Como não falar da Copa? Ontem a Argentina deu um excelente exemplo de: Determinação, Foco, Entrosamento, Garra e Autoestima. Com erros e Penalty de Leonel Messi, carro chefe do time, virou no segundo tempo.
O Brasil, a antiga “Terra do Futebol”, do Carnaval e tantos feriados e festa populares, e da mulheres semi-nuas e da criminalidade organizada.
Os dois senhores da Copa Cristiano Ronaldo e Leoner Messi, ambos com 41 anos são disiciplinados , possuem família, discretos e donos de associações filantrópicas, são cidadão equilibrados e espartanos.
Já o ”maduro” e experiente da Seleção do Brasil, com 34 anos, constantes lesões, é conhecido pelos Bailes, Festas e exageros faraônicos, além de pouca disciplina e maus hábitos, mas um Marketing poderoso.
Do ponto de vista da Autoestima vou tentar explicar o que aconteceu.
A Autoestima é definida como a avaliação afetiva do valor, apreço ou importância que cada um faz de si próprio. Alguns autores descobriram que a Autoestima está relacionada de forma significativa com o bem-estar, mas que essa relação é mais forte em países caracterizados pelo individualismo do que pelo coletivismo.
A psicologia clínica tem procurado incorporar conceitos da psicologia positiva na compreensão dos fenômenos psicopatológicos ou disfuncionais, de forma a aliviar o sofrimento humano, prevenir o desenvolvimento de patologias e promover o funcionamento equilibrado do indivíduo. Nesse domínio, várias intervenções têm revelado ser eficazes em populações clínicas na diminuição dos sintomas depressivos e no aumento dos níveis de felicidade ou de bem-estar.
A literatura científica tem procurado estudar o bem-estar sob duas perspectivas: o bem-estar subjetivo (hedonia) e o bem-estar psicológico (eudaimonia).
Myers e Diener, chamam de bem-estar subjetivo, que se esconde em uma lógica hedônica de prazer e de gratificações mais imediatos, traduzem-se na presença de emoções positivas e ausência de emoções negativas e na avaliação global da satisfação com a vida. As explosões de prazeres: festa, sexo, músicas, danças, bailes funks…são indicadores de uma safisfação enganosa, fraca que não garante um sujeito equilibrado e realmente forte.
Maior satisfação com a vida esses indicadores de funcionamento “positivo” e menor satisfação com a vida tem sido associada à maior sintomatologia depressiva, à rejeição interpessoal e a comportamento agressivo.
Ryff considera, contudo, que o estudo do funcionamento positivo dos indivíduos deverá incorporar aspectos da vida mais desafiantes e duradouros como ter um propósito na vida, alcançar relações satisfatórias e atingir um sentimento de autorrealização, introduzindo, assim, o conceito de bem-estar psicológico ou eudaimonia. Baseados na teoria de Ryff e em outras teorias como a autodeterminação.
A Regulação Mental e emocional é alcançada por quem tem boa Autoestima. Por isso do estímulo para uma construção de um Ego mais saudável, investir na parte boa do indivíduo. Esse papel é do Terapeuta e de Bons Amigos.
Alcançar Autoestima garante desenvolvimento, construção de boa autoimagem, são pessoas que com ações diárias geram orgulho e compentência pessoal.
A Neurociência para o estudo da Autoestima eles mapearam os cérebros e descobriram que indivíduos com alta autoestima possuem maior conectividade entre o córtex pré-frontal e o cerebelo. Isso reflete a ligação direta entre essa percepção de valor e o processamento de memórias e emoções.
A Psicanálise sabe que pessoas com baixa autoestima possuem maior tendência ao isolamento e à busca por validação externa constante = Marketing e exposições digitais…
Para os Pilares Teóricos da Autoestima o psicólogo Nathaniel Branden identificou seis pilares essenciais para uma autoestima saudável, que incluem : a Autoaceitação, a Responsabilidade Pessoal, a Autoafirmação, o Propósito de Vida, a Integridade e a Regulação Emocional.
A que maneira do indivíduo se ve em relação ao mundo servirá de “bússola” para todos os seus comportamentos, durante a vida. Quem vende uma imagem de “boy”, “bom vivant”, “esperto”, “o cara”… são rótulos de pessoas imaturas e pouco confiáveis.
Termino com a frase do Filósofo Nietzsche “A Felicidade é a sensação de que o poder aumenta, de que se supera a resistência” – O Anticristo,1888. Fica a indagação quem é feliz? Quem tem disciplina ou é regido pelo princípio do prazer(hedonismo)?
.Referencias:
Myers DG, Diener E. Who is happy? Psychol Sci. 1995;6(10):17.
Ryan RM, Deci EL. On happiness and human potentials: a review of research on hedonic and eudaimonic well-being. Annu Rev Psychol. 2001;52:141-66.

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