Quem nos ensina a sentir? Se pensou a família acertou, mãe ou pai isso mesmo começa com eles, como eles nos receberam, os afagos, o carinho, a segurança, a presença estímulos, sons, toque e olhar.
Hoje assisto pessoas analfabetas emocionalmente. Queixas de pessoas próximas expondo uma vinculação opressiva, sofrida e angustiante. A convivência por anos com pessoas que não conseguem traduzir e nem capturar o que o outro diz, sem compreensão dos sentimentos e emoções quer explicita ou implícita de seu próximo. Alguns são analfabetos emocionais, não entendem a linguagem quer objetiva ou subjetiva.
Narcisistas e Autistas os são campeões em neste desconhecimento emocional, tão sutil, delicado e por vezes metafórico elas passam anos cegos, surdos e distanciados das necessidades, fala e grito de pessoas que o amam, ou tentaram amar.
Já me perguntaram: “Tem jeito?!” Não porque estrutura não muda. Quem tem pouca empatia geralmente continuara com pouca empatia…e assim se dão as relações.
Pode vir filminhos como: Divertidamente aos montes, para alguns capturarão apenas o básico, tem gente que não alcança a essência. Não percebe o silencio, a agressão, a invasão e o atropelo. Lembro-me de um poema de Paulo Leminks chamado EU diz assim:Eu quando olho nos olhos sei quando uma pessoa está por dentro ou está por fora Quem está por fora não segura um olhar que demora De dentro de meu centro Este poema me olha”
Tem gente que está por fora, só vê coisas matérias, físicas e o que é concreto.
O que é ansiedade, raiva, medo… perceber é para poucos, privilegiados são aqueles que possuem o lado direito do cérebro mais avantajado. Os poetas, artistas, músicos e dançarinos.
O que a psicologia diz sobre Emoções?
As emoções e os demais estados afetivos (sentimentos, humores, temperamentos) cumprem funções essenciais na vida humana (por exemplo, Fernández-Abascal, Garcia-Rodríguez, Jiménez-Sánchez, Martín-Díaz & Domínguez-Sánchez, 2010).
As emoções são fenômenos complexos de difícil demarcação científica, em que estão implicadas condições desencadeantes (estímulos externos e internos), experiências subjetivas ou sentimentos (interpretação subjetiva), diversos níveis de processamento cognitivo (processos valorativos), mudanças fisiológicas (processos de ativação), padrões expressivos de comunicação (expressividade), efeitos motivadores de ações e funções adaptativas (Dixon, 2012; Izard, 2010; Kleinignna & Kleinignna, 1981).
Em resumo, as emoções e os diversos estados afetivos cumprem três funções básicas: adaptativas (preparar o organismo para a ação), sociais (comunicar estados de ânimo) e motivacionais (ativar condutas específicas).
As emoções podem ser classificadas em primárias e secundárias (Damásio, 1994). As primeiras tiveram um papel fundamental na filogenia e na ontogenia (Darwin, 1859) e, embora haja controvérsias sobre quais seriam elas, as mais comumente referidas são tristeza (função de reintegração), alegria (função de afiliação), asco (função de afastamento), surpresa (função de exploração), medo (função de proteção) e raiva (função de autodefesa).
Emoções secundárias dizem respeito a outros tipos de emoções e estados afetivos que cumprem funções adaptativas de natureza social, moral e autoconsciente, dentre as quais se destacam culpa, inveja, vergonha, orgulho, arrogância e ciúme.
Tais emoções são consideradas autoconscientes, pois, para sua emergência, necessitam da identidade pessoal, da internalização de normas sociais (discernir o que é certo ou errado) e da capacidade de autoavaliação das ações e pensamentos (Etxebarría, 2010; Hoffman, 1992; Lewis, 2000; Mascolo & Fischer, 1995; Tangney & Fischer, 1995).
Vinculado a esse entendimento de haver emoções sociais que se somam às emoções primárias, há um conjunto de haver emoções sociais que se somam às emoções primárias, há um conjunto de estados afetivos que regulam a qualidade das interações humanas, contribuindo para a aproximação e o afastamento de grupos sociais. As emoções e os estados afetivos, portanto, podem explicar tanto comportamentos prossociais como atos de violência e discriminação.
Quem está “mal” quer ficar sozinho, porque as emoções predominantes são nocivas. Os chineses associam as emoções aos órgãos: Raiva – Fígado; Alegria – Coração; Preocupação – Baço Pâncreas; Tristeza – Pulmão; Medo – Rim. MTC ajuda a equilibrar emoções e sentimentos!
Que possamos olhar para nós e nossas emoções, antes que ocorram perdas, distanciamento e exclusão!
Referencias:
Damásio, A. R. (1994). Descartes’ error. Emotion, reason, and the human brain. New York: Grosset; Putman Book.
Darwin, C. (1859). On the origin of species by means of natural selection, or the preservation of favoured races in the struggle for life. London: John Murray.
Dixon, T. (2012). Emotion: the history of a keyword in crisis. Emotion Review, 4(4), 338-344.
Etxebarría, I. (2010). Las emociones autoconscientes: culpa, vergüenza y orgullo. In E. G. Fernández-Abascal, B. García-Rodríguez, M. P. Jiménez-Sánchez, M. D. Martín-Díaz, & F. J. Domínguez-Sánchez (Orgs.), Psicología de la emoción (pp. 431-453). Madrid: Editorial Universitária Ramon Areces.
Hoffman, M. L. (1992). Development of prosocial motivation: empathy and guilt. In N. Eisenberg-Berg (Ed.), The development of prosocial behavior (pp. 281-313). New York: Academic Press.
Izard, C. (2010). The many meanings/aspects of emotion: definitions, functions, activation, and regulation. Emotion Review, 2(4), 363-370.
Kleinignna, P. R. Jr., & Kleinignna, A. M. (1981). A categorized list of emotion definitions, with a suggestion for a consensual definition. Motivation and Emotion, 5, 345-379.
Mascolo, M. F., & Fischer, K. W. (1995). Developmental transformations in appraisals for pride, shame, and guilt. In J. P. Tangney, & K. W. Fischer (Eds.), Self-conscious emotions: the psychology of shame, guilt, embarrassment, and pride (pp. 64-113). New York: The Guilford Press.
Tangney, J. P., & Fischer, K. W. (Eds.). (1995). Self-conscious emotions: The psychology of shame, guilt, embarrassment, and pride. New York:
The Guilford Press.


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