Hoje com o crescimento de adoecimentos emocionais, faz necessário estabelecer limites. Antigamente o estresse, fator de adoecimento, vinha apenas do Trabalho. Infelizmente ele foi e ainda é para alguns o vilão.
Contudo ir para fora, trabalhar é onde mostramos quem somos: quem tem uma constituição psíquica ok, lida e perpassa por pressões de modo mais suave enquanto que pessoas como dificuldades adaptativas sofrem, e quem tem personalidade limites sobrecarregam-se e adoecem. O medo, insegurança os fazem se submeterem a circunstâncias e situações além do que podem e por isso são “vitimas”, e depois acham que o trabalho é ‘maldição’ e não resultado do esforço do homem em direção a sua sobrevivência e desenvolvimento.
As doenças psicologias apresentam sintomas clínicos de seus aparecimentos e quando relacionado à Síndrome de Burnout, são correlacionados alguns sinais e sintomas importantes como: cefaleia, alterações na pressão arterial sistêmica, alterações gastrointestinais, contrações e tensões musculares, queda da imunidade deixando o profissional susceptível a doenças oportunistas como a gripe, alterações no padrão de sono (Lipp, 2003).
No estresse a pessoa assume uma postura de excesso de compromisso, crises de pânico, acompanhado de emoções exacerbadas ficando assim sem energia, enquanto no Burnout o profissional é caracterizado pelo descompromisso emocional, distanciamento das pessoas, falta de empatia com as pessoas, paranoias que são respostas crônicas ao estresse laboral (Lima, 2004).
A intensidade da resposta corporal ao fator de estresse irá depender da intensão do estimulo, desta forma o estresse frequente pode tornar-se crônico e comprometer o organismo apresentando alterações no sistema digestório, reprodutor, imunológico, ocasionando assim doenças (Marras e Veloso,2012).
A pergunta que não se calar: Será apenas o Trabalho o fator de grande tensão, sofrimento e estresse?
O casamento, é dentro de casa que o estresse começa. A maneira como os cônjuges administram as situações de estresse, e diversas transformações relativas ao desenvolvimento do casamento, pode trazer consequências para o casal, durante o ciclo de vida. Casais com pouca compatibilidade e comunicação sofrerão muitos períodos de tensão, estresse e doenças, segundo alguns estudos(Anton,2012).
A Psicologia se debruça na reflexão das diferentes formas de estruturação de um casal, sobre o peso das crenças e valores advindos de sistemas mais amplos, como: a família extensa, a importância dada a si mesmo, ao trabalho, aos filhos, ao outro do par, à religião, ao status socioeconômico e ao sexo, no subsistema denominado casamento. Interferência que acontece com dupla entrada, pois são duas realidades biopsicossociais distintas. Por fim, observa-se sobre as exigências, o estresse, o individualismo e a fragilidade do vínculo de casamento no mundo atual, situações que também têm interferido na relação conjugal e sexual do casal.
Depois do Trabalho que mais estressa é o Casamento, tão idealizado pela: mídia, músicas, literatura, filmes e novelas.
Pesquisas da Psicologia mostraram associação significativa entre os mitos conjugais, stress e qualidade de vida, ou seja, algumas expectativas em relação ao matrimônio auxiliaram para uma melhor harmonia matrimonial e, possivelmente, uma qualidade de vida mais saudável. Isso quer dizer quanto maior a satisfação no casamento melhor a qualidade de vida relacionada à área da saúde.
O oposto é verdadeiro. Então quando verem fotos, posts, vídeos e outros casais em cena eles poderão estar em um relacionamento tóxico e incompatível, mas mantendo as aparências.
Não é apenas o trabalho que adoece e mata o casamento também.
Referencias:
Anton, C. L. I. A escolha do cônjuge um entendimento sistêmico e psicodinâmico. ARTEMED segunda edição revista e ampliada. Porto alegre, 2012.
Figueiredo, V. de ., & Ferreira, V. R. T. . (2022). SINTOMAS DEPRESSIVOS, SINTOMAS DE ANSIEDADE E ESTRESSE NO PRIMEIRO CASAMENTO EM COMPARAÇÃO COM O SEGUNDO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 8(4), 1616–1636.
Lima, F. B. Stress, Qualidade de Vida, Prazer e Sofrimento no Trabalho de Call Center. Tese de Mestrado (Departamento de Psicologia) – Centro de Ciências da Vida, Pontifícia Universidade Católica, Campinas, 2004.
Lipp, M. E. N. Pesquisas sobre stress no Brasil: Saúde, ocupações e grupos de risco. Campinas: Papirus, 1996.
Maria do Carmo de Andrade Silva, A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO PARENTAL NA ESTRUTURAÇÃO DOS PRIMEIROS “ELOS ERÓTICOS LEVES” , Revista Brasileira de Sexualidade Humana: v. 18 n. 2 (2007)
Marras, J.P.; Veloso, H.M. Estresse ocupacional. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.


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