Como modular o cérebro? Como ser mais inteligente?

“Um livro é uma viagem sem tirar os pés do chão”- Autor desconhecido.

A receita ‘mágica’ para ajudar quer no âmbito emocional que no intelectual é simples: LEITURA.

Como mostrar para as pessoas que o cérebro é um órgão plástico? Que o aprendizado pela leitura favorece e exigir uma atividade mais ativa e comprometida da mente/cérebro, modificando com mais eficácia a estrutura e o funcionamento cerebral?

A leitura “nos dá o alimento que faz viver ao cérebro” (E. Teixidor, 2012) e, cada vez que lemos, nosso cérebro muda. Em outras palavras é um caminho para a deixa-lo feliz, tão bom quanto os exercícios físicos fazem bem para o corpo, DiSalvo D. 2011.

Somente a leitura cria, recria e transforma; implica processos cognitivos que aumentam nossa capacidade para imaginar soluções e para refinar o pensamento, constituindo um dos modos mais efetivos para reforçar os conteúdos significativos, para associar, comparar, reorganizar, integrar e unificar temas novos ou desconhecidos com as informações que já estamos habituados.

Sem a leitura viveríamos em um mundo meramente imediato, em um presente contínuo como o fazem o resto dos animais; ou pior: não teríamos a capacidade de abstração e imaginação que a leitura incentiva.  

Ler não é apenas uma atividade prazerosa; também é um poderoso impulsionador da inteligência. A  leitura constrói memórias, aprimora a capacidade de foco e oferece novas perspectivas. Aprender a ler mais rápido pode otimizar ainda mais esse benefício.

Expandir o vocabulário não apenas melhora a comunicação, mas também contribui para a compreensão de ideias complexas. Um vocabulário robusto é uma ferramenta essencial para o sucesso acadêmico e profissional

Hoje, mais que em qualquer outra época, estamos sacrificando nossa capacidade para ler e pensar com profundidade graças a um entorno hedonista, imediatista e visual que fomenta a leitura ligeira, um pensamento apressado e disperso, um pensamento insípido e superficial.

As pessoas se sentem livres da responsabilidade de pensar, razoar, julgar e atuar em consequência, nos negamos o valor e a virtude permanente de ter que construir a elas mesmas, nos sentimos cômodos com o propósito autoimposto de permanecer em um vazio intelectual, já não nos preocupamos por preparar-nos para o caminho.

As pessoas querem soluções e como costumo dizer “tudo de bandeja”, sem esforço, tudo pronto e não acham que o que irá dar poder a elas é a aprendizagem. Somos os únicos responsáveis de ser como somos e fazer o que fazemos.

E se o cérebro é uma “obra” em que somos seu sujeito, autor e resultado ao mesmo tempo, deveríamos começar por tentar reescrever nossas conexões neuronais, porque mínimas e valiosas variações em nossas condições vitais podem amplificar-se ao largo do processo e provocar mudanças enormes e potencialmente gigantescos em cada etapa posterior de nossa existência. Nas palavras de Rick Hanson (2009): “Quando mudas teu cérebro, mudas tua vida.”

Já escutou a frase: “Mente vazia, oficina do diabo” é um ditado popular frequentemente atribuído à Bíblia, mas, na verdade, não está nas Escrituras. Este provérbio expressa a ideia de que a ociosidade (falta de ocupação) pode ser um terreno fértil para pensamentos e comportamentos negativos.

Sim a falta da leitura afeta os sentimentos e emoções( coração) e nossa conduta/moral. Também com os livros precisamos sermos seletivos. Leia o primeiro e o melhor, fonte confiável e segura: a Bíblia. Sobre o autor? Ele é AMOR e Criador do Universo e todas as coisas vivas, fonte de verdadeira Luz.

No geral todos estão obcecamos em buscar e encontrar o caminho preparado em quaisquer dos tentadores meios digitais, essas finas brisas da abstração moderna que provocam a desaparição do sentido percebido fisicamente e uma diminuição da conexão entre o indivíduo e o mundo. Isso que Ortega y Gasset chamava “el espíritu de nuestro tiempo”.  As pessoas se atraem e se envolvem com: BBB, novelas, telas, séries, Reels, Podcast, Youtube, Instagran…Tik Tok…

Pessoas pouco pensantes e incultas são mais fáceis de influenciar, ou governar.

A leitura já não faça muita falta para mover-se neste mundo em que o prosaísmo e a fé cega em qualquer coisa vão substituindo a razão. Já não se questiona e nem se critica, se professam credos, credos sociais, credos virtuais, credos religiosos, credos morais, credos políticos, credo jurídico.

Se nos dedicamos a ler de forma fluída, com apaixonado entusiasmo e com disposição autotélica (isto é, dedicada a uma atividade que vale a pena fazê-la por si mesma), com o tempo encontraremos o prazer de ler.

E experimentar é condição sine qua non de outra faculdade importante: a autoconfiança e a autossuficiência para pensar, para inquirir, para duvidar, para criar, para inovar e para aprender, que não é o mesmo que fomentar o beliscar rápido e distraído de pequenos fragmentos de informação de muitas fontes geradas por um interminável carrossel de links.

E se, depois de tudo, do que se trata é de alargar a vida, esse desejo que tantos acariciam, mais além de todos os esforços científico/técnicos investidos nele, nada melhor que a simples leitura de um livro: ler significa alargar a vida, já que nos faz mais inteligentes, e os seres humanos inteligentes vivem mais tempo, tal e como revelou um estudo inglês realizado entre 1932 e 2002 com mais de dois mil participantes… (W. Schmid, 2007)

Leia para ter: eixo, autonomia, crescimento, inteligência, razoabilidade, humildade, paciência, voz, crítica, parâmetro, melhor saúde e como o estudo apontou uma vida mais longa ou até mesmo eterna.

Referencias:

Dehaene, S. Les Neurones de la lecture, Paris: Éditions Odile Jacob, 2007.

DiSalvo, D. What Makes your Brain Happy and why you Should do the Opposite, NY: Prometheus Books Publishers, 2011.

Morgado, I. . Aprender, recordar y olvidar.Claves cerebrales de la memoria y la educación, Barcelona: Ariel, 2014.

Schmid, W. Glück, Insel Verlag Frankfurt am Main, 2007.

Teixidor, E. La lectura y la vida, Barcelona: Ariel, 2012.

Foto por Pixabay em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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