Ruminação Mental no transtorno Bipolar: evidencia de uma mente inquieta.

Fiz a coletânea de vários artigos científicos sobre esse looping da mente de quem Transtorno Bipolar, quer o tipo II ou I.

A ruminação é um fenômeno que se manifesta como uma perseveração mal-adaptativa de pensamentos auto-centrados, frequentemente associada ao transtorno bipolar.

Evidências indicam que a ruminação está presente em todas as fases do transtorno bipolar e é um sintoma estável, independentemente do estado de humor. A ruminação é um processo de pensamento repetitivo e passivo, geralmente focado em experiências negativas passadas, erros ou falhas pessoais, e pode ser um marcador de maior sensibilidade à ansiedade.

A ruminação trata-se de  um processo de pensamento repetitivo e passivo, geralmente focado em experiências negativas passadas, erros ou falhas pessoais. A pessoa fica em um ponto, ofensa, decepção e questões que mobilizaram e repassam isso incansavelmente e por anos e até décadas na mente: perdas, revés, situações interpretadas com culpa, humilhação e traumas.

Diferentemente da preocupação, que é voltada para o futuro e soluções possíveis, a ruminação não promove ação ; ela apenas mantém a mente presa em padrões que geram sofrimento emocional, o individuo é aprisionado.

ruminação não é apenas um hábito irritante de pensar demais; ela tem bases neurobiológicas concretas, envolvendo redes cerebrais específicas e padrões de ativação que reforçam a repetição do pensamento negativo.

Está ligada a redes cerebrais específicas e padrões de ativação que reforçam a repetição do pensamento negativo, como a Default Mode Network (DMN), ativada quando não estamos focados no ambiente externo, mas sim em pensamentos internos, memórias e reflexões.

A ruminação é um construto composto por dois fatores: cisma (fator patológico) e reflexivo (fator responsável pelo aspecto adaptativo), o que sinaliza seu caráter para o desenvolvimento de patológicas e função adaptativa.

Além disso, áreas como o córtex pré-frontal (responsável por planejamento e regulação emocional) e a amígdala (associada ao medo e à ameaça) interagem de forma que os pensamentos negativos se tornam mais persistentes. É como se o cérebro estivesse constantemente em alerta para erros e falhas passadas, reforçando o ciclo de ruminação.

Trata-se de uma disfunção que envolve Neurotransmissores e hormônios:

Serotonina: níveis baixos podem dificultar a regulação emocional e favorecer pensamentos repetitivos.

Dopamina: quando está desregulada, diminui a sensação de recompensa em atividades positivas, mantendo o foco em falhas passadas.

Cortisol: o hormônio do estresse tende a permanecer elevado em quem rumina, aumentando ansiedade e tensão corporal.

Imagine que, após um dia difícil, seu cérebro continua liberando cortisol cada vez que você revive mentalmente o problema. Isso explica porque muitas pessoas experimentam insônia, fadiga e irritabilidade durante períodos de ruminação intensa.

Plasticidade neural e manutenção do ciclo: A repetição frequente de pensamentos negativos fortalece conexões neurais específicas, criando padrões automáticos de ruminação. Quanto mais você rumina, mais seu cérebro se “programa” para seguir o mesmo ciclo. Esse processo é chamado de plasticidade neural dependente de uso.

Tem como cessar esse processo de repetição(ruminação)? Consulte um bom psicólogo.

Foto por Mylo Kaye em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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