Ontem conversando com uma amiga falávamos sobre como a grande maioria das pessoas possuem dificuldade de lidar com o Poder, já que se envaidecem e perdem o bom senso entre outras dificuldades: noção de limites, empatia, humildade, honestidade, transparência e ir para o lugar de déspota ou abusador é fácil.
O que a Psicanálise fala sobre isso? Psicologia das Massas e Análise do Eu de Freud, publicado em 1921, foi escrito em uma Europa que caminhava para a catástrofe dos regimes totalitários (fascismo, stalinismo e nazismo) e das atrocidades da guerra.
De modo genial a teórica leva Freud a tratar do fanatismo de grupo, o olhar hipnótico do líder, a identificação sugestiva e acéfala com o líder, da pulsão gregária e da excitação maníaca de sentir-se em uníssono no grande corpo da massa.
Sua tese principal é que a massa se constitui a partir de uma identificação vertical comum com o líder localizado na posição de Ideal do eu. A perda de pensamento crítico que essa identificação idealizante comporta é compensada pelo refúgio identitário que ela garante a seus membros.
Penso em um homem pioneiro em conquistas e presunção: Ninrode, seu nome verbo hebraico ma·rádh, que significa “rebelar”. Porque incitou todo o mundo a se rebelar (himrid) contra a Sua soberania [i.e., a de Deus].” — Encyclopedia of Biblical Interpretation (Enciclopédia de Interpretação Bíblica), de Menahem M. Kasher, Vol. II, 1955, p. 79.
Ele foi o primeiro Rei após o Dilúvio, criou um império. Josefo escreveu: “Pouco a pouco, [Ninrode] transformou o estado de coisas numa tirania, sustentando que a única maneira de afastar os homens do temor a Deus era fazê-los continuamente dependentes do seu próprio poder. Ele ameaçou vingar-se de Deus, se Este quisesse novamente inundar a terra; porque construiria uma torre mais alta do que poderia ser atingida pela água e vingaria a destruição dos seus antepassados. O povo estava ansioso de seguir este conselho de [Ninrode], achando ser escravidão submeter-se a Deus; de modo que empreenderam construir a torre . . . e ela subiu com rapidez além de todas as expectativas.” — Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas), I, 114, 115 (iv, 2, 3).
Ele se tornou muito poderoso, Ninrode começou a tornou herói, não só como caçador de animais, mas também como guerreiro, homem de agressão. (Gên 10:8)
Esse homem que ignorou e se opôs a Deus criou deuses-ídolos, sim em sua Cidade Babel se fundou a idolatria. Evidência das Escrituras aponta para a terra de Sinear como o berço pós-diluviano dos conceitos religiosos falsos. Sem dúvida sob a direção de Ninrode, “poderoso caçador em oposição a Jeová”.
Dificilmente podem-se atribuir ao acaso as notáveis similaridades prontamente observáveis quando se comparam os deuses e as deusas dos povos antigos. Sobre isto, J. Garnier escreveu: “Não apenas os egípcios, os caldeus, os fenícios, os gregos e os romanos, mas também os hindus, os budistas da China e do Tibete, os godos, os anglo-saxões, os druidas, os mexicanos e os peruanos, os aborígines da Austrália e até mesmo os selvagens das ilhas dos Mares do Sul, devem todos ter derivado suas ideias religiosas de uma fonte comum e de um centro comum. Em toda a parte deparamo-nos com as mais surpreendentes coincidências nos rituais, nas cerimônias, nos costumes, nas tradições, e nos nomes e nas relações de seus respectivos deuses e deusas.” — The Worship of the Dead (A Adoração dos Mortos), Londres, 1904, p. 3.
O Todo-Poderoso frustrou os planos desses construtores por confundir a língua deles. Não mais podendo entender-se, gradualmente desistiram de construir a cidade e se dispersaram. (Gên 10:8-10; 11:2-9) No entanto, Ninrode aparentemente ficou em Babel e expandiu o seu domínio, fundando o primeiro Império Babilônico. — Gên 10:11, 12.
Então por causa de um prepotente hoje temos muitos idiomas, projeto original uma língua apenas, já que une mais falar a mesma língua. Outra coisa que se aprende dessa história é que foi deste lugar que se dissipou conceitos falsos que fundamentam todas as Religiões da Humanidade. As fakes são antigas kkkk
“…o homem domina o homem para seu próprio prejuízo.” Eclesiastes 8:9
Voltando a Freud a “saudade do pai” é o lugar vazio deixado pelo pai idealizado da infância que se oferecia como escudo protetor para a vida do filho deve ser preenchido por seus substitutos. Para Freud, é isso que define a inclinação “devota” : profundamente religiosa da massa. A massa diviniza seu líder, eleva-o à categoria de Ideal inatingível, do ponto de vista humano.
O nosso verdadeiro Pai é um só, e não mora na Terra. Jesus disse: “…vem a hora, e agora É, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade. Pois realmente, o Pai está procurando a esses para o adorarem.” João 4:23

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