É que ela está intrinsicamente ligada em algumas escolas que hoje administram o curso: a filosofia/religião taoísta. Essa conexão veio do aspecto que o Taoismo se concentra no equilíbrio e na harmonia do universo, enquanto que a Medicina Tradicional Chinesa utiliza de técnicas para a o equilíbrio e harmonia do corpo humano.
A teoria dos cinco elementos da Medicina Tradicional Chinesa está relacionada aos ciclos da natureza e às emoções humanas. A acupuntura é uma técnica milenar que consiste na inserção de agulhas(ou laser) em pontos específicos do corpo para equilibrar a energia vital (Qi). A fitoterapia utiliza plantas medicinais para tratar doenças e manter o equilíbrio do organismo…e assim cada técnica (Dietoterapia, Exercícios…)restituindo a fisiologia e estabilidade de cada perfil: Elemento Água -Tipo Fóbico; Elemento Madeira-Tipo Fálico-Narcisista; Elemento Fogo -Tipo Histérico; Elemento Madeira -Tipo Oral e o Elemento Metal – Tipo Anal.
Por causa da origem devemos desconsiderar os avanços na saúde dessa Medicina? Originalmente, o taoismo era uma filosofia mais do que uma religião. Seu fundador, Lao Tse, estava insatisfeito com o caos e a desordem de sua época e buscou alívio por se isolar da sociedade e se voltar para a natureza. No entanto, com o passar do tempo, o taoismo se tornou uma religião com inúmeros deuses e deusas. Os taoistas praticam a adivinhação. Eles dão grande importância a presságios e ao feng shui (a interpretação das forças do vento e da água) bem como a vários outros rituais. Fica claro que o taoismo não dá respostas satisfatórias sobre o significado da vida nem satisfaz as necessidades espirituais das pessoas.
Mas vamos lá associando ao contexto atual, contemporâneo. O que também está adoecendo as pessoas? A falta de EQUILÌBRIO, falta de esperança, muitas obsessões, os excessos e vícios estão no cerne de uma vida desconectada de um sentido maior. Correr atrás de: títulos, emprego, trabalho, carreira, dinheiro, materialismo, beleza, fama e poder empobrece a essência do SER HUMANO.
Lidar com a dimensão espiritual do ser humano em um mundo dominado pela fragmentação e tecnologia não é uma coisa fácil.
A dimensão da espiritualidade, mais do que acrescentar um novo conhecimento, é uma maneira de ver o universo dos acontecimentos numa nova perspectiva, outrora reduzida a uma visão tecnicista, ela abre para a reflexão sobre questões essenciais e existenciais .
A dimensão da espiritualidade diz respeito a um plano metafísico que não se limita a qualquer tipo de crença ou prática religiosa. Nela é contemplado o conjunto de emoções e convicções de natureza não material, os quais nos remetem a questões como o significado e o sentido da vida (Volcan,2003). As pessoas querem e precisam de respostas, mas o que acontece é que as pessoas pararam de se questionarem, indagarem as origens e os “por quês” de tudo, e passivamente aceitam o que impuseram: sociedade, mídia, família, cultura, amigos… ou pior ainda não tem tempo para reflexões.
Para Monteiros 2008, a espiritualidade corresponde à abertura da consciência ao significado e totalidade da vida, abertura essa que possibilita uma recapitulação qualitativa do processo vital. A busca de sentido ou significado para a vida envolve uma necessidade que somente pode realizar-se em um nível imaginário e simbólico.
Como psicóloga digo que alguns procuram a espiritualidade através dos estudos e obras de Viktor Frankl, psiquiatra que estabeleceu uma escola de psicoterapia fundamentada em uma experiência pessoal profunda, ocorrida em seu período de permanência em campos de concentração nazistas, incluindo Auschwitz. Está fundamentado na vontade do sentido, para Frankl, o sentido da vida se centra na criatividade, na experiência e na atitude. Além disso, o pensador Frankl aponta para três problemas existenciais inevitáveis: o sofrimento, a morte e a culpa ( Pessini , 2008).
A Logoterapia diz que a perda dessa vontade de sentido seria causa de neuroses pessoais e do que ele chama neurose coletiva, caracterizada pelo vazio existencial. Na origem de vários distúrbios psicológicos atuais se encontra esse vazio existencial, a ser enfrentado no processo psicoterapêutico em vista de uma vida mais saudável psiquicamente. Mas a Logoterapia de Frankl trouxe uma visão negativa da Religião,
Outro que esboçou levar a Equilíbrio e Religiosidade foi Carl G. Jung ele se referiu a essa necessidade de adorar uma força superior quando escreveu em seu livro The Undiscovered Self (O Eu e o Inconsciente) que “essa manifestação pode ser observada em toda a história da humanidade”, apesar de introduzir praticas pela manifestação de transe espirituais(possessões) que afastam e entristecem o originador do Universo ele reintroduziu tudo o que havia na antiga Mesopotâmia.
Os estudantes de Medicina e Enfermagem estão estudando em algumas Universidade o Tema Religiosidade e Espiritualidade, uma vez que lidar com: dor, sofrimento e morte e situações limites, por isso precisam de um suporte transcendental(além de si mesmo).
A separação entre o corpo e os sentimentos/emoções, promovida principalmente pelo acelerado progresso científico-tecnológico, ocasionou a pauperização na avaliação do paciente na globalidade integrativa das suas dimensões biológicas, psicológicas, sociais e espirituais.
O que está também adoecendo hoje as pessoas? A falta de equilíbrio, falta de sentido e perspectiva. O mundo sofisticado e com recursos tecnológicos, com a capacidade de ampliar a nossa capacidade de penetrar no universo molecular(quântica) da constituição humana, não promove uma aproximação com o DIVINO o Verdadeiro Deus Criador da Vida e do Universo. E muito menos com a aproximação com a natureza e seus recursos.
O maior homem que já viveu escreveu em seu primeiro sermão: “ Felizes os que têm consciência de sua necessidade espiritual, porque a eles pertencem o Reino dos céus.” Mateus 5:3.


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