Nesta época do ano alguns chegam com “as baterias descarregadas” em Dezembro com pouca resistência física e emocional para alguns compromissos sociais. O trabalho, a família os Cursos de Aprimoramento, Perdas significativas, doenças… o estresse está aí para alguns.
Não quero falar o óbvio, mas acho bom abordar que algumas estruturas de personalidade influenciam muito na percepção, vulnerabilidade e resposta individual ao estresse. Existe pessoas Alguns traços mais propensas a serem afetadas negativamente pelo estresse, enquanto outros promovem maior resiliência.
O modelo dos Cinco Grandes Fatores (Big Five) é frequentemente utilizado para entender essa relação:
Neuroticismo (Instabilidade Emocional): Indivíduos com alto nível de neuroticismo são mais vulneráveis ao estresse. Eles tendem a experimentar mais afetos negativos, como ansiedade, irritabilidade e tristeza, e podem ter menor controle de impulsos e estratégias de enfrentamento menos eficazes.
Extroversão: Pessoas com baixo traço de extroversão podem ser mais vulneráveis ao estresse antecipatório. Altos níveis de extroversão, associados à sociabilidade e busca por apoio social, podem oferecer proteção contra o estresse. Tem gente que ama tirar fotos, se exporem, competir…estar em evidencia. Acredite é um stress para os tímidos e introspectivos o ritmo de alguns.
Conscienciosidade: Níveis mais baixos de conscienciosidade (falta de disciplina, organização e foco) estão ligados a maior vulnerabilidade ao estresse. A disciplina, perseverança e planejamento associados a altos níveis deste traço ajudam no manejo eficaz de demandas.
Amabilidade: Traços de amabilidade, como empatia e cooperação, podem influenciar a forma como os indivíduos lidam com o estresse interpessoal.
Abertura à Experiência: Este traço, relacionado à imaginação e preferência por variedade, pode afetar a forma como as pessoas se adaptam a novas situações estressantes.
Outros Vulneráveis:
Transtorno Bipolar: O estresse é um gatilho e agravador significativo do transtorno bipolar, porque o cérebro bipolar tem menor resiliência e reage mais intensamente, com hiperativação do eixo de estresse (cortisol/adrenalina) e inflamação, podendo desencadear episódios maníacos ou depressivos.
Eventos estressantes, como perdas, mudanças, excesso de trabalho, privação de sono e falta de tratamento adequado, aumentam o risco de crises, exigindo estratégias de manejo do estresse, como rotina, terapia, sono regular e medicação, para proteger o cérebro e estabilizar o humor, enfatizando a importância do autoconhecimento e da adesão ao tratamento para uma vida normal.
Como o estresse afeta o cérebro bipolar:
Menor tolerância: Neurônios bipolares são mais vulneráveis a agressões, sofrendo mais com estresse emocional e físico.
Hiperativação do estresse: Aumento de cortisol, adrenalina e neurotransmissores como dopamina e glutamato, gerando desequilíbrio.
Inflamação Cerebral: elevação de citocinas, indicando um estado pró-inflamatório.
Baixo BDN: Níveis reduzidos de BDNF(proteína que fortalece conexões neurais) tornam o cérebro mais frágil e o estresse piora isso.
TDAH: Mesmo tendo melhor adaptação ao novo, desafios e mudanças alguns puramente TDAH, com baixa autoestima, pouca estimulação ambiental, baixa cultura, sem altas/habilidades…apresentam alto nível de estresse oxidativo é um desequilíbrio entre radicais livres e a capacidade do corpo de neutralizá-los com antioxidantes. Já que com os anos a ideia é aprender estratégias de manejo.
Estudos mostram que crianças e adultos com TDAH apresentam níveis alterados de estresse oxidativo, como o malondialdeído (MDA), que pode causar danos celulares e afetar diretamente a saúde do cérebro. O estresse oxidativo está intimamente ligado à ativação do sistema imune, com elevação de citocinas inflamatórias como IL-6, IL-1β e TNF-α, que também estão associadas a alterações no comportamento e cognição. Esses fatores podem agravar os sintomas do TDAH, afetando o funcionamento mitocondrial e aumentando a vulnerabilidade neuronal.
Existem muitas formas de lidar, evitar, prevenir e manejar o estresse. Há estudos de Coping, essas estratégias de Coping é um termo se refere ao modo como as pessoas enfrentam os problemas, ou ainda, como elas lidam com determinadas situações.
A partir da identificação de como cada um desses pacientes enfrenta, ou lida, com os problemas e elementos estressores, sendo possível ajudá-los a gerenciar melhor essas respostas. Infelizmente alguns acham que fumar(cigarro, maconha, beber…) seja uma forma adaptativa de lidar com os problemas, ou comer doce… mas são formas inadequadas pelas consequências e os problemas na saúde e a piora na qualidade de vida.
Vícios não ajudam a lidar com os problemas de uma forma definitiva e ainda piora a saúde do indivíduo. Procure um Psicólogo ou Psiquiatra ligado a uma visão Integrativa, Estilo de Vida e Qualidade de Vida. Tudo pode mudar. Outra coisa que ajuda muito no estresse amigos!!! Acredite em relacionamentos sinceros e apoiadores. Você não está sozinho(a)


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