A Arte da Clínica: Delicadeza em Tempos de Sofrimento

Esse é o tema em aberto da Carta Convite deste mês da Revista Brasileira de Psicanálise: Tempos de Delicadeza, colocando a cena traumática da brutalidade e violência no cenário psicanalítico. O convite é para escrever sobre a articulação do psicólogo atualmente.

 Conservar-se frágil e maleável é a verdadeira força. -LAO ZI

A minha vida toda foi uma jornada pelo direito de ser doce. – EMICIDA

A Psicanálise prioritária mente diferente de outra corrente indutivas e direcionais não alimenta o Ego, a Introspeção e projeção social, ela acolhe a DOR. Entre outras bases, existe o ” tato psicológico (Ferenczi, 1928/2011), o direito ao segredo (Castoriadis-Aulagnier, 1976), a reverie (Bion, 1962/1994).”

Os traumas das guerras, das famílias desfeitas, das imigrações, dos casamentos abusivos, solidão dolorida, de uma sociedade sombria, de tantas filosofias frias e egocêntricas, de um mundo sem Deus, de pessoas sem coração, do raro afeto e da ausência de empatia.

Ainda há aqueles que apanham literalmente. “Se não há mais ninguém no mundo, quem bate? O acontecimento do “bater”, gesto mínimo, desfaz a completa desesperança e a certeza da solidão. Dá provas de uma sobrevivência (Winnicott, 1969/1975).” As pessoas que buscam a clínica estão em explicito sofrimento.

A carta convite continua “Diante da brutalidade do traumático, só o tempo da delicadeza (Buarque, 1987)”. 

O papel da clinica atualmente é ser delicado, não ser direto, ter 10 dedos para não invadir, manobrar para poder sustentar e  fazer um esforço para figurar sem impor. Entre palavra e silêncio, descobrir o  ritmo e aquilo que pode vincular. Calcular e saber o “timer”, aprender o “tempo de dizer, o tempo de calar, o tempo de esperar. Testemunhar sem retraumatizar.”

A Intimidade clinica é uma arte, outrora o “manejo” era para os psicóticos, hoje é para todos, já que as feridas está na sociedade igualmente para : limítrofes, neuróticos, psicóticos, adictos, neuroatípicos, psicossomáticos e até perversos.

Que lugar é esse? Aproveito esse texto para expor que esse site sairá do ar. Não darei continuidade aos textos, Ebook ou exposição de minhas reflexões e pesquisas.

Estou no tempo de transformação, com tantas coisas ocorrendo o senso de prioridade e auto-evolução, acontece em silencio e com reflexões.

“… e os que fazem uso do mundo, como quem não o usa plenamente. Porque a cena deste mundo está mudando.” 1 Coríntios 7:31 estou refletindo muito neste conselho apostólico.

Essas mudanças, são fáceis de serem detectadas assistir um jornal de nível nacional por 20 minutos encabeça essa profecia, induz a mudanças de direção, não de profissão, mas de investimentos mais complexos para acolher a dor e sofrimento das pessoas. A dor das pessoas está sendo refletida na saúde e no espírito.

É tempo de CONSOLO.

Narrow dirt trail surrounded by tall grass and arching tree branches in a forest
A narrow dirt path winds through tall grass and leafy trees in a serene forest setting.

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Oi! Sou Sônia Augusta, psicóloga pela UniFMU, Pós-Graduada em Arteterapia, Gerontologia e Saúde do Idoso e Acupuntura. Me aperfeiçoei em temas como AT-Atendimento Terapêutico, Saúde Mental em Hospital Geral (Unifesp), Coaching de Emagrecimento, Psicossomática, Biofísica aplicada à Saúde. Sou pesquisadora nas áreas de Medicina Integrativa, Psicanálise, Longevidade, Nutrologia e Medicina Tradicional Chinesa.

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