Impressionante como a dissociação ainda está presente na Ciência Contemporânea.
Os vídeos e influenciadores da Neurologia acham que tudo é mental e se aliam aos psicólogos psicometristas(mundo dos testes e neuroimagens) para corroboram suas hipóteses e deixam lacunas. Outros acham que tudo é Químico(muitos exames de sangue e neuroimagem).
E os e os Psicanalistas? Como evidenciam suas hipóteses? Evidencias, padrões de escolhas, sofrimento, decisões, sofrimento, construção de pensamento emocional, ESCUTA, incompentencias , ações, relacionamentos, ambiente, hereditariedade(endógeno), traumas, decisões, sentimentos, emoções e personalidade.
Algo que Freud afirma, ainda nos primórdios da psicanálise, é que as relações das pessoas com o meio externo, com a realidade, são mediadas, de alguma maneira, por suas próprias estruturas psíquicas, também elas tidas como reais.
As formas de sofrimento psíquico são figuradas pela fala, podendo o/a psicanalista atuar dialogicamente a partir desse material. De uma forma ou de outra, o cuidado com o sofrimento psíquico de outrem torna-se possível a partir do momento que essa realidade, sempre inconclusa, aparece na clínica por meio de palavras e, também, ações simbólicas.
Para situar o diagnóstico em psicanálise, é importante interrogar o estatuto do inconsciente com relação à realidade. O que a psicanálise nos indica é que toda relação do sujeito com o mundo é mediada pela realidade psíquica. Em seu texto fundador, A interpretação dos sonhos, na formulação do conceito de inconsciente, Freud (1900/1978), postula:
“O inconsciente é a verdadeira realidade psíquica (…) em sua natureza interior é tão desconhecido para nós quanto a realidade do mundo externo, e se apresenta de modo tão incompleto pelos dados da consciência quanto o mundo externo pelas comunicações dos sentidos.” (p. 613)
Seguindo os passos de Freud, que não pode ser classificado nem entre os empiristas, apesar de partir do fenômeno, nem entre os racionalistas, apesar de fundar sua interpretação do fenômeno em noções anteriores a este. É fantástico um trecho de As pulsões e seus destinos em que Freud (1915/1978) toma posição:
“O verdadeiro início da atividade científica consiste sobretudo na descrição dos fenômenos [Erscheinungen] que são em seguida reunidos, ordenados e inseridos em relações [Zusammenhäng e]. Desde o momento da descrição, não podemos evitar aplicar ao material certas idéias abstratas [abstrakten Ideen] que tomamos aqui ou lá e certamente não unicamente da experiência atual [Ehrfahrung].” (p.117)
Freud parte do fenômeno, mas este não está no fundamento de sua teorização, ao menos não exclusivamente. Àqueles que insistiriam em situá-lo sob a rubrica do empirismo ele deu uma resposta definitiva. Em suas Novas conferências (1933/1978) afirma:
“Senhoras e Senhores, vocês não se surpreenderão ao ouvir que tenho que trazer-lhes algumas novidades com relação à nossa concepção [Auffassung] da angústia e das pulsões fundamentais [Grundtriebe] da vida psíquica (…). Falo aqui de “concepção” com uma intenção precisa (…) trata-se aqui verdadeiramente de concepções, ou seja, de introduzir as idéias abstratas [abstrakten Vorstellungen] corretas cuja aplicação trará ordem e clareza ao material bruto da observação.” (p. 81)
Mas em um mundo concreto, palpável ou de imagens para alguns uma descoberta precisa passar pelo crivo do mais metódico(testes) e biomédico(exames).
E OS NEURODIVERGENTES?
Muita gente confunde Transtorno com Neurodivergência, mas existe uma diferença importante. Neurodivergência é um conceito que descreve cérebros que funcionam de forma diferente do que se convencionou chamar de típico, como no TDAH ou no autismo. Já o transtorno é um diagnóstico clínico, definido por critérios específicos que indicam prejuízos significativos na vida da pessoa.
Nem toda Neurodivergência precisa ser patologizada, outras são explícitas, mas para a Escola e sociedade testes são aplicados.
O DSM-V diz que o cérebro do Neurodivergente funciona de modo atípico, se amadureceu com diferenças. Pesquisas recentes mostram que compreender a diversidade neurológica ajuda a reduzir o estigma e melhora a inclusão social (Singer, 2017; Armstrong, 2020). Mas quando há sofrimento ou prejuízo funcional, é fundamental considerar o transtorno de acordo com critérios diagnósticos confiáveis (APA, DSM-5, 2013).
Respeitar a neurodiversidade não exclui a importância da ciência e do tratamento. Significa olhar para cada pessoa como única, com potencialidades e desafios.
Um Neurodivergente pode ter Transtornos de Personalidade? Borderline, Psicopatia, Narcisista…SIM. Pode ter Transtorno Mental? Depressão, Ansiedade, Transtorno Bipolar…? SIM
Outra questão de um olhar mais complexo é ver o SER humano como um TODO, sempre insisto nessa óptica holística, é o que garante mais respostas, fusões e explicações para tratamentos conjunto.
Recebo muita gente com QI elevado e a vida pessoal cheia de más decisões e escolhas: casamento, amigos e negócios, além de psicopatologias.
Mais uma vez digo: INTEGRAÇÃO é uma palavra essencial para a humildade científica e pessoal.


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