Maconha: Diversão?

Em um livro Maconha em Debate, um especialista o dr. Murad, Universidade de BH, afirmou que  o consumo de tóxicos como a maconha amortece a sensibilidade e, especialmente no caso dos jovens, torna-os indiferentes e passivos ao que acontece ao seu redor. O aviso do dr. Murad é: “Queimem as suas ilusões, maconha faz mal.”

Desde os anos 80 tentam legalizar no Brasil. Droga é droga, por mais que médicos, professores universitários, artistas, intelectuais, músicos, motoqueiros, jornalistas, ricos, pobres, presidiários, estudantes…proclamem a banalização não a faz ser correta, como uma série de coisas neste mundo: criminalidade, violência, roubo, corrupção, mentira, traições…

Transgeracional, já que avós experimentaram na década de 60 e 70 isso também não a faz coadjuvante de uma boa saúde mental, física, psicológica e social. Desde tenra idade leio 2 revistas ganhadoras do Guiness book que avisaram cientificamente de seus danos: A Despertai e a Sentinela. Fui moldada por informações precisas que acima de tudo conciliaram o apreço pela vida, ao corpo e pelo desejo de agradar o Originador da Vida.

O que faz no Cérebro? O tetrahidrocanabinol (THC) é o principal composto psicoativo da cannabis. Ele atua no “sistema endocanabinoide” do cérebro, que são receptores que respondem aos componentes químicos da cannabis.

Os receptores de cannabis são densamente povoados nas áreas pré-frontais e límbicas do cérebro, envolvidas na recompensa e na motivação. Eles regulam a sinalização das substâncias químicas cerebrais dopamina, ácido gama-aminobutírico (GABA) e glutamato.

Sabemos que a dopamina está envolvida na motivação, recompensa e aprendizado. O GABA e o glutamato desempenham um papel nos processos cognitivos, incluindo aprendizado e memória.

O uso de cannabis pode afetar a cognição, Pesquisas e Testes do Centro Neuropsicológico de Cambridge, em comparação com os indivíduos do grupo de controle, que nunca ou muito raramente usavam cannabis.

Também afetou negativamente suas “funções executivas”, que são processos mentais, incluindo o pensamento flexível.

Este efeito pareceu estar ligado à idade em que as pessoas começaram a usar a droga — quanto mais jovens, mais prejudicadas eram suas funções executivas. Essa geração está letárgica, teimosa e sem iniciativa.

O uso de cannabis (maconha) também está ligado a um aumento nos sintomas maníacos e depressivos em pessoas com transtorno bipolar, de acordo com um novo estudo da Lancaster University.

Será que ela é como o álcool?

Molécula por molécula, o THC é 10.000 vezes mais forte do que o álcool em sua capacidade de produzir uma intoxicação branda”, afirma certo médico em Executive Health (Saúde dos Executivos). ‘Bem’, protestam os defensores desse tóxico, ‘os que usam maconha simplesmente não precisam usar muito desse tóxico para conseguir o mesmo efeito que o beberrão inveterado. Um pouquinho só não faz mal.’ Mas o mesmo médico acrescenta: “São necessárias décadas para que surjam alterações cerebrais irreversíveis no beberrão inveterado. No fumante de maconha, alterações cerebrais irreversíveis podem surgir em questão de três anos.”

Outro ponto: O THC é solúvel na gordura e assim permanece nas áreas adiposas, acumulando-se com o uso contínuo, como temos visto. O álcool, por outro lado, sendo solúvel em água e metabolizado num tempo relativamente curto, é assimilado de forma diferente pelo corpo. Sobre esse assunto, um cientista no Laboratório Donner de Pesquisas Médicas explica: “O álcool é um alimento solúvel em água, e é metabolizado a fim de fornecer energia celular.” Os produtos finais, o bióxido de carbono e a água, são fácil e rapidamente eliminados por completo pelo corpo. Assim, é bom observar o ponto de vista de um psicofarmacólogo que disse: “A maconha é um tóxico muito potente, e o maior erro que cometemos é compará-la ao álcool.”

Será como o cigarro?

 Os testes indicam que o teor de alcatrão na fumaça da cannabis é “50% superior ao do tabaco”. Isso representa perigos de câncer pulmonar, de bronquite crônica e de enfisema. A pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Experimental do Câncer na Suíça indica um grau mais elevado de danos causados ao fumante de maconha do que ao fumante de tabaco. Autópsias revelam graves decomposições da estrutura pulmonar.

Como se compara a maconha com o tabaco nos seus efeitos sobre os pulmões da pessoa? O American Lung Association Bulletin informa que um cigarro de maconha elevou os níveis sanguíneos de monôxido de carbono tanto quanto 10 a 20 cigarros de tabaco os elevaram. O fumo da maconha pode também fazer inflamar seriamente as pequenas passagens de ar dos pulmões, reduzindo a sua capacidade de eliminar as bactérias e outros agentes contaminadores.

Pasmem vi matérias pagas no GOOGLE invertendo e minimizando os efeitos da maconha.ABSURDO!!!

O Livro Dependência Química: Prevenção, Tratamento e Politicas Publicas lançado pela Artmed, 2011. Pesquisa de: Dr Ronaldo Laranjeira, Dr. Daniel Cruz Cordeiro e a Dra Alessandra Diehl colocam na íntegra pg 164:

Nos últimos anos, uma série de estudos bem-controlados tem confirmado que a intoxicação aguda por maconha pode alterar processos cognitivos, como a a tenção, a memória e o controle de inibição de resposta. Concentrações elevadas de THC produzem elevação aguda de ansiedade, o que justifica o fato de as crises de pânico estarem entre os efeitos indesejáveis mais comum da intoxicação aguda. Da mesma forma, o THC em doses elevadas é responsável por quadros psicóticos transitórios, com sintomas “positivos”(delírio afrouxamento nas associações dos pensamento e ilusões) e negativo (retraimento emocional), que se assemelham aos que ocorrem na esquizofrenia.”

Este mesmo livro fala dos prejuízos fora do SNC, pulmão, câncer…

O que é comum, não significa ser certo. Fiquem atento aos valores sociais. Conhecimento é vida. Não tenha medo de ser diferente.

Foto por Kindel Media em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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