Demência: quando começa?!

Revistas Científicas estão abordando esse assunto com muita ênfase, pois está aumentando exponencialmente o número de pessoas com vários tipos de Demências. Ela afeta mais de 55 milhões de pessoas em todo o mundo.

Muitos  fatores podem aumentar a suscetibilidade de uma pessoa ao desenvolvimento da demência, como: alimentação, hipertensão, sono insuficiente e inatividade física. Por outro lado, participar ativamente em atividades cognitivas, físicas e sociais, e moderar o consumo de álcool, podem reduzir o risco.

Mas como Psicóloga e Gerontóloga afirmo que ao conversar, ou entrevistar, percebo sempre “pontos nodais” traumas na vida do idoso com Demências, são circunstancias e realidades não digeridas: perdas, problemas de relacionamento com filhos, esposo, pais, irmãos…o retorno de períodos difíceis da vida(mobilizadores emocionais) faz o retorno da mente parar ou levar para traz, ou seja, a história confundi e o passado fica no presente.

Um recente estudo extenso realizado na Suécia descobriu uma ligação entre o estresse crônico e a depressão e um risco elevado de doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência. A pesquisa indicou que indivíduos com histórico de tanto estresse crônico quanto depressão enfrentavam um risco ainda maior de desenvolver a doença.

TAB – Transtorno Afetivo Bipolar pode estar associado ao declínio cognitivo e demência, isso está comprovado em muitos estudos, por isso é importante o diagnóstico.

Um número substancial de estudos epidemiológicos relaciona a depressão ao declínio cognitivo e à demência. Isso só comprova a importância de Psicoterapia, uma vez que  Medicamentos apenas não libera os sentimentos, distorções cognitivas, uma visão maior das questões dolorosas da vida da pessoa. Um espaço para liberar: chorar, rever e reconstruir as dores é na psicoterapia.

A revista respeitada Nature publicou o seguinte artigo:

Depressão como fator de risco para demência

Os primeiros grandes estudos de base populacional há mais de duas décadas e estudos epidemiológicos subsequentes identificaram a depressão como um fator que aumenta o risco de declínio cognitivo e desenvolvimento de demência, particularmente demência na Doença de Alzheimer (DA). Evidências crescentes de meta-análises sugeriram que a depressão está associada a um aumento de mais de duas vezes no risco de demência, indicando uma hipótese de fator causal. Evidências de estudos longitudinais confirmam uma associação gradual entre a gravidade dos sintomas depressivos e o risco de demência, sendo o risco mais pronunciado na depressão grave. Além disso, estudos sugerem uma forte ligação entre o número de episódios depressivos e o risco de desenvolver demência, indicando um aumento de 14% no risco de demência por todas as causas a cada episódio de depressão… sintomas depressivos ocorreu mais de 25 anos antes do início dos sintomas cognitivos.”

Então gente, vamos ser feliz!!! Como? Relaxando, achando novos caminhos para lidar com essa realidade “maluca” que vivemos.  Recomeçando, desconstruindo, mudando, falando, renovando, desprendendo, reprogramando seu dia, suas ideias, pensamentos e mexendo no coração, já que é nele que abriga os sentimentos e segundo a MTC .

Segundos os chineses as emoções estão nos órgãos!  O enfraquecimento dos Rins leva a falta de vontade, inflexibilidade e o medo(Hidrate-se sempre). O Fígado inflamado leva cólera(Mais qualidade na alimentação).

Preocupações, lutos mal resolvidos, raiva e excesso de controle reduz a força do coração(sopro) e isso afeta a mente. O coração é o centro da vida, para os chineses e se nele Há emoções e sentimentos conflituosos adoece nossa mente.

A calma e a quietude, é uma arte do coração, não é a negação dos movimentos e reação que faz a vida, e sua análise justa, a moderação que afasta os transbordamentos e arrebatamentos, precisamos na fase adulta e meia idade restabelecer o equilíbrio e bom senso.

Vamos tratar o coração aí a mente terá forças- energia. “ O coração calmo é vida* para o corpo…” *saúde. Provérbios 14:30.

Referência:

Forugh S. Dafsari, and Frank Jessen- Depression—an underrecognized target for prevention of dementia in Alzheimer’s disease-Dafsari and Jessen Translational Psychiatry (2020) 10:160. Translational Psychiatry.

Valle, E.R. Duplo Aspecto do Coração e as emoções na Medicina Chinesa. Ed. Inserir, São Paulo, 2020.

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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