Rigidez Emocional e Cognitiva

Ontem à tarde lendo algumas notícias vi que o considerado homem mais feliz do mundo, um budista, deu uma entrevista ao jornal BBC e disse que os sentimentos que impedem as pessoas de serem felizes são: Ciúmes, Ódio e o Orgulho.

Bem pertinente a consideração, mas será que os sentimentos não estão relacionados ao pensamento e as ‘crenças’ das pessoas? Ou até mesmo a um mecanismo de defesa do Ego? Ou até mesmo problemas neurológicos?

Bom eu acredito que o conhecimento e a inteligência são libertadores, por isso que escrevo esse texto.

A rigidez cognitiva desafia a sociedade contemporânea, porque cultivar uma mente adaptável é essencial para enfrentar suas complexidades, promovendo diálogo, inovação e bem-estar.

Sabe aquela lenda que a Avestruz esconde a cabeça no buraco quando está com medo? Não é verdade, mas ela abaixa perto do chão, alguns fazem isso quando em circunstâncias desafiadoras.

A rigidez cognitiva, caracterizada pela dificuldade em adaptar pensamentos e comportamentos a novas informações, é um fenômeno multifacetado com impactos significativos no âmbito pessoal, profissional, social, espiritual e na saúde mental.

De forma geral, as pessoas rígidas mentalmente são aquelas que:
– Pensam que só há uma “maneira certa” de fazer as coisas.
– Assumem que a sua perspectiva é a única correta e os demais estão errados.
– Não estão abertas à mudança, porque isso as assusta.
Se prendem ao passado e se recusam a evoluir.

O que mais caracteriza as pessoas com rigidez mental, é o desejo de estarem certas a todo o custo. Elas não percebem que este desejo é extremamente prejudicial, porque a possibilidade de estar errado e cometer erros é, na verdade, nossa principal ferramenta para a aprendizagem e o crescimento.

A rigidez cognitiva refere-se à dificuldade ou resistência de uma pessoa em adaptar seus padrões de pensamento, comportamentos ou crenças diante de novas informações, contextos ou demandas.

É caracterizada por uma tendência a manter abordagens fixas, rotinas rígidas ou perspectivas limitadas, mesmo quando estas não são mais eficazes ou apropriadas.

Essa característica contrasta diretamente com a flexibilidade cognitiva, que envolve a capacidade de alternar entre diferentes perspectivas, ajustar estratégias e incorporar novas ideias de forma fluida.

Quais as causas?

Suas causas incluem fatores neurológicos, como disfunções no córtex pré-frontal, influências psicológicas, como estresse e perfeccionismo, condições clínicas, como autismo , TOC , TDAH e Transtorno Bipolar, e contextos ambientais que reforçam padrões inflexíveis.
No âmbito pessoal, compromete relacionamentos e tomadas de decisão; no profissional, limita inovação e colaboração; na sociedade, alimenta polarização; e na saúde mental, intensifica estresse e ansiedade.

No cotidiano, a rigidez cognitiva pode ser observada em situações simples, como a dificuldade de uma pessoa em adaptar-se a mudanças no planejamento de uma viagem ou em aceitar uma opinião diferente em uma discussão, a insistência em seguir uma rotina específica e a dificuldade em aceitar críticas ou a relutância em experimentar soluções inovadoras para problemas.

Em contextos mais amplos, como o profissional, ela pode limitar a inovação, já que indivíduos rígidos tendem a resistir a novas tecnologias ou métodos.

Para compreender melhor o conceito, é útil considerar a definição proposta por Schultz e Searleman (2002), que descrevem a rigidez cognitiva como uma limitação na capacidade de reestruturar mentalmente o conhecimento ou de alternar entre diferentes esquemas cognitivos em resposta a mudanças ambientais.

Essa perspectiva destaca o papel da rigidez como um obstáculo à adaptação, especialmente em contextos que exigem criatividade ou resolução de problemas complexos.

Como ajudar? O ideal seria o relacionamento como pessoas diferentes, exposição a aquilo que incomoda, mas geralmente essas pessoas buscam semelhantes ou pessoa inferiores a elas, outros recurso a fantasia e improvisações medíocres.

Estratégias como mindfulness, exposição a novas experiências, treinamento criativo e autorreflexão podem promover flexibilidade cognitiva, cujos benefícios incluem maior empatia, criatividade e resiliência.

Tentar reduzir o orgulho e esquecer a palavra nunca, nunca é tempo demais. TUDO MUDA!!!

Foto por Tobit Nazar Nieto Hernandez em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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