Como ser forte (parte 1)

A força da vida começa bem antes do que imaginamos. Na Neuração que são os processos envolvidos na formação da placa neural e pregas neurais e fechamentos destas pregas para formar o tubo neural. A formação do tubo neural começa no início da 4º semana (dias 22 a 23) e termina no final da 4º semana e dali tudo passa a ser sentido e assimilado.

A morfogênese é um processo mecânico que envolve forças que geram estresse mecânico, tensão e movimento das células e pode ser induzida por programa genético  de acordo com o padrão espacial das células dentro dos tecidos. No ventre começamos Ali já começas a absorver o que se passa na vida de nossa hospedeira; o que ela come, sente, se está calma ou agitada, se foi traumatizada, agredida, se está em estresse, raiva, triste…

A delicadeza da vida  se torna mais comprometedora quando saímos do útero, aí que começamos a depender totalmente da mãe, a princípio e esse contato pode ser bom ou mal. Estou em uma fase que me volto para respostas do adoecimento e dos desequilíbrios emocionais. Por isso que me debruço em Melaine Klein que foi deixada de lado em meus anos de formação, mas nunca esquecida.

A estruturação da nossa personalidade acontece do 0-24 meses para essa teórica. Para ela a personalidade do invíduo começa a ser formada desde o começo da vida, logo após o nascimento. Só existe Id, por ser quase que totalmente inconsciente. Somente o contato com a realidade externa vai se intensificando é que o Ego e Superego se desenvolvem. O Ego como mediador entre o desejo e a realidade, integrador das exigências do Id, do Superego e da realidade externa e como organização tende a garantir a segurança e a sanidade da personalidade.

Assim as doenças físicas com base orgânicas aparecem como resultado de uma tensão emocional crônica e como as pessoas cronicamente não descarregam sua raiva, sua hostilidade, suas preocupações, suas frustrações e sentimentos adequadamente, nem tampouco seus desejos são realizados de forma satisfatória, o próprio corpo da pessoa é que passa a ser o alvo e o depositário de descarga de suas tensões emocionais recalcadas.

Para uma estudiosa chamada Sônia Del Nero a negação do conflito psíquico, o abafamento das pulsões, o recalcamento da sexualidade, a regressão à fases de estreita dependência materna é como se fosse um processo que levasse o indivíduo psicossomático a transformar a sua raiva em hipertensão, seu choro em asma, a sua depressão em turberculose, o seu desejo de morte em anorexia mental e assim sucessivamente.

Pesquisas sobre o stress e sobre o câncer confluem para a constituição de um campo de estudo rico e vasto: psico-neuro-imunologia. Hoje é possível acompanhar as respostas do organismo a diversas situações, estudando a integração neuro-endócrino-imunológica.

Para Pierre Marty o transtorno psicossomático não se constitui uma entidade nosológica, mas sendo a manifestação de um aparelho mental frágil e instável, devido a um mal funcionamento do sistema pré-consciente. JoyceMcDougal o transtorno psicossomático surge na primeira infância como uma reação ao desamparo psíquico e como uma tentativa de sobrevivência que proteja o indivíduo do acúmulo de tensão psíquica. E para o ilustre Dejours. C. a violência deve ser considerada como um elemento capital na constituição dos transtornos psicossomáticos. Sperling M. considerou que a má resolução da simbiose mãe-bebê é a base dos transtornos psicossomáticos. E Winnicott propôs que a essência dos fenômenos psicossomáticos é própria dissociações das clivagens egóicas no inicio do desenvolvimento.

Então em Klein encontramos respostas para Doenças Psicóticas, Transtornos de Humor e para a Psicossomática. Então porque muitos são mais frágeis? Tudo está no começo: gênesis.

O relacionamento com as pessoas hoje está complicado, trabalhoso e diria que precisamos de um manejo em alguns casos. Podemos ser admirados, como uma ancora, apoio ou até mesmo: invejada(o), ameaçador(a)… dependendo do medo, insegurança ou raiva que abriga a fragilidade egóica das pessoas. Ou tudo isso ora uma coisa ora outra, oscilações.

Referencia:

Del Nero, S.Eros e Thanatos: fundamentos psicanalíticos. São Paulo: Vetor, 2002.

G. Groddeck, G. Estudos psicanalíticos sobre psicossomática, . São Paulo: Ed Perspectiva, 1992.

Uma resposta para “Como ser forte (parte 1)”.

  1. Que estudo interessante! Tenho debruçado sobre o assunto, especialmente no que se refere às pulsões e o fluxo de emoções como busca por uma homeostase emocional.

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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