Desmistificando a Menopausa

Desmistificar é tirar o caráter de místico ou misterioso. Fiz isso uma vez que a “demonização da menopausa” foi descrita por médicos homens no século 18, com uma narrativa e conotação negativa e até patológica.

É sabido que a sintomatologia depressiva mostra-se altamente prevalente em indivíduos com idade acima dos 50 anos, em ambos os sexos, admitindo-se que uma série de fatores biológicos, psicológicos e sociais contribuem para esta vulnerabilidade. Por que nas mulheres isso é tão ressaltado?


Uma recente pesquisa com de cerca de 1.600 mulheres, publicada em outubro de 2025 pela University College London (Reino Unido), apontou que mais de 75% delas se sentem pouco informadas sobre a menopausa.

Por que tantas mudanças? Chega na clínica mulhers na meia idade com crises no casamento e há um aumento de separações, buscando mudanças profissionais, de amigos, cidade, bairro e País.
Algumas mulheres chegam a deixar seus empregos. Estima-se que 1 em cada 10 mulheres com idades entre 40 e 55 anos que trabalham durante a menopausa tenha deixado um emprego por causa dos sintomas, segundo um relatório da organização que luta pela igualdade de gênero e pelos direitos das mulheres The Fawcett Society (Reino Unido), divulgado em 2022.

O pior é que poucas associam ao climatério, desconhecem alternativas para os tratamentos de ansiedade, depressão e isolamento social que acompanham as mudanças hormonais.

Mas qual construção social, cultural em torno desta fase natural da vida da mulher?
Defraudada do seu futuro, ela ainda tem mais ou menos metade da sua vida adulta pela frente. o destino das mulheres que a rodeavam, uma vez esgotada a sua vida fértil.” Disse Simone de Beauvoir em 1949(1986:550).

A Psicanalista freudiana Helene Deutsche falou: “que a superação das reações psicológicas ligadas à primeira degeneração dos processos orgânicos da vida está, sem dúvida, entre as tarefas mais difíceis da existência de uma mulher.”(1980:310).

O climatério, período da vida situado entre os 35 e 65 anos, constitui uma transição entre a fase reprodutiva e aquela em que a reprodução natural não é mais possível. Diversas mudanças fazem parte desse período, sendo que a menopausa, isto é, a última menstruação, é um evento muito significativo.

Será que é cultural? Existem culturas e países em que a menopausa é enquadrada de forma mais positiva.

No outro lado do mundo como tribos africanas, na Ásia e outras tribos na Oceania a menopausa é recebida como bem-vinda transição na vida, e as mulheres pós-menopáusicas são respeitadas por sua experiência e sabedoria, as mulheres raramente se queixam de sintomas menopáusicos.( o livro a The Woman’s Encyclopedia of Health and Natural Healing (Enciclopédia da Saúde e Cura Natural da Mulher).

No Japão, por exemplo, a palavra japonesa para menopausa, konenki, significa renovação e energia. Neste país a menopausa ,às vezes, é descrita como uma “segunda primavera“, uma referência a uma transição positiva para uma fase diferente da vida.

As mulheres maias ansiavam chegar à menopausa, segundo estudos de certa antropóloga, para elas, a menopausa significava alívio de partos contínuos.

Desejo elucidar o drama por de trás de alguns tratamentos, midiáticos, exploradores, caros e elitizado que apenas 5% das mulheres podem usufruir: Reposição Hormonal Bioidentica, contudo não garantem solução de muitos problemas emocionais. EM meu EBOOK, em elaboração abordarei esse tema.

Segundo Ross (2003), um especialista em Medicina Tradicional Chinesa. o tipo constitucional e a personalidade de cada mulher interferem em como ela reage na fase climatério e menopausa:

A mulher tipo coração se torna estressada, melancólica, deprimida e solitária. Ela fica inquieta e procura atividades que lhe causarão exaustão.

A mulher tipo baço pode sentir muita insegurança, preocupação e pode sentir-se rejeitada.

A mulher pulmão evita encarar a verdade e acaba se remetendo ao seu passado e resiste mudar seus padrões de vida.
A do tipo rim pode sentir medo das mudanças, do desconhecido e do envelhecimento.

A mulher tipo fígado irá reagir à menopausa com maior irritabilidade e raiva, sendo que podem expressar ou reprimir esse sentimento, o que pode causar a depressão.

Acolho na clínica mulheres que estão nesta fase delicada de transição, a elaboração psicológica(subjetiva) é fundamental. Sendo Psicóloga, Gerontóloga e mulher.

Se o tempo envelhecer o seu corpo, mas não envelhecer a sua emoção, você será sempre feliz.” Augusto Cury

Foto por ub300uc815 uae40 em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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