Pesquisas indicam que o trauma e o estresse vivenciados na infância podem causar disfunções persistentes no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), aumentando a vulnerabilidade a condições psiquiátricas como depressão e ansiedade. Em particular, a exposição prolongada ao cortisol, um hormônio do estresse, prejudica a neuroplasticidade e o desenvolvimento cerebral, com consequências duradouras para a saúde mental (Agorastos et al., 2018).
Além disso, Buckley et al. (2012) investigam os efeitos do luto prolongado e o impacto das intervenções para o manejo do luto, mostrando que o estresse associado pode levar a disfunções no eixo HPA, com aumento dos níveis de cortisol e inflamação sistêmica. O que contribue para o desenvolvimento ou agravamento de transtornos mentais como a depressão e o TEPT.
A revisão sugere que intervenções como terapia psicológica e apoio social são essenciais para mitigar os efeitos adversos do luto e restaurar a saúde mental dos indivíduos afetados (Buckley et al., 2012).
O excesso ou a exposição crônica a esse hormônio, cortisol, pode modificar circuitos cerebrais fundamentais, especialmente no hipocampo, córtex pré-frontal e amígdala, afetando a memória, o aprendizado, a regulação emocional e a tomada de decisões.
EFEITOS NO HIPOCAMPO E MEMÓRIA. O hipocampo é altamente sensível ao cortisol devido à elevada densidade de receptores glicocorticoides. Exposição prolongada prejudica a neurogênese e compromete a consolidação da memória (Leschik; Lutz; Gentile, 2021). Em estudo com humanos, observaram associação entre níveis elevados de cortisol e redução volumétrica do hipocampo, acompanhada de declínio cognitivo.
AMÍGDALA E REGULAÇÃO EMOCIONAL. Enquanto o hipocampo sofre atrofia em resposta ao excesso de cortisol, a amígdala tende a apresentar hiperatividade, favorecendo estados de ansiedade e medo (McEwen et al., 2017). Sandi (2023) reforça que essas alterações podem gerar padrões desadaptativos de comportamento, afetando a resiliência ao estresse.
CÓRTEX PRÉ-FRONTAL E TOMADA DE DECISÃO. O córtex pré-frontal, responsável pelo controle executivo, também é alvo do cortisol. Mifsud et al. (2019) mostraram que a exposição precoce a glicocorticoides altera mecanismos epigenéticos, predispondo a respostas disfuncionais ao estresse na vida adulta. Esse processo pode estar relacionado a quadros depressivos e ansiosos.
Conclusão: As pessoas por suas circunstâncias, vulnerabilidades e más decisões vão se “enrolando” ou paralisando por dificuldades fisiológicas e paralisação emocional. Não sabem enxergar saídas para as dificuldades grandes: casamento, problemas financeiros(empresa, carreira, falência…). Além do que o físico, emocional e psíquico são comprometidos devido o estresses crônico e agudos de situações de crise. Quer encontrar mais paz? Procure um profissional de Saúde Mental.
Aceite sugestões porque alguns perderam o controle da vida e perderam a assim como a inteligência para a resolução de problemas. Com isso levam com eles quem estiver perto.
Referencias:
AGORASTOS, A. et al. Early life stress and trauma: developmental neuroendocrine aspects of prolonged stress system dysregulation. Hormones (Athens), 2018. PMID: 30280316. Review.
BUCKLEY, T. et al. Physiological correlates of bereavement and the impact of bereavement interventions. Dialogues Clin Neurosci, 2012. PMID: 22754285. Free PMC article. Review.
LESCHIK, J.; LUTZ, B.; GENTILE, G. Stress-related dysfunction of adult hippocampal neurogenesis—An attempt for classification. International Journal of Molecular Sciences, v. 22, n. 14, p. 7339, 2021.
MC EWEN, B. S. et al. Neurobiological and systemic effects of chronic stress. Nature Neuroscience, v. 20, p. 437–446, 2017
MIFSUD, K. R. et al. Glucocorticoid exposure during hippocampal neurogenesis primes future stress response by inducing changes in DNA methylation. PNAS, v. 116, n. 18, p. 9077–9082, 2019.
SANDI, C. Neurocognitive effects of stress: a metaparadigm perspective. Nature Reviews Neuroscience, v. 24, p. 1–17, 2023


Deixe um comentário