Em pleno domingo dia que muitos dedicam as atividades religiosas vem os estudos associado a religiosidade e moderação do controle de impulsos.
Que Saúde Mental é um problema grave ninguém questiona, a Psiquiatria recentemente promoveu estudo para colocar a Religião como sendo um processo de cognição social e sendo até mesmo definido como sendo “um sistema humano natural e universal”( Bloom P,2012).
Estudos recentes sugerem que a religião evoluiu como forma de resolver problemas cotidianos relacionados à ansiedade existencial e à coesão social, utilizando particularidades dos subsistemas de memória e atenção para a propagação cultural(Fondevila S.).
Falo do contorno e senso do que que é certo e errado que o Ser Humano precisa, está sendo provado pela ciência, como sendo proveniente da Religião. Ainda mais outros estudos colocam a religião como sendo um fator chave na cooperação humana e está fortemente relacionada com o altruísmo intragrupal, embora possa reduzir a cooperação intergrupal(Norenzayan A, 2008).
Vários estudos têm demonstrado níveis mais elevados de saúde mental em pessoas mais religiosas que geralmente apresentam níveis mais baixos de sintomas internalizantes e externalizantes, o que é um fator chave para a compreensão de vários transtornos psiquiátricos é a impulsividade(Fineberg NA ,2014).
Podemos definir a impulsividade como um traço psicológico relacionado a agir sem pensar adequadamente ou não conseguir identificar corretamente as consequências de um determinado comportamento. Muito comum na clínica em pacientes com transtornos psiquiátricos, um maior nível de impulsividade está associado ao mau funcionamento na vida cotidiana e a comportamentos disruptivos, uso de drogas, acidentes de trânsito, não param em empregos, lugares…além da violência física e piores desfechos clínicos(Moeller FG, 2001).
Conclusão? A religiosidade, pode ser um fator facilitador do controle dos impulsos.
Caribé et al., 2015 foi mais longe, na verdade, pelo menos nas religiões ocidentais, que possibilitou o controle dos impulsos: aplicado ao comportamento agressivo, às relações sexuais, ao consumo de substâncias e outros é uma característica central da maioria das maiores religiões monoteístas.
Fica aqui uma reflexão:
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra” 2 Timóteo 3:16,17- Bíblia Sagrada.
Referencias:
Bloom P. Religion, morality, evolution. Annu Rev Psychol. 2012;63: 179-99.
Bonelli RM, Koenig HG. Mental disorders, religion and spirituality 1990 to 2010: a systematic evidence-based review. J Relig Health. 2013;52(2):657-73.
Caribé AC, Rocha MF, Junior DF, Studart P, Quarantini LC, Guerreiro N. Religiosity and Impulsivity in Mental Health: Is There a Relationship? J Nerv Ment Dis. 2015;203(7):551-4.
Fineberg NA, Chamberlain SR, Goudriaan AE, Stein DJ, Vanderschuren LJ, Gillan CM, et al. New developments in human neurocognition: clinical, genetic, and brain imaging correlates of impulsivity and compulsivity. CNS Spectr. 2014;19(1):69-89.
Fondevila S, Martín-Loeches M. Cognitive mechanisms for the evolution of religious thought. Ann N Y Acad Sci. 2013;1299:84-90.
Fineberg NA, Chamberlain SR, Goudriaan AE, Stein DJ, Vanderschuren LJ, Gillan CM, et al. New developments in human neurocognition: clinical, genetic, and brain imaging correlates of impulsivity and compulsivity. CNS Spectr. 2014;19(1):69-89.
Malloy-Diniz LF, Paula JJ, Vasconcelos AG, Almondes KM, Pessoa R, Faria L, et al. Normative data of the Barratt Impulsiveness Scale 11 (BIS-11) for Brazilian adults. Rev Bras Psiquiatr. 2015;37(3):245-8.
Moeller FG, Barratt ES, Dougherty DM, Schmitz JM, Swann AC. Psychiatric aspects of impulsivity. Am J Psychiatry. 2001;158(11):1783-93.
Norenzayan A, Shariff AF. The origin and evolution of religious prosociality. Science. 2008;322(5898):58-62.


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