No século atual com a produção cultural acessível assim como: intelectual, tecnológica, cultural, artística, entretenimento… a falta de desejo e de prazer acomete as crianças, jovens, adultos e idosos. Por mais dinheiro, agenda, virtudes e tecnologia que a cerquem, algumas pessoas estão, como diziam a minha mãe “ sem graça”. Tem um ditado argentino que diz o seguinte: “Se sua vida é doce; ria e de graças; se tua vida é amarga ou dura; dê graças e cresce.”
Nesta semana teve um tal dia da Felicidade e por mais impressionante que seja, os alemães estão mais tristes, mesmo com uma sociedade sustentável, estável, culta, rica, permissiva e progressiva. Um dos porquês: é falta de generosidade, isolamento e história pregressa de atrocidades e envolvimento com guerras.
O que faz com que alguns percam o desejo, o ânimo e a vontade de se movimentarem? È típico a alusão ao passado, ao tempo que se foi. Outro traço com excelência descrito por Kehl 2009:
“A aparência de multiplicidade de imagens ofertadas, com a consequente pulverização das demandas do Outro, na vida contemporânea, é enganosa. Sob a mais variadas imagens e os mais diversos enunciados, a versão imaginária do desejo do Outro…O que o Outro exige do sujeito contemporâneo é sempre que ele goze. Muito. Que essa seja uma das faces contraditórias do imperativo superegóico- “Goze” -só faz tornar essa exigência, promovida a condição organizadora do laço social, ainda mais angustiante e opressiva par os sujeitos…apelos do consumo…O sentimento de insuficiência, o medo de perder o amor dessa instancia que representa, no psiquismo, a esperança de recuperar a fatia de narciscimo e a porção de gozo perdidas torna candidatos a depressão.” Pg94-45
A perversão de valores sociais condena quem tem renuncia pulsional, o mais gozar é imperativo, escrevi sobre a Pornografia onde os sujeitos ávido de prazer querem sempre mais. E no corpo, nos órgãos e na vida pulsional básica, primaria e primitiva, e como animais no cio e ou sem cio a pessoas se rebaixaram, com o patrocínio dos deuses gregos(que ainda regem aqui)a civilização se esqueceu das idealizações, inibições, intelectualização, sublimação, simbolização e crescimento.
Violência, Sexo e Drogas é como Rock que tem uma frequência que desagrega as moléculas de água no nosso corpo, sim uma frequência desarmônica, tóxica e que fragmenta.
A ideologia do mundo é tão perniciosa como a música que faz mal. O Dr. Leornard Horowitz pós-graduado em Haward e considerado uma autoridade em comportamento, saúde pública e ura natural. Horowitz é especializado em percursão da mídia, educação e saúde…autor de 16 livros; Ele alerta que essa faixa, Rock e outras TUM TUM de frequências associadas a exposição contínua, reduzem a capacidade de relações pessoais-subjetivas das pessoas devido à desarmonia psico-espiritual que elas causam, pois 440 Hz entraria em conflito com os centros humanos de energia (os chamados chakras).
Essa estratégia de ondas sonoras vindas de alto-falantes foram implantados em aviões e produziram psicopatologias, sofrimento emocional e “histeria em massa“, ajudando assim os aliados a vencerem os nazistas. Foi através do artigo Controle de Culto Musical (Musical Cult Control) que ele afirma que a indústria musical está sendo usada para massificar populações inteiras, gerando maior agressividade, agitação psicossocial e sofrimento emocional nas pessoas, podendo gerar até mesmo dor física.
O que isso tem haver com Depressão Sônia? Voltando ao assunto da Depressão kkk minha mente associativa permitiu esse adendo, porque as pessoas não acreditam no que não vem, são visuais, mas estão sendo dirigidas e condicionadas a Depressão, em todos os aspectos: alimentos, ideais, valores, sons, ritmo, pressa, adicções…excessos.
O consumo de: profissões, classes sociais, cursos, saberes, desejos, viagens, corpo sarado, faces lisas, lábios carnudos, sobrancelhas todas iguais(parecem a de uma boneca eu minha irmãzinha tinha), o capitalismo consumista(ideias, cultura, noticias, partido, religião…)expropria do sujeitos de sua IDENTIDADE.
Pais vocês estão falhando, tirando limites, dando tudo, suprindo, compensando, comprando e saciando demais, e ainda achando que a Cultura, Escola ou Internet darão as soluções.
O objeto de Desejo não é de consumo, é simbólico. O que desejamos não está no lado de fora, não vamos encontrar em lugar nenhum: Suíça, California, Austrália, Canadá ou Japão…o objeto de Desejo é o que nos move e é subjetivo.
Segundo Kehl as pessoas estão saciadas, mas estão tristes, porque já tentaram se preencher com tudo que estão oferecendo: cursos, idiomas, aulas de habilidades, livros, lugares, tecnologia, condomínios, carros, viagens…e esse excesso ainda deixa um tédio, uma tristeza e desânimo.
É difícil falar de Lacan, objeto de desejo é o próprio sujeito em uma posição que de desejante. Sair do lugar de ser saciado, pela “mãe suficientemente boa”, a separação da completude inicial(ser suprido(a)), ter falta é o lugar constituinte. Não TER é o que nos impulsiona a nos constituir a cada momento, quem foi muito suprido perde o sentido, precisamos da falta, do vazio, do ócio, da espera…do sujeito, da esperança e do por vir(pensar no futuro).
Se saciar demais dá tédio. Falta de ser. Estou falando que essa passagem para o Real é o que alguns lutam, se entorpecem, negam e evitam: sentirem incompletos e ligados ao futuro(saíram do colo e da proteção), isso é a vida. Crescer, perder, levantar…como o ditado argentino; “ se tua vida está dura, dê graças e cresça.”
Olhe para frente, sem amaras, com perspectiva, com raciocínio e com possibilidades. Não limite sua vida ao passado, o melhor esta por vir. Quem nos criou deixou em nós o desejo de vida eterna e ele nos ensina a como viver, além de prometer saciar o desejo de toda criatura vivente. Bora retornar ao básico e perguntar ao Criador da vida o caminho da vida, porque a humanidade se perdeu. Como eu cantava na década de 80 “ Tudo bem simples, tudo natural…”


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