante que em pleno Janeiro Branco da Saúde Mental daqui a dois dias um sociopata se empoçará e com o desejo de conquistar tudo: países, rotas marítimas(comerciais), a economia e o universo   virtual.

Deixa eu volta para a Psicanálise, o Pai dessa ciência em “O mal-estar na cultura”, trouxe  uma reflexão sobre a dificuldade de alcançar a harmonia entre a felicidade e as demandas do dia a dia.

O autor defendia que “É impossível enfrentar a realidade o tempo todo sem nenhum mecanismo de fuga” e, segundo ele, existem 3 caminhos de compensação adotados pelo indivíduo, como forma de aliviar o sofrimento causado por esse conflito, que são: distrações, satisfações substitutivas e entorpecentes.

Frente a isso, é importante entender o processo de fuga da realidade para evitar alternativas, aparentemente, “fáceis” na tentativa de amenizar o sofrimento.

Encarar os problemas de frente é uma tarefa difícil que exige, entre algumas características, maturidade e resiliência. Nem todos possuem a força necessária para lidar com os obstáculos que surgem e acabam desviando a atenção deles.

Essa mudança de foco pode levar ao esquecimento momentâneo dos problemas, mas não à resolução deles. Ansiedade e fuga andam juntas: Como é difícil lidar com o imprevisível! A necessidade de controlar as situações pode levar, facilmente a ansiedade. 

Para frear essa desagradável sensação as pessoas recorrem, comumente, ao consumo de drogas, álcool, encontros sexuais, paixões, abuso alimentar, entre outros mecanismos compensatórios. Ou outras atividades que mesmo não sendo nocivas, mas que imoderadamente pode prejudicar: trabalho, estudo, limpeza, organização…

Alguns aderem a Rituais de boa sorte, acreditam no destino, cerimonias e repetições mecânicas de práticas para o alívio mental e espiritual, porém o buraco ainda está ali. Para preencher o sentido da vida, achar o nexo, precisamos ter um respeito reverente (Temor) ao Dador da Vida e procurar Nele; conhecimento, sabedoria, amizade, orientações e as respostas.

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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