Canetas emagrecedoras e a sociedade da performance

Acharam a mágica!!! Corram todos podemos comer e sermos magros. O sonho do Professor Aloprado, comédia que explorou o tema de autoaceitação e identidade, em 1963 com Jerry Lewis e depois reapresentado em 1996 com Ediie Murphy.

Assaltos a farmácias, sendo trazidas do Paraguai, a febre pega desde Diabéticos a pessoas com poucos quilinhos a mais.

Magros que estão engajados mais que nunca no trabalho, eficiência, intelectualidade e aproveitamento profissional. Algumas mentes estão mais lógicas, rápidas e práticas.

Será que não foi demarcado em inúmeros estudos o lado subjetivo? NÃO, o que vai de interesse ao enriquecimento da Industria Farmacêutica nunca estudam, já que é bem trabalhoso a mensuração, os estudos dos efeitos nas relações e sentimentos dos belos, magros e bonitinhos adictos dos agonistas de GLP-1(Ozempic, Wegovy e Mounjaro).

Na Medicina Tradicional Chinesa o Baço-Pancreas e a energia estão associados a transformações, líquidos corporais, propósito e pensamento/preocupação. O que com uma canetinha(combustível de foguete) deixa o indivíduo mais Yang quem em movimentos(corpo), quer na mente(pensamento). Lembro de uma frase de uma Psiquiatra “Tudo que sobe desce”.

Alguns vão dizer: Sônia o Periódico Lancet Psychiatry analisou mais de 90 mil pessoas com ansiedade e depressão e foi positivo para essas pessoas. Realmente o excesso de açúcar provoca inflamação cerebral, além do prejuízo em outros órgãos coração e circulação.

Será que uma Boa dieta e estilo de vida não consegue também? Tudo bem para os efeitos adversos: ausência de fome, náuseas, vômitos, pancreatite e riscos cirúrgicos decorrentes do retardo no esvaziamento gástrico. Já me disseram, é rápido. Para que se preocupar com a perda de colágeno, cálcio e água intracelulares. Ficar bem, pilhado(a) e magro, “elegante” é TOP. Se o pâncreas está trabalhando demais, o que interessa é desempenho e certa cobiça por imagem e performance. Existe agora preenchimentos, se ficar com cara de “velho” gasto com a Estética.

Estamos em uma sociedade que normaliza tudo. A ‘Sociedade do Desempenho’ está ligada ao narcisismo. Para Byung-Chul Han, filósofo criador deste termo, a “sociedade do desempenho” é a mais recente forma que o sistema econômico neoliberal tomou.

Em suas palavras, “[…] a sociedade do desempenho e a sociedade ativa geram um cansaço e esgotamento excessivos. Esses estados psíquicos são característicos de um mundo que se tornou pobre em negatividade e que é dominado por um excesso de positividade” (HAN, 2017, p. 70).

Quanto mais hiperprodutivo, hipercomunicativo, hiperinformado e hiperconsumista for o sujeito, melhor. Para atender a essa demanda do mundo moderno é preciso parecer sempre bem, ser cada dia melhor, mais especializado, investir mais, dedicar-se com afinco, encontrar um propósito em todas as coisas, e ser ambicioso.

O papel afetivo e cultural da comida, a conversa a mesa e envolvimento ficou de lado. A preocupação excessiva apenas com o EGO e sua imagem superou e ficou esquecido o altruísmo, compaixão e laços. Saciando a fome onde se concentrará o vazio?! Reduzindo a alimentação como fica a absorção de nutrientes?

O importante é ter saúde a qualquer custo. Pondere; será que ficar obsessivo é bom? E esse custo sempre existirá? Prepare para morder essa isca e sustenta-la.

Foto por Artem Podrez em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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