A vida se fundamenta no amor, passamos a vida inteira para aprender sobre esse sentimento motriz da existência.
Como tudo é modismo em 1992, o terapeuta Gary Chapman lançou um livro chamado: “As cinco linguagens do amor” para explicar que cada pessoa expressa e sente o amor de maneira diferente e o poder que essa linguagem tem nos relacionamentos. Segundo Chapman, existem cinco linguagens do amor: atos de serviço, palavras de afirmação, tempo de qualidade, dar presentes e contato físico.
Vou falar do contato físico. A impessoalidade da vida no mundo ocidental chegou a tal ponto que produzimos uma raça de intocáveis. Somos estranhos uns aos outros, evitamos todas as formas de contato físico e agora com as redes isso é preponderante.
A clínica psicológica perde pela distância. Vou remeter a Anna Freud, filha de Sigmund Freud:
“ser tocado de leve, aconchegado no colo e tranquilizado pelo tato libidiniza várias partes do corpo da criança, ajuda a consolidar uma imagem corporal e um ego corporal saudáveis, aumenta sua catexis com libido narcisista e, simultanenamente promove o desenvolvimento do objeto de amor ao cimentar o vínculo que existe entre crianças e mãe. Não há dúvidas de que nesse período a superfície de pele em seu papel como zona erotogenica cumpre uma função multipla em termos do crescimento da criança.”
O desenvolvimento sexual de muitos hoje está comprometido pela falta de colo materno, temos mulheres e homens: inteligentes, bonitas(os), vaidosas(os), cultas(os) e bem sucedidas(os) com dificuldades sexuais.
A necessidade de sermos abraçados e aconchegados não desaparece, alguns estudiosos afirmam que pessoas com transtornos psiquiátricos relativamente agudos, como a depressão a necessidade de ser abraçado é variada, alguns tem repúdio e outros muita necessidade. Assim como há uma desregulação das necessidades orais em períodos de estresse e crise, aumento ou diminuição do apetite e consumo de: comida, cigarro, álcool e congêneres os anseios por contato corporal dificilmente podem ser satisfeitos sem a participação de uma outra pessoa, quando se há necessidade.
Um idoso, alguém acamado…o toque é bem vindo! Sutil, com amor e empatia. Jesus quando esteve na Terra tocou um leproso, que na época passavam anos sem um contato físico e eram evitados e só ficavam a distancia de todos,mesmo podendo curar a distância, ele fez questão do toque.
Hoje temos uma Terapia muito respeitada chamada Microfisioterapia, é uma técnica de terapia manual que consiste em identificar a causa primária de uma doença ou sintoma e estimular a autocura do organismo, para que o corpo reconheça o agressor (antígeno) e inicia o processo de eliminação através de reprogramação celular e tecidual.
Baseia-se na embriologia, na filogênese, na ontogênese, na física quântica e na epigenética. Uma técnica complexa que precisa de profissional especializado. Os toques sutis ajudam, dão restabelecem memórias, dão conexões emocionais e energéticas do nosso corpo.


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