Cegueira Branca

Quando li o livro de José Saramago em 1998, o “Ensaio sobre a Cegueira”  percebi que poucos perceberiam a profundidade daquela crítica, na verdade ele foi classificado como romance e foi feito um filme raso (como geralmente alguns filmes são extraídos de livros).

O sensível  Saramago descreve uma é uma Epidemia de Cegueira Branca que contagiava as pessoas rapidamente, causando colapso na vida das pessoas e abalando as estruturas sociais. O que isso significava? Que a cegueira não é apenas física, mas também simbólica, representando a perda de empatia e a fragilidade moral da sociedade.

Aquele livro falou sobre: violência, a dominação e a resistência, destacando a necessidade de solidariedade e compaixão em tempos de crise.  Mas quando poeta fala é como profecias, poucos entendem e compreendem a profundidade. Quando uma narrativa poética levanta questões sobre a condição humana e a fragilidade das convenções sociais não atinge a todos.

Atualmente na era da informação, o estudar tem haver com o Ter e o educar como o Ser. As pessoas sabem, mas não se transformam, apensas aguçam a mente e o coração continua refratário e isolado do sentir.

Para se comunicar, o mundo ocidental terminou por apoia-se maciçamente nos “sentidos de distancia”, visão e audição; quanto aos sentidos de proximidade; paladar, olfato e tato sessaram.

A indústria do alimento quimicamente massificou os paladares, tirando o tempero natural de cada cultura, o imperialismo americano vem como praga em todos os aspectos, influenciando as pessoas em como elas lidam como os bens de consumo, acúmulo de posses, tecnologia e as desnecessárias necessidades que o mantêm em escravidão, possuído por suas próprias posses.

Agora a onda de canetas emagrecedoras dando satisfação e imagem(a fome emocional não foi resolvida e a compulsão foi deslocada para o trabalho e outras fonte de neuroticismo) e a IA como sendo fonte de Sabedoria. Os homens com capacidade de atingir outros planetas e galáxias, mas com demasiada incompetência de atingir seu semelhante.

Seus limites pessoais raramente ou nunca permitem a passagem de alguma comunicação profundamente vivida por eles. A dimensão humana encontra-se constrangida e refreada.  Acreditando em falsas ideologias de isolamento, vida em condomínio ou vida remota(em refúgios distante da sociedade).  

O maior homem que já viveu disse a mais de 2.000 anos atrás “ por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria esfriará.” Mat.24:12.

Por isso que o homem não escuta mais, porque escutar é diferente de ouvir, não é uma recepção passiva do que o outro diz, ESCUTAR é uma arte de suspender nosso exercício de poder sobre o outro e sobre nós mesmos.

Os orientais são fantásticos! Enquanto que o ocidente é impessoal e intocável, o que é o próximo se todos são distantes? As pessoas sem rostos, sem toque e sem sentidos, apenas se protegem, julgam ou agridem. Pensam mais que amam, deduzem mais do que se aproximam e na distancia não sabemos de nada. Cadê a subjetividade? É por isso que há tanta depressão e ansiedade.

O que sentimos em algumas estruturas predomina sobre o pensamento, é por isso que algumas teorias não alcançam os limítrofes e os psicóticos, porque são rasas, ficam na superfície do pensar. É por isso que os músicos e artistas não são milionários, muito menos os artesãos ou poetas.

Recebi ontem uma mensagem e finalizo com ela:

Em uma sociedade que insiste em fazer você contar dinheiro, quilos e passos…lembre-se de contar as suas bençãos. Elas são o que realmente alimentam a alma.”

Foto por iOnix08 em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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