Decepção – dor do reconhecimento

É muito ruim a dor real e psíquica da decepção.

Lacan disse que:” A decepção é o momento de verdade, em que o sujeito se depara com a impossibilidade de realizar seus desejos e com a necessidade de encontrar novos caminhos”.

Para Lacan, a desilusão é um desencanto um desapontamento profundo é que é encarado para a psicanalise como um momento de verdade, quando a pessoa é confrontado com a incapacidade de realizar as expectativas e os investimentos emocionais e libidinais.

Essa experiência de desilusão pode ser dolorosa, mas também pode ser um momento de crescimento e transformação. Quando um indivíduo enfrenta a decepção, ele é levado a repensar suas crenças.

Todos nós passamos por momentos de desilusão. Isso em todos os aspectos podemos nos frustrar: Amizades, Trabalho, Cidade, Carreira, Religião as expectativas que criamos quando falham e desmoronam nos faz perder o chão por assim dizer, nos deixa triste e perdidos.

A Dor cresce ainda mais quando se trata de uma paixão.  Para Freud, quando um bebê nasce, o seu investimento libidinal é feito no seu próprio corpo. Esse estado de satisfação por si mesmo é chamado por ele de narcisismo primário.

De acordo com a  Psicanalise, esse estado só pode se manter com o amor dos pais. É por meio dele que o bebê passa a ter a sensação de completude e onipotência. Por exemplo, essa criança passa a acreditar que ela é tudo para a sua mãe.

No entanto, com o tempo, ela percebe que acreditou em uma ilusão, já que ela nota que a sua genitora tem outros interesses em sua vida. Esse é o processo  de desilusão, que acontece quando uma pessoa está apaixonada.

Esse momento de ruptura e dor e sofrimento psíquico é importante para um tratamento psicanalítico. Isso porque, quando nós nos apaixonamos, nós passamos a imaginar que a pessoa amada irá satisfazer todas as nossas expectativas.

Construímos, assim, a imagem de uma pessoa ideal que, na maioria esmagadora das vezes, não irá corresponder à pessoa real. Essa é a razão de muitas das nossas frustrações. Podemos afirmar que Freud já havia comentado essa problemática em sua época. E tudo se explica com a sua ideia de narcisismo primário.

Para Freud, uma pessoa, no decorrer de sua vida, acabará se apaixonando por alguém e projetando no ser amado a sua necessidade de completude. O seu objetivo será recuperar a sensação que teve na sua infância.

Muitas pessoas apaixonadas criam uma dependência pelo objeto de sua afeição e passam a acreditar que, sem ele, o mundo não faz sentido. Claro que muitas delas irão superar essa situação com o tempo e amadurecer. Ainda assim, muita gente pode ter dificuldade para perceber um problema iniciado na sua infância e resolvê-lo na vida adulta.

Quem projeta os sentimentos dessa maneira, uma hora ou outra, fica com o coração partido.

A psicoterapia, ou análise, a pessoa será levada a se  confrontar com as  fantasias e expectativas em relação ela mesma e ao mundo, e a experiência da decepção pode ser um momento de verdade que ajuda a pessoa a reconhecer suas próprias limitações.

As decepções podem impactar diretamente a nossa saúde emocional. Elas trazem dor, mas, ao mesmo tempo, são uma oportunidade de reflexões e aprendizados

Mesmo parecendo interminável se aprende com a Dor. Falar sobre como lidar com a decepção é vital para quem deseja construir uma vida emocional mais saudável. A maioria de nós tende a guardar suas frustrações, acreditando que isso é uma forma de proteção. No entanto, reconhecer essas experiências é o primeiro passo para transformá-las.

O que se pode aprender com a Dor:

Autoconhecimento: Cada decepção traz lições valiosas. Ao refletir sobre elas, conseguimos entender melhor nossos desejos e limites.

Resiliência emocional: Aprender como lidar com a decepção nos torna mais fortes. Superar desafios nos prepara para futuros obstáculos.

Melhores relacionamentos: Ao trabalhar com nossas expectativas, criamos conexões mais saudáveis. Isso implica em ter relações mais transparentes e verdadeiras.

Foto por Isabella Mariana em Pexels.com

Uma resposta para “Decepção – dor do reconhecimento”.

  1. Avatar de Carlos Eduardo Araujo⁰
    Carlos Eduardo Araujo⁰

    E enquanto essa dor insuportavel da decepcao, que causa um vazio enorme onde nada mais tem vida, que nos faz sentir sozinhos, e no final ficamos sim sozinhos dentro e por fora de nós, a alegria de ter a companhia da pessoa que amavamos ou apaixonavamos se foi. Nao tem nada para preencher ? Eu acredito que nao o que resto é sofrer.

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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