Perimenopausa e suas alterações emocionais

Hoje fiz o atendimentos de algumas mulheres e logo percebi algo em comum: todas na mesma  faixa etária que fiz uma associação a crise o qual relataram: Perimenopausa.

 O climatério é o momento de transição entre a fase reprodutiva e a não-reprodutiva da mulher. O primeiro chama-se: Perimenopausa que é marcada por uma queda gradual do estrogênio e, com isso, as mulheres passam a experimentar, principalmente, irregularidades menstruais. Essa diminuição dos hormônios sexuais e redução de sua atuação no sistema nervoso central, o que resulta em sintomas neurológicos, como alterações vasomotoras, do humor, do sono e até da cognição.

 À medida que o nível de estrogênio cai, outros sintomas aparecem como: ondas de calor, menstruação irregular, insônia, ganho de peso, mudanças de humor, mudanças no fluxo urinário, ressecamento vaginal e queda na libido.

A duração média desse período é de 4 anos, mas para algumas mulheres esse estágio pode durar apenas alguns meses ou continuar por 10 anos.

A perimenopausa não tem idade certa para acontecer mas, geralmente, inicia-se cerca de 3 a 4 anos antes da última menstruação, por volta dos 40 anos, mas também pode ocorrer antes, por volta dos 30 anos, e termina quando a mulher tem a menopausa.

Os efeitos dos hormônios ainda geram um enfraquecimento no sistema osteomuscular, na pele, unhas e cabelo, além de uma redistribuição da gordura corporal, começando processos geralmente percebidos como parte do envelhecimento.

A isso se somam as transformações cognitivas: afetando memória e concentração, comportamentais como insônia, falta de energia e cansaço e emocionais, incluindo:

  • instabilidade e irritabilidade;
  • descontrole e sensibilidade;
  • melancolia e mau-humor prolongado.

Aparecimento e agravamento de Transtornos: TDAH e Bipolaridade

TDAH: A diminuição dos níveis de estrogênio pode realmente exacerbar os sintomas e, para algumas mulheres, o declínio é repentino e dramático. As flutuações hormonais afetam a bioquímica do cérebro e, consequentemente, os sintomas do TDAH, de acordo com a Dra. Patricia Quinn, M.D., pediatra do desenvolvimento e diretora do National Center for Girls and Women with ADHD.

O estrogênio é uma área muito crítica, mas muitas vezes esquecida, no tratamento de mulheres com TDAH”, diz ela. “Costumo ouvir mulheres que relatam que ao entrar na pré-menopausa elas têm mais problemas com os sintomas do TDAH ou que a medicação estimulante parece não estar funcionando tão bem quanto antes”.

Especificamente, o estrogênio afeta a liberação dos neurotransmissores serotonina e dopamina. “A deficiência de dopamina é responsável pelo aumento dos sintomas do TDAH”, disse ela, enquanto menos serotonina leva ao humor deprimido. É por isso que as mulheres se sentem tão infelizes durante os ciclos menstruais, quando os níveis de estrogênio diminuem.

Como a falta de dopamina é um sinal característico do TDAH, essa mudança adicional na dopamina pode levar a dificuldades ainda maiores com concentração e foco”, disse Stephanie Sarkis, Ph.D, conselheira nacional certificada e conselheira de saúde mental licenciada e autora de 10 Simple Solutions to Adult ADD and Adult ADD: A Guide for the Newly Diagnosed.

Bipolaridade:

Um estudo realizado com 128.294 mulheres no Reino Unido, conduzido por acadêmicos da Universidade de Cardiff em parceria com a Bipolar UK e o UK Biobankfocou nos quatro anos que antecedem e sucedem a última menstruação.

A princípio, os resultados revelaram um aumento de 112% nos casos de transtorno bipolar durante a perimenopausa. Além disso, observou-se um crescimento de 30% nos diagnósticos de depressão clínica nesse mesmo período, evidenciando a ligação entre as alterações hormonais e a saúde mental.

Durante a perimenopausa, aproximadamente 80% das pessoas desenvolvem sintomas, mas o impacto no surgimento de transtornos mentais graves era desconhecido“, evidencia Arianna Di Florio, professora da Universidade de Cardiff.

Sugiro em casos brandos, além do ginecologista e endócrinos alguns suplementos e MTC, mas nos Transtornos e Personalidade Psiquiatria.

Foto por RDNE Stock project em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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