Para a psicanálise a Cultura desempenha um papel significativo na formação da psicologia de um indivíduo, influenciando sua identidade, valores e atitudes. Freud em seu texto complexo Mal estar da Cultura (Civilização) se debruçou nos elementos da cultura, como normas, tabus, crenças e papéis sociais e em como afetam a mente e o desenvolvimento psicológico das pessoas. E chegou de modo suscinto a uma conclusão: a vida social implica de uma renúncia pulsional.
O Homem busca satisfação e apoio em seu viver no Sistema através de instituições que o coíba para não afundar em seu abismo interno, ser engolfados por sentimentos e pulsões, para Freud em 1929 a busca pela Arte, Religião e o Exército eram as “saídas” cerceadoras e modeladoras responsáveis para pela elevação e do homem e inserção social.
Vemos que as famílias contemporâneas, diluição memorias, padrões, valores, costumes, tradições, regras e “cultura” estão fadadas a criarem indivíduos que colocam no Externo, no mundo, excesso de confiança. Isso é fonte de alta ansiedade, já que não é garantido e nem permanente.
Ao passo que o individuo, como Klein fala, que teve um ambiente acolhedor e que internalizou bons objetos, terá mais recursos afetivos para se organizar emocionalmente e Estar e Ser no mundo mais afetivamente e com certo conforto e positividade.
Temos uma geração sombria!!!
Recentemente no final de uma um Campeonato estava em minha casa um primo e ele disse: “ A Sônia é a única pessoa que consegue cochilar em uma final de campeonato.” Ele não sabe como aquela frase me impactou e fez refletir minha relação como o Futebol! Fui a fundo desde quando lembrei da Copa de 1970 kkkk criança e a festa que meu pai fez: grito, pulos…diante da TV. Nasci em um grupo e família que amam futebol; tios, amigos, parentes, irmãs, cunhados, sobrinhos, primos… Não foi escolha, era minha única forma de estar junta com eles era essa ligação. Nunca acompanhei resultados, comprei uma camisa, fui a um estádios ver jogos(apenas shows), as brincadeiras sobre o time que “torço” sempre foi apenas uma acesso ao social. Perguntei a mim mesmo e fui realista, porque eu omito o que sinto sobre esse assunto?
Para não chocar, e para ser aceita. Como é libertador escrever isso kkk Não compartilho nenhuma paixão por esse esporte. Realmente acho que há conluio nos resultados de decisões, copa e todos os torneios kkkk sou incrédula e apática, considerando friamente uma Empresa. Indústria bilionária com vários Lobbys: Mídia, Clubes, Bicheiros… agora Bets que conduzem o povo a se animarem, mero “Panis et Circenses”, não toca meu coração, utilizei a vida inteira para ser acolhida socialmente. Mas para quem eu revelaria isso Cercada de fanáticos?
Fui moldada por uma cultura, assim nos somos em relação a vários funcionamentos que foram apresentados como sendo: ”integrador” e fonte de união, festa, alegria, encontro e prazer. Mas como é a realidade? Essas são as armadilhas sociais e culturais.
Como interpretamos o mundo e lidamos como os dados e informações podem serem autênticos e bem fundados ou criamos em paralelo um mundo que não é revelado. Para quem poderia falar sobre: A Teoria de Lacan? Uma Supernova estrela a Centauri2025 com categoria 6 ou da Eta Carinae? Questões sobre o Tempo, Natureza Subatômica, Biofísica aplicada a Saúde, Espiritualidade, Neurologia…e outros conceitos abstratos que ninguém vê.
As pessoas não são abstratas, elas são visíveis e materiais.
A Cultura agora é a Mídia, Netflix, Redes Sociais e a queridinha do momento IA.
Em plena Saturnais ou outros rituais comerciais e pagãos pouco importa a origem e o laço.
Essa é a nossa Cultura. Se esse movimento: é verdade, bom ou satisfatório não vem ao caso.
E quem não segue? É louco? Estranho? Excluído? Ou atraído por outra força motivadora mais forte, real e poderosa?
Pensem, mudar o raciocínio, mudar de perspectivas geram novas ideias, novos caminhos e amigos verdadeiros.
Concluo com a frase de Caetano Veloso: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.”


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