Problemas com o peso e Problemas Emocionais

Muito raro alguém chegar na clínica para falar que tem excesso de peso, ou que está com insatisfação com seu relacionamento com a comida.

Na verdade a Compulsão Alimentar, ou a Anorexia não são percebidas pelos pacientes. Alguns regredidos, com medo, apavorados com os desafios e frustrações da vida comem, comem comem, só pensam em comida e só sentem raiva quando percebem suas imagens nas fotos, ou quando perdem roupas que não lhes cabe mais.

O que predomina nessa dinâmica da vida, ou da mente são outros problemas subjacentes, também não assumidos.

Porque é difícil perder peso? Sem dúvida a imagem dos “gordinhos aleges e divertidos” sempre ficam asustados que na Maturidade os exames laboratoriais revelam a Síndrome Metabólica. Trata-se  um conjunto de condições que aumentam significativamente o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outras complicações de saúde, como a: Obesidade abdominal: Acúmulo de gordura na região da cintura Pressão arterial elevada: Hipertensão arterial e Níveis elevados de triglicerídeos: Lipídios no sangue que, em excesso, podem aumentar o risco cardiovascular.

Os principais Transtornos Alimentares não são enfocados pelos psicólogos, infelizmente, ou propositalmente. Transtornos Alimentares são psicossomáticos eles sendo os mais comuns: Bulimia Nervosa, Compulsão Alimentar e Anorexia.

O que estou colocando é muito relevante, uma vez que temos ondas de Tratamentos modistas que surgem como saída para quadros bem complexos.

Apresentareis Estudos Científicos e os dados relacionados a Transtornos Psiquiátricos e problemas com a balança.

O Transtornos Alimentares e Prevalência de Personalidade Borderline(personalidade Limítrofe) têm maior prevalência de transtornos alimentares do que pessoas na população geral.

Por exemplo, um estudo amplamente citado pela Dra. Mary Zanarini e seus colegas do McLean Hospital descobriu que 53,8% dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline preenchiam os critérios para um transtorno alimentar (comparado a 24,6% dos pacientes com outros transtornos de personalidade).

Neste estudo, 21,7 por cento dos pacientes com Transtorno Borderline, preencheram os critérios para anorexia nervosa e 24,1 por cento para bulimia nervosa.

Outro estudo de meta-análise realizado em 2002 indicado que uma ocorrência de Transtornos Afetivos-Transtorno Bipolares (24,1%), Transtornos neuróticos ou de ansiedade (25,5%),Transtorno Obsessivo  Compulsivo (12%),Transtorno por Abuso de Substâncias(14,6%) e Esquizofrenia (4,6%)(Miles,G; Spinder A.;Ruggiero;G. Klaghofer R.; Schyder U.,2002).

O comportamento alimentar pode ser afetado pelas emoções, com certeza, uma vez que como escolhas alimentares, como a quantidade ingerida e número de refeições  no dia não dependente apenas das necessidades medicinais(nutricionais), mas também das emoções envolvidas (Lopes; Santos, 2018)

É comum que indivíduos com Bulimia Nervosa  apresentem pelo menos um outro transtorno mental associado a uma doença, porém, muitos acabam sofrendo de múltiplas comorbidades psiquiátricas. Os transtornos mentais mais comuns na Bulimia Nervosa: Transtornos Bipolares e Depressivos, incluindo também sintomas depressivos como sentimentos de desvalia.(

Obesos e Nutricionistas torna-se  frustrante tratar a Obesidade apenas do ponto de vista biológico, genética e ambiental.

A disfunções que as experiencias ansiosas e depressivas causam danos no desenvolvimento da personalidade , que gerando uma perturbação de humor pode ocorrer a   Bulimia Nervosa (BN) repossuir uma autoimagem corporal muito condicionado, com pensamentos disfuncionais relacionados à alimentação e ao corpo, o que  resultado em episódio de  restrição, seguidos de  compulsão e vice- vice-versa. Desta forma, utilizar de dietas   muito restritivas e comportamentos compensatórios para alcançar metas muitas vezes inatingíveis (Abreu; Cangelli, 2016)

Quanto a Anorexia Nervosa, evitação de alimento, controle excessivo calórico e medo de engordar são associados a outros Transtornos. O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) também é descrito como uma das comorbidades psiquiátricas mais recorrentes nos Transtornos Alimentares.

Esses pacientes com este transtorno manifesto possuem  comportamentos obsessivos, que são pensamentos indesejados, recorrentes e persistentes e sistema operacional compulsivos que são comportamentos repetitivos ou atos  que o indivíduo se sente levado a executar, como rituais, presença de tiques, entre outros comportamentos.

