O Ser humano pode ter tudo, dominar a cultura e o saber, assim excursionar pelo mundo inteiro, mas nada disso tem valor e sentido se ele não tiver saúde. Sim ter saúde é coisa principal. Sem dor, sem mal-estar, sem pesares, com perspectiva e funcionamento bom dos órgãos, sistemas e membros e mente somos relativamente livres e preparados para a vida e o usufruto dela.
Tirando a rivalidade e resistência a homogeneidade da civilização, temos como progresso a junção de vários olhares para a Medicina, as das antigas civilizações, da biofísica aplicada a saúde(energética-Leste Europeu), unindo-se ao ocidente. Por que? Após as frustrações e limitações da medicina convencional.
O livro Racionalidades Médicas e Práticas Integrativas conta os vários fatores e circunstâncias envolvidos no processo de legitimação, institucionalização e adaptação da Acupuntura/MTC.
Antes da legitimação social da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares – PNPIC (Brasil, 2006).PIC- Programa de e da acupuntura/MTC.
Teve um caminho: aspectos socioculturais que passaram pela diminuição do combate a práticas populares e ilegais de cura, pela influência tardia da contracultura (de certo modo reforçada pela crise ecológica global), pela crise de sentido, de religiosidade e de espiritualidade no Ocidente em geral, pelas crises sociais da biomedicina (quanto ao relacionamento de seus profissionais e intervenções com as pessoas), pela maior procura dessa práticas, enfim, pelas mudanças socioculturais contemporâneas gerais e no cuidado à saúde-doença.
Como ponto de partida e contextualização do tema em termos político-sociais e epistemológicos, deve ser reconhecida a existência de uma ampla hegemonia, que beira o monopólio, na legitimidade social e acadêmica sobre quem e a partir de que tipo de conhecimento se pode validar práticas e saberes em saúde-doença.
A referência estabelecida de mais prestígio e poder para essa validação é a ciência biomédica ou biociência, que se concretiza através da sua “representante social”, a biomedicina (e demais profissões da saúde), em seus ramos acadêmicos e de práticas profissionais.
Ou seja, são as instituições médicas corporativas e acadêmicas (e das demais profissões) os atores sociais mais respeitados como competentes para validar práticas e saberes nas instituições governamentais e privadas de saúde.
O lobby farmacêutico patrocinador de cursos, universidades e respeitados profissionais dessa composição, conseguiu colocar como presidente do órgão que regula a Saúde, ANVISA, uma pessoa formada em ECONOMIA, e pós-graduado em Economia, para não ficar chato em 2021. após ser empossado. foi fazer um mestrado em Saúde Pública. O que Economia tem haver como Saúde? Não é um médico, biólogo, biofísico, nutrólogo, técnico em ciências químicas…sociais…temos na presidência do órgão de saúde, alguém que curte “Money”.
Lamento dizer que foi tirado da minha profissão o uso da Acupuntura, por parte de quem? Conselho Médico.
Psicólogos não podem exercer a prática da Acupuntura, juntamente essa é a Resolução do Conselho Federal.
No Brasil a Acupuntura foi praticada por psicólogos, autorizados pelo CFP, por mais de dez anos (2002-2013) sendo fiscalizada pela Associação Brasileira de Acupuntura, até a sua desautorização por pressão do CRM.
Mais uma vez dividiram o corpo da mente. Ficou impedida também a psicologia corporal e bioenergética consideradas uma prática complementar no tratamento da dor, tensão muscular e ansiedade em doenças crônicas.
OU uma coisa ou outra. E compartilho esse processo.


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