Impacto Emocional das Redes Sociais na Saúde Mental

Impressionante que levou 38 anos para o rádio alcançar 50 milhões de usuários, 13 anos para a TV chegar a esse número, e 4 anos no caso da internet. A rede social Facebook conseguiu 200 milhões de usuários num período de 1 ano.

Em 2025, o Facebook tem 3,07 bilhões de usuários ativos mensais, com 2,11 bilhões de usuários ativos diariamente. Esses números refletem o crescimento contínuo da plataforma e sua posição como a rede social mais utilizada do mundo. Neste mesmo ano  o Instagram tinha mais de 3 bilhões de usuários ativos mensais e 2,2 bilhões de usuários ativos diariamente.

Da criancinha aos idosos, das pessoas ativas as inativas, isoladas, internadas, viajantes , do doente ao saudável o uso é democrático, irei abordar os aspectos emocionais das redes sociais.

De acordo com o artigo “Redes sociais e saúde mental: entenda o impacto”, (2022), relata que esse problema surge a partir de comparações de estilos de vida, ao menor número de curtidas recebidas e à sensação de estar perdendo oportunidades por não poder vivenciar experiências semelhantes.

Sentimentos comuns em usuários:

ANSIEDADE – Uma das principais impressões dos usuários das plataformas sociais é a sensação de que a vida dos outros sempre parece melhor. Exibir uma vida perfeita é uma habilidade que muitos influenciadores digitais dominam. Ao se deparar com a aparente plenitude dessas pessoas, o usuário pode acabar sentindo-se ansioso. Nesses casos, é comum que pensamentos sobre estagnação ou a sensação de que todos os esforços feitos não são suficientes para atingir certos resultados surjam com facilidade.

AUTOCOBRANÇA– A percepção de produtividade pode ser distorcida por excesso de dados, pesquisas, artigos, notícias, opiniões e fotos. Nesse ponto, o usuário começa a perseguir seus objetivos de forma inadequada. Essa mentalidade tóxica surge da ideia de que, se os outros já alcançaram seus objetivos, por que você ainda não? Esse tipo de pensamento é comum entre profissionais e estudantes, frequentemente resultando em esgotamento mental e físico.

SENSAÇÃO DE ISOLAMENTO– Hoje em dia, é comum fazer amigos virtuais de diferentes lugares, o que é um aspecto positivo das redes sociais, permitindo que encontremos pessoas com interesses semelhantes e construamos laços com elas. No entanto, quando essa prática é levada ao extremo, pode intensificar a sensação de solidão na vida real, resultando em isolamento social. Ao se sentir mais amado e acolhido em comunidades virtuais, o indivíduo pode acabar se dedicando mais a essas interações. Porém, é fundamental também prestar atenção às relações com as pessoas que estão fisicamente próximas.

MEDO DE PERDER ALGO – Esse fenômeno de saúde mental é conhecido pela sigla FOMO (fear of missing out), que significa medo de perder experiências. Quando um indivíduo passa muito tempo observando a vida das outras pessoas, pode sentir que está perdendo momentos significativos ou que não está aproveitando plenamente a fase atual de sua vida. Como resultado, é comum experimentar tristeza por acreditar que não está viajando, amando, se divertindo ou trabalhando o suficiente. Diante desse sentimento, a pessoa começa a planejar a vida que deseja ter. Até que alcance esse novo objetivo, pode não encontrar tranquilidade. Essa pressão para viver intensamente, somada ao FOMO, pode levar a problemas ainda mais sérios, como a depressão.

EXCESSIVA PERFEIÇÃO – O uso excessivo das redes sociais pode criar uma pressão desnecessária sobre o usuário para se profissionalizar, aumentar a renda, realizar todos os seus sonhos e se tornar uma pessoa perfeita e idealizada. Ao tentar alcançar todos esses objetivos simultaneamente, o indivíduo acaba enfrentando um aumento significativo de sofrimento, já que é humanamente impossível conquistar tudo o que deseja.

OBSESSÃO FÍSICA E SEDENTARISMO – É óbvio que as redes sociais e a saúde mental estão ligadas umas às outras. A facilidade com que a internet oferece entretenimento permite que as pessoas consumam conteúdo sem sair de casa, agravando um problema que é o sedentarismo. Simultaneamente a isso, as redes sociais incentivam a busca pelo corpo perfeito, o que pode levar a distorções na imagem corporal e ao desenvolvimento de distúrbios alimentares.

RAIVA EM EXCESSO– Devido ao anonimato e à distância física, as pessoas frequentemente adotam comportamentos nas redes sociais que não teriam na vida real. Isso explica por que discussões simples podem se intensificar nas redes sociais. Esse ambiente também encoraja a expressão de opiniões desagradáveis, tornando comum sentir raiva em resposta a comentários ofensivos ou a opiniões de terceiros.

Enfrentar essas situações pode resultar em ainda mais estresse. Outra situação bastante comum entre internautas é o uso de perfis nas redes sociais para desabafar ou expressar opiniões sobre eventos, sem considerar quem pode ser ofendido e quais consequências trariam partindo dessas manifestações.

DEPRESSÃO– A probabilidade de um usuário experimentar sentimentos de raiva, inadequação, tristeza e frustração pode aumentar quanto mais tempo de sua vida ele se dedicar às redes sociais. É possível que esses sentimentos também estejam presentes na vida real. O que pode se tornar um estado mental exaustivo como resultado da junção das duas realidades.

Além disso, o uso excessivo das redes sociais tende aumenta as emoções negativas. Essas circunstâncias prejudicam o bem-estar emocional e podem desencadear na pessoa a depressão, o estresse e ou ansiedade.

É útil estabelecer limites saudáveis e conscientes para o uso das redes, tal como definir horários específicos para acessá-las e evitar a comparação constante com os outros.

Além disso, é benéfico focar em atividades que promovam o bem-estar e a autoestima fora do ambiente virtual, como hobbies, exercícios físicos e interações sociais face a face.

Como diz a canção popular: “É preciso saber viver.”

Foto por Dylann Hendricks em Pexels.com

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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