Alguns autores relatam uma relação entre um personalidade de  pacientes com Anorexia Nervosa e o TOC,  como comportamentos obsessivos e ritualizados em  relação como  calorias, restrições e autoimagem (Yaryura-Tobias, 2001); (Torres e  outros,  2005); (Bokor, Anderson  2014).

Os pacientes com Anorexia Nervosa possuem diversos características como obsessão, perfeccionismo, dificuldade em vivenciar seus sentimentos e vontade de controlando tudo. Mas, sabe-se dá impossibilidade de controlando tudo ao seu redor,e por isso, tudo controle acaba voltado para o corpo e a alimentação (Shmidt , 2014).

Detesto superficialidade, então quando fizerem o comentário: Aumenta o número  de obesos  no Brasil associem ao número de aumento dos  Transtornos Emocionais.

Hudson, Hiripi, Pope (2007) descobriram que  79%  dos  indivíduos  com  Transtorno Compulsivo Alimentar apresentavam  pelo  menos  um  critério  diagnóstico  para  outro  transtorno  mental comórbido e 49% preenchiam critérios para três ou mais transtornos psiquiátricos. Os transtornos  mais  frequentes  foram  transtornos  ansiosos,  transtornos  de  humor, transtornos de controle de impulsos e transtornos por uso de substâncias.

O assunto é bem complexo e pouco explorado, uma vez que por detrás do reforço da mídia e da mídia farmacêutica as pessoas escondem a historia de impotência e dificuldades e sofrimentos emocionais graves.

Não é apensa medicamento, nem somente academia, ou exclusivamente as canetas que te ajudará a obter boa saúde e um corpo saudável. Vamos Integrar?

Então cuidado ao serem rasos em suas propostas!!!

Referências 

ABREU, C. N. & CANGELLI, F. R. Anorexia nervosa e bulimia nervosa: abordagem cognitivo-construtivista de psicoterapia. Revista psiquiatria clínica, v. 31, n. 4, p.g 177-183, 2004. São Paulo

DSM-V APA, American Psychiatric Association (APA).  Manual diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais-: DSM-5. Artmed Editora, 2013.

BOKOR, Gyula; ANDERSON, Peter D. Obsessive–Compulsive Disorder. Journal of Pharmacy Practice, v. 27, n. 2, p. 116–130, abr. 2014.

BRIETZKE E, MOREIRA C, TONIOLO R, LAFER B. Correlatos clínicos de  comorbidade de transtorno alimentar em mulheres com transtorno bipolar tipo I. J Affect Disord, vol.1, n.2, 2011

LOPES, Keyla Crystina da Silva Pereira; SANTOS, Walquiria Lene dos. Transtorno de ansiedade. Revista de Iniciação Científica e Extensão, v. 1, n. 1, p. 45–50, 25 jun. 2018. 

MILOS, Gabriella; SPINDLER, Anja; RUGGIERO, Giovanni; KLAGHOFER, Richard;

SCHNYDER, Ulrich. Comorbidity of obsessive-compulsive disorders and duration of eating disorders. International Journal of Eating Disorders, v. 31, n. 3, p. 284– 289, abr. 2002.

Sansone RA, Sansone LA. Trauma na infância, personalidade limítrofe e distúrbios alimentares: uma cascata desenvolvimental. Transtornos Alimentares: O Jornal de Tratamento e Prevenção. 2007. 15: 333-346.

Zanarini MC, Frankenburg FR, Hennen J, DB Reich, seda KR. Eixo I Comorbidade em Pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline: acompanhamento de 6 anos e previsão do tempo até a remissão. Jornal americano da psiquiatria. 2004. 161: 2108-2114.

Zeeck A, Birindelli E, Sandholz A, Joos A, Herzog T, Hartmann A. Gravidade do sintoma e curso de tratamento de pacientes bulímicos com e sem um Transtorno da Personalidade Borderline. Revisão Europeia dos Distúrbios Alimentares. 2007. 15 (6): 430-43.

Jornais:

Transtornos da Personalidade de Godt K. em 545 Pacientes com Distúrbios Alimentares. Revisão Europeia dos Distúrbios Alimentares. 2008. 16: 94-99.

Papa HG, Hudson JI. -Os Transtornos Alimentares Estão Associados ao Transtorno da Personalidade Borderline? Uma crítica crítica. International Journal of Eating Disorders. 1989. 8: 1-9.

Foto por Polina Tankilevitch em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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