É natural o medo de novidade? No ano passado o periódico Nature Human Behaviour os pesquisadores Johnson e Proudfoot exploraram as razões pelas quais individualmente e em sociedade ainda enfrentamos dificuldades em valorizar e apoiar ideias criativas, especialmente aquelas que desafiam o convencional.
Resistencia a Novidade: Há uma tendencia natural de rejeitar ideias não convencionais por serem distintas do familiar, favorecendo assim propostas menos inovadoras.
Medo de incerteza: Ideias criativas trazem elementos desconfortáveis, gerando dúvidas sobre sua eficiência, lucratividade ou aceitação, o que pode causar desconforto e falta de apoio.
Ausência de modelos mentais: As pessoas desenvolvem esquemas cognitivos ao longo da vida, mas ideias novas podem não se encaixar nesses padrões dificultando sua aceitação
Conformismo: Influenciados pelo grupo, existe uma tendencia em seguir a maioria, o que pode limitar a valorização de ideias originais.
O livro Innovation and Its Enemies: Why People Resiste New Technnologies[Inovação e seus Inimigos: por que as pessoas resistem às novas tecnologias] publicado em 2006 o autor Calestous Jumas concluiu que a novidade assusta as pessoas, falar em inovação e novos conceitos desde sempre é atordoante para alguns. A humanidade já chamou o CAFÉ de “bebida de Satã” no século 17, o chá trazido para a Europa pelos indianos foi rejeitado pelos ingleses, franceses, alemães…diziam que causava esterilidade, a geladeira e o telefone fixo também entrou na difamação, o telefone foi chamado de “instrumento do Diabo”.
A tecnologia ainda tem preconceito, ideias para a Saúde, muitas explicações das de origens de costumes populares também é rejeitado, enfim o “Efeito Manada” existe.
O que acontece com os “Cabeça-Dura?”
Um estudo publicado pela revista científica britânica Nature e conduzido por pesquisadores da University College London apontou, pela primeira vez, os processos neurais que levam à dificuldade de mudança de opinião depois que um conceito se solidifica no cérebro. Não seria exagero afirmar, que os cientistas descobriam o que está por trás do cabeça-dura, aquele sujeito que jamais altera seu ponto de vista, mesmo se todas as evidências mostrarem o contrário do que ele pensa. Pensem foi passado um scanner para ver o que acontece no cérebro de gente teimosa. Acho isso fantástico kkkk
“Com a avaliação dos mecanismos neurais, mostramos que, em determinado ponto de confiança sobre uma crença, o cérebro simplesmente não processa as novas informações.” Disse o Dr.Rowllage.
Os conceitos estabelecidos por grupos sociais são ainda mais difíceis de mudar. “A característica fundamental do ser humano é formar coletivos”, diz Paulo Boggio, psicólogo e coordenador do Laboratório de Neurociência Cognitiva e Social da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Dentro dos grupos, diz Boggio, a ideia de sobrevivência e a aproximação com aqueles similares a nós levam as pessoas a pensar de maneira parecida. Com o passar do tempo, as convicções semelhantes são reforçadas em conjunto e acabam se tornando pilares complicados de derrubar.
Tivemos exemplos disso durante a COVID 19, Aquecimento Global, que a Terra é redonda…a Prova de que existem GERMES. Você conhece a história de Semmelwies? Esse médico húngaro foi desprezado pela classe médica, que resistiu e fala que não tinha evidencias científicas para e sem base científica Negaram sua observação. Semmelwies achou preocupante porque muitos bebes estavam morrendo. A base de observação pode provar que Médicos e estudantes que faziam autopsias de um cadáver para o exame de uma pessoa viva sem lavar as mãos no Hospital Geral de Viena a taxa de mortalidade entre as parturientes de sua clinica.
Ele percebeu infecções e os médicos diziam: que era superstição, mortos espalhar morte para vivos?…a classe medica dominante ria, deplorava, perseguia e invalidou o hábito de lavar as mãos. Mesmo morrendo 35% de parturientes. Isso foi na Europa no século XIX.
Nem vou entrar muito na Idade Média, Idade das Trevas onde os o desprezo dos saberes da biologia, foram sucumbidos pelas racionalizações teológicas e o misticismo se colocavam como referencia na busca de explicações. O controle social que se fazia era através da fé e imperiosamente determinado por dogmas.
Detalhe ninguém abria a Bíblia, lamentável período, e quem fazia distorcia e queriam apensa dinheiro, terras e poder, quanto aqueles que desejam levar ao povos as traduções nos idiomas comuns foram perseguidos e alguns mortos: Benjamin Boothroyd, Miguel Servet, William Tydale, Huldrych Zwingli, Erasmo de Roterdã…
Como psicóloga como vejo os “Cabeças Dura?” A resistência à mudança pode ser influenciada por características neurais, como disfunções do lobo frontotemporal, que podem dificultar a capacidade de aceitar novas opiniões. Tem a genética, o ambiente e até mesmo patologias que podem influenciar a resistência a mudanças. É possível mudar? SIMMM.


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