Técnica ILIB ou fotobiomodulação

Todos querem liberdade, mas tê-la implica em também em autonomia para cuidados de saúde na minha opinião. Nada contra aos ilustres médicos, contudo saber cuidar de nosso corpo, mente e espírito é fundamental. Se você procurar no Google Fotobiomodulação encontrará em 1 segundo 24.200 artigos e Photobiomodulation em 1 segundo 60.400 artigos. Não vi no GPT e nem em seus recentes concorrentes chineses kkk.

A terapia de luz de baixa intensidade é uma adição recente ao panteão de intervenções terapêuticas baseadas em luz. A absorção de energia de luz vermelha/infravermelha próxima, um processo denominado “fotobiomodulação”, aumenta a produção de ATP mitocondrial, a sinalização celular e a síntese do fator de crescimento, e atenua o estresse oxidativo.

A fotobiomodulação agora é altamente comercializada com dispositivos comercializados diretamente ao consumidor. Isso significa que pessoas comuns podem se beneficiar, não coloque nas mãos dos outros seu bem estar, acredite em sua inteligência, abra-se para caminhos novos!!!

A terapia Intravascular Laser Irradiation of Blood (Ilib), popularmente conhecida como terapia de laser intravascular, é uma abordagem terapêutica que utiliza laser de baixa intensidade para irradiar diretamente o sangue na artéria radial.

Seu objetivo é promover a homeostase do organismo, combatendo os radicais livres presentes na corrente sanguínea (Wang, et al., 2016). A técnica de terapia com laser tem uma história dinâmica e evolutiva desde sua descoberta.

 Em 1917, o cientista Albert Einstein apresentou a teoria da emissão, que serviu como base para o desenvolvimento do laser (Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation). Em 1958, L. Schawlow e C.H. Townes publicaram o primeiro artigo sobre laser, e em 1963, Mester iniciou estudos sobre o uso de laser de baixa potência. A partir daí, a terapia por irradiação de luz ganhou destaque como uma abordagem terapêutica para aliviar dores e inflamações (Schawlow, 1958).

A partir de 1970, pesquisadores russos da antiga União Soviética começaram a explorar a Laserterapia intravenosa. Inicialmente, a técnica consistia na introdução de um cateter intravenoso na artéria radial, conectado a uma fibra óptica que irradiava o sangue de forma contínua e direta.

 O objetivo era melhorar a circulação sanguínea em todo o corpo, proporcionando um sangue mais rico em oxigênio e células regeneradoras. Descobriu-se que a irradiação do laser tinha um efeito antioxidante fisiológico estimulando a enzima Superóxido Dismutase, um componente crucial do sistema antioxidante endógeno (Mester, et al., 1973).

Com base nos mecanismos de ação apresentados, pode-se considerar a terapia Ilib como uma técnica promissora no tratamento de condições relacionadas ao sistema imunológico. Seu mecanismo terapêutico está diretamente ligado aos efeitos benéficos direcionados aos componentes sanguíneos, como lipídios, plaquetas e glóbulos vermelhos.

 Além disso, a terapia Ilib demonstra melhorias em casos de inflamação, estimulando a enzima Superóxido Dismutase e neutralizando os radicais prejudiciais relacionados à isquemia e à resposta inflamatória. Em condições como dores crônicas, esclerose múltipla e doenças autoimunes, a terapia Ilib proporciona conforto ao paciente e efeitos sistêmicos positivos (Meneguzzo, et al., 2017).

No contexto atual, observa-se um aumento nas doenças autoimunes, que afetam cada vez mais os jovens. Muitos desses indivíduos já dependem de medicamentos para controlar a ansiedade, síndrome do pânico e distúrbios do sono. O uso excessivo de medicamentos torna difícil identificar a causa real dos distúrbios emocionais, físicos e psíquicos. Sabe-se que a Depressão é sistêmica, por isso vamos abrir os olhares para esse método.

Sou suspeita em apresentar a integração de processos naturais para nossa saúde, somos luz, já que somos energia. E irradiar o sangue com laser vermelho ou infravermelho de baixa intensidade com a finalidade de obter resultados anti-inflamatórios, antioxidante, analgésico melhorando circulação sanguínea, resulta em prevenção e tratamento de inúmeras doenças como diabetes, hipertensão, artrite,artrose, inflamação, tensões musculares, colesterol e outras doenças cardiovasculares.

Esses efeitos terapêuticos proporcionam bem estar e qualidade de vida e, ainda, não apresentam riscos de produção de calor e dano ao tecido irradiado (Bjordal et al. (2006), Karu (1989), Kitchen et al. (1991)).

 O ILIB também possui ação analgésica que pode ser explicada por algumas hipóteses: modulação de processos inflamatórios (Chow et al. (2009), Lopes et al. (2005), Bjordal et al. (2008)), alteração da excitação e condução nervosa dos neurônios periféricos(Basford et al. (1993)), liberação de opióides endógenos (Hagiwara et al.(2008)) e aumento na síntese de serotonina (Walker (1983), Ceylan et al. (2004)).

 A ação analgésica também foi observada no estudo de Assis et al (2017), o qual demonstrou a eficácia da laserterapia de baixa intensidade no controle da dor neuropática em camundongos.

Os mecanismos envolvidos na analgesia do laser ILIB parecem depender de ações tanto no sistema nervoso periférico quanto central, inibindo mediadores químicos causadores de dor e estimulando a liberação de betaendorfinas, que inibem a transmissão da dor e produzem sensações de relaxamento e bem-estar. Também tem sido proposto que o ILIB ameniza os processos inflamatórios por reduzir a liberação de mediadores como prostaglandinas e leucotrienos, o que também contribui para seu efeito analgésico.

De acordo com Lins et al (2010) o ILIB também pode gerar um efeito sistêmico por meio de mudanças metabólicas tanto no local da irradiação quanto em áreas mais distantes devido às substâncias liberadas na circulação sanguínea( Rochkind et al.(1989)), levando a vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo (Hopkins et al. (2004), Ferreira et al. (2006), Hawkins et al.(2007), Rodrigo et al.(2009)).

Faço questão de colocar as referências extras. Com e em pontos de acupuntura você mesmo se tratar e evita medicamentos. Isso pode ser um bom alvo para 2025 quem sabe você fica livre da conta da farmácia kkkkk

Referências: 

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Botelho, L. L., Cunha, C., & Macedo, M. M. (2011). O Método da Revisão Integrativa nos Estudos Organizacionais. Gestão e Sociedade, 5 , 121-136.

Ferreria, L. P. S., Pérez Júnior, E. F., Pires, A. da S., Gonçalvez, F. G. de A., Nunes, A. S. A., Coutinho, V. L., Moraes, A. C. B., Gomes, H. F., Peres, E. M., Mello, L. F. De., Andrade, P. C. da S. T. De., Costa , C. C. P. Da. & Souza., C. G. da S. de. (2021). The use of low-level laser therapy in nursing practice: an integrative review. Research, Society and Development, 10(14), e422101422325.

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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