De acordo com Birman (2012), o sujeito na contemporaneidade encontra-se à deriva, mas também com sua possibilidade de simbolização empobrecida e neste contexto o narcisismo apresenta-se como uma saída defensiva de sujeitos com suas referências externas precárias de vínculos afetivos, sendo “o retorno ao próprio eu” uma saída do agudo sofrimento.
O narcisismo na contemporaneidade trata-se também de um contexto histórico em que o envelhecimento se transforma em doença que deve ser escondida.
Além disso, a gordura deve ser eliminada, o colesterol é considerado um grande vilão, o templo sagrado agora são as academias, onde fiéis do culto ao corpo são capazes de tudo para atingir o ideal de beleza, “o vale tudo” em nome de um objetivo: a perfeição narcísica.
Deixamos de lado os valores e quase que sem “pele” barreira que delineia o contorno interior, as pessoas aderem aos estilos e modismos lançados pelas redes sociais e mídia.
A subjetividade é uma palavra desconhecida. Ninguém sabe mais o que são as noções de interioridade e reflexão sobre si mesmo, só param quando entram em colapso: doença física, perdas, luto, crise emocional ou desemprego.
As novas formas de subjetivação na contemporaneidade são marcadas pelo surgimento do individualismo na tradição ocidental, pela cultura cada vez mais crescente do narcisismo e pela sociedade do espetáculo, que valoriza a exterioridade.
De modo claro, descomplicado escrevi sobre o Narcisismo: Origem, nas Redes Sociais, O que os teóricos definiram, Materno, no casamento, a Linguagem e principalmente o capítulo o que está por detrás de um Narcisista.
Este EBOKK revela as intenções e desejos oculto em uma bela aparência, generosidade, verniz social impecável e revela como o egoísmo é a cerne destas alma sombrias, principalmente para o tipo Perverso.
Mentiras, distorções, projeções, inveja, controle, manipulação, ambição e uma imagem distorcida do Self são descritos com cuidado e ciência.
A sociedade é narcisista e eles brotam como capim. O pior estão ao nosso lado.

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