Não há uma novela, filme, conto, fábula…sem um romance. Parece que tudo gira em torno de um encontro romântico. Natural, forçado, idealizado, exagerado, macabro, sinistro, encantado ou cheio de aventuras a questão é uma só o Amor Eros- romântico existe e ele ocupa espaço em nossa sociedade, uma vez que essa base promoveu sua existência.
Tem até um livro na Bíblia que descreve um drama romântico, é o Cântico de Salomão.
Para a filosofia o amor não é um simples sentimento, mas sim uma força transformadora: capaz de elevar ou destruir, de unir ou questionar.
Desde Platão, que via no amor uma escada para o conhecimento, até Simone de Beauvoir, que discutiu como os relacionamentos moldam nossa liberdade, os filósofos nos convidam a enxergar além do óbvio.
Pense no amor como um espelho: ele reflete não apenas quem somos, mas também como nos relacionamos com o mundo. Quais as perspectivas que se ganha?
Autoconhecimento: reconhecer padrões e desejos que nem sempre estão claros.
Ferramentas para os relacionamentos: lidar com conflitos, expectativas e crescimento mútuo.
Uma visão mais ampla: perceber como culturas e épocas distintas interpretaram o amor.
Talvez você já tenha se perguntado: “O que define um relacionamento saudável?” ou “Como equilibrar paixão e razão?”. A filosofia não dá respostas prontas, mas oferece caminhos para pensar. Ela nos lembra que:
“O amor não é apenas algo que sentimos, mas algo que fazemos e, principalmente, algo que podemos escolher entender melhor.”
Nesta jornada, vamos explorar juntos ideias que atravessam séculos, sempre com os pés no chão do seu dia a dia. Quem mais falou sobre Amor Romântico foi Platão.
Platão, um dos maiores filósofos da Grécia Antiga, via o amor como uma força poderosa que nos impulsiona em direção àquilo que é verdadeiro, bom e belo. Em O Banquete, é o mito do andrógino. Segundo essa estória, mito que originou o termo Almas Gemes, trata-se de uma “briga”, guerra entre os deuses gregos e Zeus vingativo partiu, cindiu, cortou o homem em dois, a partir daí os homens procuram sua outra metade, pois a saudade nada mais é do que o sentimento de que algo nos falta, algo que era nosso antes. Por isso, os homens vivem em sociedade, pois desenvolvem o trabalho para buscar, nessa relação amorosa, manter a sua sobrevivência. Isso é um mito.
Psicanálise: Depressivos são Românticos
Depressivos apresentam incessante atividade movida pela depressão, buscando um parceiro que lhe dê a sensação de estar reencontrando o objeto perdido. Essa atividade sem fim é produzida, no deprimido, por uma sensação de vazio impossível de ser preenchida, mas que, ao mesmo tempo, não pode ser acolhida como própria a não ser com uma intensa sensação de dor e de angústia.
O medo da dor – provocada pela perda ocorrendo na catástrofe – afasta o humano de sua própria depressão, conservando-a como bem indesejável, impossível de ser apropriado e permanecendo presente no intenso esforço de torná-lo ausente, manifestando-se pela atividade em busca de um objeto de satisfação.
É assim, por exemplo, na alma dos românticos, cultores do vazio da depressão por meio de atividades almejando objetos de satisfação. No romantismo não há uma caverna onde pode ser encontrado um leito para a depressão. Os românticos perambulam pelas cidades, festas, redes sociais, sites de relacionamentos, qualquer “buraco” ou cavernas habitadas por outros, agitadas, animadas por um persistente vazio.
Essa manifestação: BUSCA , muito conhecida com “a caça” figura a presença excessiva do ausente, um corpo invasor impedindo a constituição da organização narcísica do vazio onde é possível encontrar uma temporalidade própria e romper o estado de alienação que se abateu sobre o fazer, deixando de emprestar o corpo para o que se foi.
O luto impossível do objeto primitivo de satisfação produz a depressão interminável onde o corpo se empresta ao que foi embora, pratica em si seus gestos, encarna-o. Abandonar seu próprio gesto para assumir o alheio e alienar-se nele, ausentificar-se nele, depositar nele tudo para negar que já se foi, lança o sujeito numa depressão sem tempo para terminar.
Vamos ser realistas? Procure alguém mais inteiro(a), quando você estiver mais inteira(o), essa concepção romântica/platônica é equivocada do ponto de vista da Psicanálise. O ideal é quando es estiver bem achar alguém bem também e o inverso é provável, pessoas despedaçadas, encrencadas, energia baixa, assim como baixa autoestima se aproximam de semelhantes, e esses relacionamentos são marcados de grande dor e sofrimento. Primeiro cresça e sare depois se relacione. Achar que irá crescer com ele, ou ele te tirara do buraco, de família complicada, para apagar uma dor, fugir de pais austeros ou narcisistas…casamento não é refúgio é desafio.
Pessoas maduras possuem mais possibilidade de terem relacionamentos mais completos, equilibrados e realistas.
Você já sentiu que o amor te fez querer ser uma pessoa melhor? Sim amar é bom, mas melhor ainda é ter certeza de quem o outro realmente é, pois caso contrário terá grande frustração.


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