A menopausa tem como marco biopsicossocial o envelhecimento feminino. Passa do viés orgânico, cujo sofrimento é potencializado devido a fatores externos característicos da sociedade contemporânea, como aceleração da vida cotidiana, mito da “eterna” juventude, menosprezo da emoção feminina e desvalorização social em função do avanço da idade, no contexto da sociedade patriarcal.
Nas sociedades ocidentais, a valorização das mulheres depende da tríade “juventude, beleza e saúde”, o que dificulta o vivenciar do envelhecimento.
A mulher na menopausa tem o enfrentamento ou fuga dos efeitos de quedas de hormônios que mudam o corpo, culto de nossa sociedade.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que, em 2030, cerca de 1,2 bilhões de mulheres terão mais de 50 anos, número três vezes maior do que em 1990.
Do ponto de vista clínico, o climatério é uma etapa marcante do envelhecimento feminino caracterizada pelo estabelecimento de estado fisiológico de hipoestrogenismo progressivo e culminando com a interrupção definitiva dos ciclos menstruais.
Inicia-se normalmente entre 35 e 40 anos, estendendo-se até os 65 anos, sendo frequentemente acompanhado por sintomas característicos e dificuldades na esfera emocional e social.
Em muitos as transformações no corpo feminino não são percebidas, a transição física, social e emocional será refletida na pele, no ânimo, diminuição da libido, nas dores do corpo, na irritabilidade e em alguns casos com a depressão.
Para outras mulheres as elevações nos níveis de cortisol afetam o humor e a qualidade do sono devido ao alto pico de estresse. A diminuição do nível de estrogênio também interfere nos sintomas vasomotores, que acarretam ondas de calor no rosto e na região torácica anterior, acompanhadas de sudorese.
A fase da vida coincide com o medo de envelhecer, à percepção de que a morte esteja perto, ainda esses sentimentos são agravados pela sensação de inutilidade ou carência afetiva.
Algumas circunstancias como insatisfação ou transição com a carreira profissional, perda de entes queridos, aposentadoria e independência de filhos vão exigir ajustes emocionais difíceis para a mulher.
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